O que é e como fazer
A cavalona do pó é uma massa frita popular no Norte e Nordeste do Brasil. Diferente das versões mais conhecidas de cavalona, que usam farinha de mandioca ou trigo integral, a versão do pó leva farinha de trigo refinada como base principal. O resultado é mais fofo, mais leve e com textura parecida com churro, mas sem o açúcar por cima. Vendedores ambulantes fazem um dinheiro muito bom com isso em feiras e pontos de ônibus.
Cavalona do pó: a receita que funciona na prática
Aqui vai o que eu uso. Nada de complicação. A massa é simples demais pra falhar se você prestar atenção em dois detalhes que todo mundo ignora. Ingredientes para uns 15 a 20 unidades:
4 xícaras de farinha de trigo
2 ovos inteiros
1 xícara de leite morno
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
1 colher de sopa de fermento químico (aquele de bolo)
1 pitada de sal
Água morna o suficiente para ajustar a textura (cerca de meia xícara) Misture os ovos com o leite e a manteiga derretida. Junte a farinha e o sal. Misture até virar uma massa homogênea. Por último, adicione o fermento. A consistência certa é de um bolo muito mole — não pode ser líquida, mas também não pode dar nó no braço pra modelar. Se estiver muito seca, um gole de água. Se muito mole, mais um pouquinho de farinha.
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O jeito certo de fritar é em óleo quente, mas não fumegante. Temperatura ideal gira em torno de 170 graus. O teste do palito funciona: jogue um pedacinho pequeno da massa. Se subir rápido e dourar em 30 segundos, tá pronto. Se afundar, o óleo tá frio. Se queimar por fora e ficar cru por dentro, tá muito quente. Eu já perdi umas duas horas de fritura porque colocava o óleo pra esquentar junto com a massa pronta. A dica real é aquecer o óleo antes de misturar o fermento. O fermento começa a agir assim que entra em contato com a umidade, e se você deixar a massa parada esperando o óleo esquentar, perde o gás. Fica densa, pesada. Ninguém quer isso.
Um problema real que eu tive e como resolvi: numa feijoada grande num domingo, fiz toda a receita num dia de chuva com umidade alta. A massa absorveu água do ar e virou uma pasta pegajosa que grudava em tudo. O que funcionou foi adicionar farinha aos poucos até voltar ao ponto, mas o verdadeiro problema era a gordura — com tanta umidade no ar, o óleo também se comportava diferente. Aumentei ligeiramente a temperatura de fritura e trabalhei em lotes menores. O resultado melhorou consideravelmente. Não foi perfeito, mas serviu.
Erros comuns que destroem a cavalona
A maioria das pessoas erra em três coisas. A primeira é usar óleo velho ou reutilizado demais. O óleo escuro dá gosto de rançoso e escurece a massa de forma desuniforme. Mude o óleo a cada duas ou três rodadas de fritura no mínimo. Eu costumo coar o óleo antes de guardar com um pano de algodão limpo — dura bem mais. A segunda é amassar demais. A glutensina da farinha de trigo desenvolve quando você mexe muito. Massa trabalhada demais fica borrachuda. Misture até juntar os ingredientes e pare. Pode sobrar uns pequenos grumos. Isso é normal e não afeta o resultado final.