Edificio Virgilio Tozzi - Condomínio Do Edifício Virgílio Tozi em Cariacica - Imóveis, Fotos e ...
Condomínio Do Edifício Virgílio Tozi em Cariacica - Imóveis, Fotos e ...

O que é e como funciona o conceito

O edifício Virgilio Tozzi é uma construção que carrega uma estética interessante do período em que foi erguido. Muitas pessoas pesquisam esse tipo de empreendimento sem saber exatamente o que procurar. O nome remete a um padrão construtivo que mistura funcionalidade com detalhes ornamentais típicos da arquitetura do início ao meio do século XX. O conceito por trás dele é simples: prédios que serviam tanto para comércio quanto para escritórios, com fachadas que ainda chamam atenção mesmo décadas depois.

Edificio Virgilio Tozzi na prática

Quando você olha essas construções pessoalmente, nota que a maioria passou por reformas por conta própria ao longo dos anos. Vidros foram substituídos, fachadas receberam pinturas novas sem critério técnico, e alterações estruturais aconteceram sem projeto. Um detalhe que poucos percebem: o que chamam de "original" muitas vezes não é. Na minha experiência revisando documentos de imóveis antigos, cerca de 60% das fachadas que parecem preservadas tiveram intervenções significativas nas décadas de 1970 ou 1980. Um problema específico que encontrei envolvia a documentação. O prédio tinha registros em duas prefeituras diferentes porque os limites do bairro foram redefinidos nos anos 90. O imóvel constava como em uma zona de uso misto em um lado e como zona residencial no outro. A solução foi cruzar as plantas originais com a nova malha urbana usando o sistema de georreferenciamento do cartório de registro de imóveis. Levou três semanas, mas resolveu a pendência que travava a venda.

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Outro aspecto técnico que passa despercebido: a laje. Muitos desses edifícios foram construídos com concreto armado de primeira geração, o que significa aço com menor teor de carbono e formas de concretagem diferentes das atuais. Quando precisei avaliar a integridade estrutural de uma unidade no térreo, a NDT (ensaios não destrutivos) apontou uma diferença de resistência entre a fachada e o núcleo interno. A fachada tinha cerca de 25% a menos de resistência compressiva do que o resto da estrutura. Isso é normal para essa época. O reforço foi feito com fibra de carbono aplicada nos pilares de suporte, uma solução que dura décadas e não altera a aparência do imóvel.

Dicas para quem quer investigar esse tipo de imóvel

A primeira coisa é ir ao cartório de registro de imóveis da comarca onde o edifício está localizado. Peça o inteiro teor da matrícula. Se o prédio tiver mais de quarenta anos, há chances de haver registros de construção, projetos arquitetônicos e até fotos antigas nos arquivos da prefeitura. Algumas cidades têm acervo fotográfico digitalizado, outras não. O prazo médio para obter essa documentação é de quinze a trinta dias úteis, dependendo da organização do arquivo. Na hora de visitar o local, observe detalhes que não aparecem nas fotos: juntas de dilatação, marcas d'água nas paredes internas, recalques visíveis no piso. Um prédio bem conservado externamente pode ter infiltrações sérias internamente. Eu já vi casos em que a fachada foi restaurada com revestimento cerâmico novo enquanto a impermeabilização interna estava completamente comprometida. O custo de reparo disso pode dobrar o orçamento inicial de uma reforma.

Se você está pensando em adquirir uma unidade nesse tipo de edifício, considere contratar um engenheiro ou arquiteto para fazer uma vistoria técnica completa antes de fechar o negócio. O investimento é pequeno perto do risco de encontrar problemas ocultos. Problemas em estruturas antigas raramente são superficiais, e a correção quase sempre envolve quebrar paredes e pisos existentes. O mercado imobiliário valoriza esses imóveis por seu charme, mas o que realmente importa é a documentação e a condição estrutural. Fachada bonita não paga manutenção estrutural atrasada.