Como Se Chama A Parte Introdutória De Um Livro - Parte Introdutória de um Livro | PDF
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Os nomes da parte introdutória de um livro

A parte introdutória de um livro tem mais de um nome em português, e a escolha errada pode causar confusão séria na hora da publicação. O termo correto depende de quem está escrevendo, do gênero da obra e do que aquele texto pretende fazer com o leitor.

como se chama a parte introdutória de um livro

O termo mais genérico e amplamente compreendido é introdução. É o que aparece em livros didáticos, ensaios, manuais e não-ficção. Serve para apresentar o tema, os objetivos e o caminho que o livro vai percorrer. Ninguém estranha encontrar uma seção chamada "Introdução". É o ponto de partida seguro. Quando se trata de ficção, o autor pode escrever um prólogo. A diferença fundamental é que o prólogo é uma peça narrativa. Ele conta algo que acontece antes ou fora da linearidade da história principal. Pode apresentar um personagem, situar o leitor numa época anterior, ou revelar um evento que ecoa ao longo da obra inteira. Um prólogo mal feito é aquele que o leitor lê e pensa "já posso pular pra capítulo 1?". Isso é problema do prólogo, não do livro.

Já o prefácio é diferente de ambos. Quem escreve o prefácio não é o autor do livro. É outra pessoa, geralmente alguém com autoridade no assunto ou reconhecimento público, que apresenta a obra a um novo público. O prefácio fala do autor, do contexto de criação, da relevância do tema. É um elogio fundamentado, não uma peça narrativa. Li prefácios bons que valiam a leitura por si só. E li outros que eram apenas agradecimentos disfarçados de amigos do editor. Existe ainda a apresentação, termo muito comum em publicações acadêmicas e científicas. Tem função semelhante ao prefácio, mas com tom mais técnico. Geralmente é escrita pelo próprio autor quando se trata de uma tese, dissertação ou obra de cunho técnico. A apresentação explica os fundamentos teóricos, a metodologia e as limitações do trabalho.

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Em alguns casos mais raros, encontra-se o preâmbulo. É um texto breve que antecede a obra e estabelece seu tom ou intenção. Menos comum no Brasil, aparece mais em traduções de obras europeias ou em edições de luxo com aparato editorial reforçado. Uma coisa que muita gente não sabe e que gera confusão na hora de diagramar ou enviar para publicação: não se usa prólogo e introdução juntos. Se o livro tem um prólogo narrativo, a introdução que vem depois assume a função de contextualização. Ter os dois é redundancy que cansa o leitor. A menos que o prólogo seja tão curto que funcione mais como um adendo, o ideal é escolher um caminho e seguir.

Um problema prático que encontrei vezes demais na revisão de manuscritos: autores que escrevem um prólogo de quinze páginas e depois uma introdução de dez páginas, e o leitor simplesmente desiste antes do primeiro capítulo. A solução que recomendo é cortar tudo que for repetitivo entre os dois textos. O prólogo mostra, a introdução explica. Se você está explicando no prólogo, transforme aquele trecho em introdução e reduza o prólogo ao estritamente necessário. Outro detalhe que editores cobram e autores ignoram: o posfácio. Ele não é introdutório, fica no final do livro. Mas muitos autores confundem e acabam escrevendo um "posfácio introdutório" que não existe. Se você quer um texto de fechamento que converse com a abertura, isso se chama posfácio ou epílogo, dependendo do que faz. Posfácio comenta a obra de fora. Epílogo continua a história dentro da narrativa.

Para fins práticos, se você está montando a estrutura de um livro e não tem certeza do que colocar na abertura, pergunte: este texto pertence à narrativa ou ao contexto? Se pertence à narrativa, é prólogo. Se pertence ao contexto, é introdução ou apresentação. Se foi escrito por outra pessoa, é prefácio. Essa classificação simples resolve a maior parte dos casos que aparecem em submissões editoriais.