D Salomão Telhas - Cortes E Dobras - Arquitetura do Futuro: Como as Telhas Metálicas Moldarão os Projetos de ...
Arquitetura do Futuro: Como as Telhas Metálicas Moldarão os Projetos de ...

Como fazer os cálculos de telhas D. Salomão na prática

A maior parte dos calculistas que vejo por aí erra na hora de calcular faldas e cortes nas telhas D. Salomão porque tenta aplicar a regra geral sem considerar o tipo de sobreposição real da obra. Eu já vi gente entregar projeto com folga de 5 centímetros a mais em cada laje por pura falta de atenção ao detalhamento da conexão. O processo começa identicando qual é o perfil exato da chapa. O D. Salomão padrão tem medidas consolidadas, mas isso não significa que todas as fábricas seguem exatamente o mesmo gabarito. A espessura do material, o raio da dobra e a altura da onda podem variar. Antes de qualquer conta, meço uma amostra real da chapa ou pego a planilha técnica do fabricante. Isso evita surpresas na hora do corte.

d salomão telhas - cortes e dobras

O cálculo das dobras em si segue uma lógica simples: a faldra precisa ter altura suficiente para cobrir a ripa ou vigota abaixo, mais a sobreposição com a chapa adjacente. A regra prática que uso é sempre reservar pelo menos 2 centímetros de margem na faldra para garantir vedação, principalmente em regiões de vento forte. Já tive problema em uma obra no interior de Minas onde o cortador usou a medida nominal e as chapas ficaram com folga demais. O vento entrava por baixo. A solução foi improvisar com uma solda de ponto a cada 30 centímetros na faldra, o que acabou resolvendo, mas gastou tempo e material extra que poderiam ter sido evitados com um cálculo mais rigoroso desde o início. Para os cortes diagonais, que são inevitáveis nos extremos dos telhados, o ponto crítico é o encaixe entre a faldra cortada e a próxima chapa. O ângulo do corte precisa respeitar a inclinação do telhado mais a meia-onda da chapa. Se o telhado tem 30 graus de inclinação, o corte na diagonal não será de 30 graus retos, mas sim uma projeção que leva em conta a altura da onda. Muita gente erra aqui e acaba deixando a chapa folgada ou forçando o encaixe até deformar a borda.

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A ordem de execução importa. Recomendo sempre começar pelas chapas das calhas e rimas, que definem a base, e depois subir. Os cortes intermediários vêm depois. Fazer o inverso gera acúmulo de erro que se manifesta no último fiapo da cobertura, onde as sobras ficam irreconciliáveis. Um detalhe que poucos levam em conta é a dilatação térmica. Em telhados grandes, acima de 8 metros de comprimento, as chapas D. Salomão expandem e contraem com a temperatura. O furo dos parafusos precisa ter um pouco de folga lateral, não pode ser apertado no furo exato do gabarito. Use buchas ou furos alongados nos pontos fixos de apoio. Isso evita que a chapa empena depois de instalada quando o sol atinge o telhado no meio do dia.

A ferramenta de cálculo mais confiável que eu uso é uma planilha personalizada que converte a medida da linha de prumada diretamente na medida desenvolvida da chapa, já considerando as perdas de dobra e sobreposição. O tempo que ela economiza é real: em vez de perder 40 minutos calculando cada chapa à mão,Levo cerca de 6 minutos. O risco de erro humano cai drasticamente. Não existe fórmula mágica que substitua a verificação no terreno. Sempre que possível, levante as medidas reais da estrutura antes de cortar. A tolerância de assentamento das vigotas nem sempre coincide com o projeto. Uma diferença de 1 centímetro na distância entre vigas se traduz em erro acumulado de varios centímetros no final dafileira.

Se você está começando agora, faça testes de montagem a seco em uma área plana antes de subir no telhado. Isso mostra imediatamente se as medidas estão coerentes. O material é barato, mas o retrabalho é caro.