Assinale A Alternativa Que O Pronome Pessoal Está Empregado Corretamente - Assinale A Alternativa Onde O Pronome Pessoal Está Empregado ...
Assinale A Alternativa Onde O Pronome Pessoal Está Empregado ...

O que esperar de exercícios com pronomes pessoais em português

A maior parte das bancas cobra a mesma coisa, repetidamente: posição do pronome, regência do verbo com pronome oblíquo e o uso de lhe versus ele/ela. Quando você vê assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente, basicamente precisa identificar onde o analisador colocou um erro clássico ou deixou a forma certa intacta.

Assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente

Esse tipo de questão testa três eixos. O primeiro é a colocação pronominal. O segundo é a combinação de preposição com pronome. O terceiro é a diferença entre formas átonas e tônicas, que as bancas adoram confundir de propósito. O mais comum é errar na regência do verbo seguido de pronome. Verbo transitivo indireto pede preposição, e a preposição se funde com o pronome. Não tem mágica. Quando a banca escreve "referir-se-lhe" ou "obedecê-lo", ela está usando a craseada correta só porque o verbo exige a preposição "de" ou "a". A confusão começa quando o verbo é transitivo direto e ainda assim vem pronome com preposição.

Um exemplo prático que eu vejo todo dia em correções de trabalho é a diferença entre "disse-me" e "disse a mim". O primeiro é posição enclítica, válida depois de vírgula ou no início da oração. O segundo é pronome tânico, usado para ênfase ou depois de preposição. Misturar os dois é o erro número um que aparece em provas e em redações de concurseiros que não revisam isso direito. Outro ponto que as bancas adoram é o uso de "lhe" como objeto direto. Em português padrão, "lhe" é objeto indireto. Se o verbo é transitivo direto, o correto é usar "o", "a", "os", "as". Mas aí entra a variação regional e o uso coloquial, que muitas vezes transforma "lhe" em objeto direto no sul do Brasil. A banca cobra a norma culta, então o caminho é desconsiderar o uso regional.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Na prática, quando eu preciso resolver essas questões rapidamente, eu sigo um fluxo simples. Primeiro eu identifico o verbo e verifico se ele pede preposição. Segundo, eu vejo se o pronome está antes, no meio ou depois do verbo. Terceiro, eu checo se a preposição combinou com o pronome de forma regular. Quarto, eu elimino as alternativas que usaram "lhe" como objeto direto com verbo transitivo direto ou que colocaram o proneme átono antes de palavra atrativa sem justificaativa. A principal armadilha são os pronomes de tratamento. "Vossa Senhoria" exige terceira pessoa. "Vossa Excelência" também. Mas muita gente pensa que pode usar "você" com verbos na segunda pessoa. Não pode. A forma "você" é tratado como terceira pessoa gramatical, mesmo que semanticamente seja segunda. Isso gera erros de concordância verbal que aparecem em praticamente toda prova.

Existe ainda o caso dos pronomes relativos, que às vezes entram nessa categoria. "Cujo" não varia em gênero, mas varia em número. "Cuja" só existe no feminino singular. Erros com "cujo" são frequentes e a banca costuma colocar alternativas com "cuja" quando o substantivo seguinte é masculino. A solução é trocar por "do qual" para testar a fluência da frase. Quando se trata de pronomes oblíquos átonos, a colocação depende de fatores sintáticos. Palavras como "não", "advérbios", "conjunções subordinativas" e certos verbos no infinitivo impessoal atraem o pronome para antes do verbo. Sem esses fatores, o pronome vai depois ou no meio. A exceção mais problemática é o infinitivo flexionado, que pode funcionar como núcleo de um período e, nesse caso, permite próclise mesmo na ausência de atrativo explícito.

Outro detalhe que quase ninguém lembra é a posição do pronome antes de particípio. Nesses casos, a ênclise é obrigatória. "Tinha-o feito" está certo. "Havia-o feito" também. Mas "O tinha feito" soa estranho e geralmente é marcado como errado em provas formais. A banca cobra a norma padrão, e a norma padrão coloca o pronome depois do auxiliar quando há particípio. Em resumo, para conseguir acertar assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente, você precisa dominar regência, colocação e a diferença entre formas átonas e tônicas. O restante é eliminação de alternativas com erros óbvios. Se a banca quiser te pegadar, vai usar "lhe" como direto ou confundir pronome de tratamento com "você". Ficar de olho nesses dois pontos já aumenta muito sua taxa de acerto.