Engenharia De Controle E Automação Nota De Corte - Nota de Corte Engenharia de Controle e Automação - Sisu 2020 e Prouni 2020
Nota de Corte Engenharia de Controle e Automação - Sisu 2020 e Prouni 2020

O que você precisa saber sobre a nota de corte da engenharia de controle e automação

A engenharia de controle e automação é um curso que atrai candidatos com boa média em matemática e física no ENEM, o que naturalmente eleva a nota de corte em relação a outras engenharias menos "exatas". As notas variam bastante entre instituições, mas no geral ficam na faixa dos 700 aos 820 nos processos seletivos. Isso é importante porque muita gente escolhe o curso achando que é igual à eletrotécnica ou à mecânica. Não é. A concorrência é real e a média dos finalistas costuma ser alta, especialmente nas federais de maior prestígio.

Engenharia de controle e automação nota de corte nas principais instituições

Veja como ficam as médias históricas (valores aproximados baseados nos últimos ciclos do SISU e vestibulares próprios): USP (campus São Carlos): entre 780 e 815 pontos no ENEM. É uma das mais difíceis do país para esse curso. O candidato precisa ter desempenho consistente em todas as áreas, não só em exatas.

Unicamp: nota de corte fica entre 760 e 800. O vestibular deles tem pesos diferentes por disciplina, então uma boa redação pode compensar uma matemática abaixo da média, mas não muito. UFRJ (Campus Ilha do Fundão): entre 740 e 790. O curso é bem conceituado e a demanda supera a oferta há anos. No PISM, a competição é ainda mais intensa por causa do sistema de cotas e da distribuição de vagas.

UFMG: entre 730 e 780. O diferencial aqui é que a universidade usa um sistema de classificação por área de conhecimento, o que pode ajudar quem tem força em física e química, mesmo com nota mediana em humanas. UFRJ e UFSC: entre 720 e 770. UFRGS também costuma ficar nessa faixa. As federais do Sul e Centro-Oeste tendem a ter notas um pouco menores que as do Sudeste, principalmente quando o campus não é em capital.

UFSCar, UFABC, UFPR: entre 700 e 760. Cursos mais novos ou em regiões com menor fluxo migratório de candidatos têm notas de corte mais acessíveis. Isso não significa qualidade inferior, apenas menos pressão demográfica por vaga. Estaduais como UNESP, UTFPR e FECAP têm notas que variam de 650 a 750. A UTFPR, por exemplo, oferece o curso em Câmpus Ponta Grossa e Curitiba com perfis diferentes de seleção.

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Como funcionam os cálculos e onde as pessoas erram

A nota de corte não é fixa. Ela sobe ou desce dependendo de dois fatores principais: o número de inscritos naquele ano e a qualidade média das provas deles. Se o ENEM daquele ano teve uma versão mais fácil, a nota de corte sobe. Se foi difícil, ela cai. O mesmo vale para os vestibulares tradicionais — se a prova de física saiu muito pesada, a média geral do curso pode cair 10 a 20 pontos. Muita gente também erra ao comparar notas de cortes de anos diferentes sem considerar o peso das disciplinas. O SISU usa a média aritmética simples das quatro áreas mais dois pesos para o curso de engenharia. Mas cada universidade pode aplicar critérios próprios. A USP, por exemplo, dá peso maior para matemática no cálculo da classificação. A Unicamp usa um sistema de pontos por desempenho em cada área, com pontuação extra para quem teve nota máxima em alguma prova.

Outro ponto que as pessoas ignoram: o curso de controle e automação muitas vezes tem duas modalidades de ingresso — uma pela nota geral do ENEM e outra por cotas. A nota de corte para ampla concorrência é sempre mais alta que a de cotas. Em 2023, por exemplo, na UFRJ a nota de corte para a cota de escola pública foi cerca de 40 pontos abaixo da ampla concorrência. Isso faz diferença na hora de escolher onde se inscrever. Quando comecei a acompanhar processos de seleção para esse tipo de curso, percebi que muitos candidatos focavam apenas na média geral do ENEM e esqueciam que a composição das notas varia. Uma estratégia que funcionou para um grupo de alunos meus foi calcular a nota ponderada manualmente, aplicando os pesos específicos de cada universidade antes de preencher as escolhas no SISU. Isso economizou tempo e permitiu posicionar as opções de forma mais estratégica, em vez de simplesmente escolher as três mais famosas.

Pegadinhas e limitações que ninguém conta

Uma coisa que quase ninguém leva em conta é o efeito da distribuição de vagas. Cursos que tiveram aumento repentino de vagas em um ano geralmente veem a nota de corte cair no semestre seguinte, porque mais gente consegue entrar com menos pontos. O inverso também é verdadeiro: se a universidade reduz o número de vagas, a nota sobe rápido. Isso aconteceu com a USP em 2022, quando o curso de controle e automação teve a vaga reduzida e a nota de corte saltou 25 pontos em seis meses. Também é comum que o curso tenha nota de corte alta no primeiro semestre e caia no segundo. Não porque o curso ficou pior, mas porque as notas do ENEM são calculadas de forma distinta em cada aplicação. O candidato que se esforçou para o primeiro período pode acabar com uma média pior no segundo por acaso, e isso afeta todo o processo.

Outro ponto fraco das médias publicadas: elas não mostram a dispersão. Uma nota de corte de 750 pode significar que os últimos 50 candidatos tinham entre 740 e 750, ou que havia uma diferença enorme entre os aprovados. Quando olho os dados brutos, vejo que a variação costuma ser de 20 a 40 pontos em redor da nota média, o que muda completamente a percepção de "quão difícil é entrar". Há ainda o problema das notas de corte por modalidade de cotas. Muitas tabelas públicas mostram apenas a ampla concorrência, e isso cria uma falsa sensação de que o curso é mais acessível do que realmente é. Se você se enquadra em alguma cota, a nota de corte efetiva para você pode ser drasticamente diferente da divulgada.

Para quem está planejando a inscrição, recomendo consultar diretamente o site de cada universidade, especialmente os editais mais recentes. Os dados do INEP são confiáveis, mas eles muitas vezes não desagregam por modalidade de cota e nem atualizam com a mesma velocidade dos processos seletivos reais. Um edital de 2024 pode ter critérios ligeiramente diferentes de 2023, e isso impacta a sua estratégia de preenchimento de vagas.