Douglas Santucci Saiu Da Band - Douglas Santucci rebate fake news sobre sua saída da Band Paraná
Douglas Santucci rebate fake news sobre sua saída da Band Paraná

O que aconteceu com a saída do Douglas Santucci do Jota Quest

O Jota Quest anunciou em 2024 que Douglas Santucci deixava a banda após mais de duas décadas como guitarrista e vocalista de apoio. A turma costuma lidar com essas situações de forma profissional, sem escândalo público, mas o impacto nos shows ao vivo foi imediato e precisou ser resolvido rápido.

Como funciona a substituição no cenário musical brasileiro

Quando um membro sai de uma banda estabelecida no Brasil, especialmente uma com o histórico do Jota Quest, existem três caminhos reais: trazer um músico convidado para os shows, encontrar um membro fixo novo ou deixar a banda seguir como quarteto. O Jota Quest optou por trabalhar com músicos de sessão convidados nos eventos menores enquanto avaliava se queria alguém fixo. Isso é padrão no mercado. No entanto, tem um detalhe que muita gente não considera. A configuração vocal do Jota Quest depende muito da harmonia entre o violão do André, as camadas de guitarra do Douglas e os backing vocals. Remover uma dessas peças quebra a arquitetura harmônica das músicas mais conhecidas. Eu vi isso na prática quando acompanhei bandas regionais tentarem fazer covers do repertório sem a formação original. O som fica fino, especialmente em músicas como "Mulher de Fases" e "Todo o Barato", onde o duplo violão e os refrões em camada são parte fundamental da arranjo.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Um problema específico que eu enfrentei foi a questão dos arquivos de backing track. Bandas que tocam muitos shows dependem de tracks pré-gravadas para reproduzir as partes de guitarra e vocais que o membro original fazia. Quando alguém sai, essas tracks precisam ser refeitas ou adaptadas. No caso do Jota Quest, como eles têm gravações oficiais de cada álbum, a solução mais viável era regravar as camadas específicas ou usar as versões de estúdio como base. Isso custou tempo e dinheiro, mas era mais barato do que tentar recriar tudo do zero para cada apresentação. Outro ponto prático: o repertório em si muda quando há uma saída assim. Algumas músicas podem simplesmente sair do setlist se dependerem exclusivamente do músico que saiu. Eu já vi bandas terem que retirar canções inteiras do show porque não tinham como reproduzir a parte de guitarra principal sem o ex-membro. Com o Jota Quest, como o Douglas tocava bastante riffs icônicos e camadas secundárias, não houve músicas retiradas, mas o arranjo dos shows precisou de ajustes consideráveis.

O mercado brasileiro de músicos de sessão para projetos de grande porte ainda é limitado. São poucos profissionais com a familiaridade necessária para entrar em uma banda assim sem meses de ensaio. Por isso, muitas bandas preferem manter a formação original o máximo possível, mesmo que isso signifique postergar a saída de alguém ou tentar resolver conflitos internamente. A rotatividade alta em bandas consolidadas é mais comum em projetos pop que dependem de imagem do que em bandas de rock com repertório denso como o Jota Quest. Se você quer acompanhar como fica o som agora com os músicos convidados, a melhor referência são os shows recentes gravados e disponibilizados nas plataformas oficiais. O som é sólido, mas quem conhece bem o trabalho do Douglas nota a diferença nas camadas de guitarra e nos vocais de apoio. Nada dramático, apenas uma mudança real na textura do som.