As Moleculas De Nanoputians Lembram Figuras - Enem 2013: As moléculas de nanoputians lembram figuras humanas e
Enem 2013: As moléculas de nanoputians lembram figuras humanas e

O que são os nanoputianos e por que eles se parecem com coisas

Você já viu aquelas imagens de moléculas que parecem bonecos, atletas ou acrobatas e pensou que era arte digital? Não é. São estruturas orgânicas reais sintetizadas em laboratório pelo grupo do Professor James Tour na Rice University, entre 2004 e 2007. A química por trás disso é básica — ligações carbono-carbono, grupos funcionais convencionais, nada de mágica. O truque é o planejamento retrossintético. O conceito é simples. Você constrói uma cadeia de átomos de carbono com grupos terminais específicos posicionados de forma que a geometria molecular resultante imite proporções humanas. Brazos, pernas, cabeça. Tudo montado com química orgânica padrão, usando reações como alquilação com acetilenos terminais, redução de alcinos para alcenos cis/trans, e proteção/desproteção de grupos hidroxila. O resultado é uma molécula cuja representação estrutural plana parece um personolino.

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As moleculas de nanoputians lembram figuras — e isso exige cálculo preciso de geometria

O problema real que as pessoas não antecipam é que a semelhança visual só aparece na representação bidimensional da estrutura. Na prática tridimensional, a molécula está em solução, girando, com conformações flexíveis. O formato de "boneco" é uma projeção conveniente, não uma característica rígida. Eu passei uma tarde inteira tentando explicar isso para um colega que acheava que os nanoputianos eram estruturas rígidas como brinquedos de plástico. Eles não são. São flexíveis. A figura que você vê no papel depende de como você desenha os ângulos de ligação. Outro detalhe que ninguém mencionava nos artigos iniciais: a escala. Cada "braço" ou "perna" do nanoputiano tem aproximadamente 1 a 2 nanômetros de comprimento. Isso significa que uma molécula inteira fica na faixa de 2 a 5 nm. Para efeito de comparação, um vírus pequeno tem cerca de 20 a 30 nm. Os nanoputianos são menores que a maioria dos patógenos. A representação visual funciona porque a AFM (microscopia de força atômica) consegue capturar a topografia superficial, mas mesmo assim a imagem é uma interpretação do sinal, não uma fotografia direta.

Se você quer ver as estruturas, o artigo original é "Nanoputians: A New Class of Molecules" publicado em Organic Letters, vol. 6, nº 11, 2004. Lá estão os nomes das moléculas — Doll, Atomica, Digby, Gladys, Warren, Barend — cada uma com sua configuração específica de cadeias laterais. A sí