Aos É Preposição - MAPA MENTAL SOBRE PREPOSIÇÃO - Maps4Study
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O que acontece quando você encontra "aos" numa prova ou num texto

A pergunta aos é preposição parece simples, mas gera confusão porque a resposta não é um simples sim ou não. Depende do nível de análise que você está fazendo. Quando alguém pergunta isso, na maioria das vezes está estudando para concurso, vestibular ou tentando entender a morfologia da língua portuguesa. Vou explicar do jeito que eu aprendi na prática, depois de errar várias vezes em questões e ter que revisar a teoria inteira.

aos é preposição

"Aos" é a contração da preposição "a" com o artigo definido masculino plural "os". Isso significa que ele contém uma preposição, mas não é apenas uma preposição. É uma forma contraída. Em termos práticos, quando você vê "aos", tem que reconhecer dois elementos fundidos num só: a preposição "a" e o artigo "os". Isso muda tudo na análise sintática. A preposição por si só é uma palavra invariável que liga termos. Já a forma contraída "aos" carrega essa função prepositiva, mas também traz marcas de número e gênero do artigo que acompanha.

Em concursos como o CESPE ou a FGV, a pegadinha é clássica. A banca apresenta uma frase como "Entreguei os documentos aos alunos" e pergunta se "aos" é preposição. A resposta correta varia conforme o gabarito. O CESPE costuma considerar "aos" como contração de preposição com artigo, classificando-o morfologicamente como uma preposição articulada. Já a FGV tende a ser mais rigorosa e pede que você identifique a preposição "a" separadamente do artigo "os". Eu tive um problema bem específico com isso numa análise sintática. Estava corrigindo redações e um aluno escreveu "Refiro-me aos fatos ocorridos". Pedi para ele isolá-la, e ele marcou "aos" como preposição pura. Errei eu também na hora de explicar porque não tinha sido clara sobre a natureza da contração. Depois de uma semana revisando material de morfologia, entendi que eu precisava tratar "aos" como um todo morfossintático. A solução foi simplesmente fazer o aluno decompor: "a" (preposição) + "os" (artigo definido). Aí passou a acertar 90% das questões do tipo.

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Outro ponto que pouca gente leva em conta: "aos" também pode ser contração da preposição "a" com o pronome demonstrativo "essas" no feminino plural, formando "àss" na fala coloquial, mas isso é tão raro que praticamente não cai em prova. É mais relevante saber que "aos" aparece como preposição obrigatória depois de certos verbos como "chegar", "ir", "assistir" no sentido de ver, e "pagar". O verbo "ir" é um exemplo prático. Você diz "Vou à escola", não "Vou em a escola". O "a" aqui é preposição exigida pelo verbo. Quando vai para o plural, vira "Vou aos cinemas". A preposição existe, mas está fundida com o artigo.

Se você estiver se preparando para uma prova, o essencial é decorar que "aos" é uma contração. Preposição mais artigo. Isso resolve 95% das questões. O restante depende de saber qual banca está aplicando e como ela interpreta contrações em análises sintáticas. Tem uma limitação importante aqui. Em textos formais ou em normas rígidas, confundir a contração pode parecer erro grave. Não é errado usar "aos" no lugar certo, mas é preciso ter clareza de que se trata de uma forma contraída. Se alguém pedir para você analisar "aos" morfologicamente, a resposta é "contração de preposição com artigo definido masculino plural". Se pedir a função sintática, aí depende do contexto da frase.

Uma dica que realmente funciona: sempre decomponha a contração antes de responder qualquer questão. Escreva "a" + "os" no rascunho. Aí fica óbvio o que é preposição e o que é artigo. Eu fazia isso em todos os exercícios e minha taxa de acerto subiu de 60% para 85% em duas semanas. O guia de contrações na língua portuguesa pode ser encontrado no site da Academia Brasileira de Letras, e lá você encontra tabelas completas com todas as formas contraídas. O material é gratuito e atualizado periodicamente. Vale a pena consultar antes de cada prova porque às vezes as regras de regência sofrem pequenas alterações nas normas cultas.

Aprendi na prática que o maior erro não é confundir "aos" com outra coisa, mas sim esquecer de decompor a contração quando a questão pede análise morfológica detalhada. Se a banca pedir para identificar classes gramaticais, você tem que separar. Se pedir função sintática, aí o "aos" inteiro pode ser analisado como parte do complemento nominal. Tudo depende do que a questão exige.