O que fazer se houver um acidente na Via Expressa hoje
A Via Expressa em Florianópolis é um dos trechos mais movimentados da BR-101, e acidentes acontecem com frequência, especialmente nos horários de pico e nos finais de semana. Se você estiver dirigindo e precisar lidar com uma ocorrência, saber os procedimentos correta pode economizar tempo e evitar problemas maiores com seguros ou autoridades.
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A primeira coisa é manter a calma e avaliar a situação. Se o carro estiver em movimento e possível, leve-o para a berma ou acostamento. Deixar o veículo no meio da faixa é perigoso e ainda pode gerar uma mult por infração grave. Ligue para o 191 se houver vítimas ou para o 190 em casos mais sérios. A Defesa Civil também pode ser acionada pelo 199 se houver bloqueio total da via ou vazamentos de combustível. O que muita gente não sabe é que a Via Expressa tem trechos onde o acostamento é praticamente inexistente, especialmente perto do acesso ao Centro Empresarial e ao bairro Coqueiros. Nesses pontos, deixar o carro na pista é um risco real de segundo acidente. Eu já vi colisões em cadeia porque um motorista bateu no carro parado depois que o condutor inicial simplesmente deixou o veículo no asfalto e ficou conversando com o outro envolvido. Minha recomendação prática: use os triângulos de segurança e fique dentro do veículo com cinto até a ajuda chegar, se for seguro fazê-lo. Sair do carro só se houver risco iminente de incêndio ou se a polícia orientar.
Sobre o boletim de ocorrência: para acidentes apenas materiais, sem vítimas, você pode abrir o BO online pelo site da Polícia Civil de Santa Catarina. O processo leva cerca de 10 minutos se você tiver os dados de todos os envolvidos, placas, modelos dos veículos e photos das ocorrências. Para acidentes com vítimas, o BO deve ser feito presencialmente na delegacia mais próxima ou através da ocorrência policial no local, feita pelos agentes que chegarem. Um detalhe importante que poucos consideram: os câmeras de monitoramento da Via Expressa são geridas pelo DER-SC e pela PRF. Se você precisar de imagens para seu seguro ou para o BO, solicite formalmente através de pedido de acesso à informação no site do governo do estado. O prazo de resposta é de até 30 dias, mas na prática costuma levar entre 15 e 20 dias úteis. Eu fiz esse pedido depois de um pequeno arranhão em 2023 e consegui as fotos em 18 dias. O arquivo veio em PDF com data, hora e local exatos, o que foi decisivo para o meu seguro não questionar a versão dos fatos.
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Se houver deslocamento de passageiros ou danos a infraestruturas como guard-rails e placas, a responsabilidade pode ser compartilhada. A concessionária que administra o trecho, a Concessionária Rodovias do Sul, tem procedimento próprio para abertura de chamado pelo site dela. Anotar o número do chamado é útil caso precise comprovar que comunicou o dano ao patrimônio público. O seguro geralmente pede o BO, fotos dos danos de todos os veículos, documentos dos condutores e, em alguns casos, laudo pericial. Se o outro motorista se recusar a dar os dados ou tentar ir embora, isso é crime de fugir do local do acidente. Nesse caso, anote a placa e ligue imediatamente para a polícia. Não tente perseguir o veículo.
Uma limitação que precisa ser dita claramente: nem todo acidente na Via Expressa pode ser resolvido de forma rápida. Em horários de muito tráfego, como sábado à tarde com sol, a presença da PRF pode demorar de 40 minutos a mais de uma hora dependendo do local exato. Se o acidente for leve e ambos os envolvidos concordarem com os termos, existe a possibilidade de acordo extrajudicial, mas isso só vale para danos materiais e nunca se houver qualquer suspeita de lesão corporal ou embriaguez. O acordo extrajudicial é feito diretamente entre as seguradoras através do sistema SISEG, mas isso exige que ambas as companhias aceitem o procedimento, o que nem sempre acontece. Para acidentes com vítimas, o procedimento é obrigatoriamente policial e envolverá exame de corpo de delito, possível exame toxicológico e representação criminal se houver infração penal. Nada disso pode ser contornado com acordo entre as partes.
O mais pragmático é: tenha o app da PRF SC e do DER-SC instalados no celular, guarde os números de emergência no telefone e mantenha um triângulo de sinalização no porta-luvas. Isso resolve a maior parte dos casos cotidianos sem precisar depender de terceiros para o primeiro atendimento.