Esa Tem Redação - Modelo de redação | Modelo redação esa, Modelo de redação sobre ...
Modelo de redação | Modelo redação esa, Modelo de redação sobre ...

O que é a prova de redação da ESA

A ESA tem redação como parte obrigatória do processo seletivo para ingresso na Escola de Sargentas das Armas. A banca cobra um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema atualizado, no padrão ENEM, com no mínimo 8 e no máximo 30 linhas. O candidato precisa escrever à tinta, em folha oficial, usando a norma culta e estruturando argumentação coerente. O que a maioria das pessoas não entende de cara é que a banca não quer criatividade. Quer estrutura. Quer clareza. Quer que você sega os parâmetros de correção à risca. Li muita produção nota mil e também vi gente que mandou texto perfeito na forma e levou seis por falhar no que a banca chama de "competência 5". Não tem segredo, tem método.

esa tem redação: como funciona na prática

Na minha experiência corrigindo produções e orientando candidatos, percebo sempre os mesmos desvios. O candidato foca em impressionar com vocabulário ou citações longas e esquece o básico: tese clara, argumentos articulados e proposta de intervenção completa. Na ESA, a correção é feita por dois avaliadores de forma independente. Se as notas divergirem mais de dois pontos, um terceiro entra. Isso significa que imprevisibilidade existe, mas seguir o modelo reduz risco drasticamente. O tema é sempre sociocultural. Pode envolver direitos humanos, meio ambiente, tecnologia, saúde pública ou questões étnico-raciais. O edital mais recente trazu temas como acesso à saúde mental no Brasil, envelhecimento populacional e desafios da inclusão digital. Nada de política partidária pura. Nada de religião. Nada de futebol.

Eu já vi candidato levar zero na competência 4 por usar linguagem informal em trechos como "Cara, isso aqui é um absurdo". Sim, acontece. Sim, zera. Escreva como se estivesse falando com um juiz. Sempre.

Estrutura que funciona para a redação da ESA

Vou ser direto porque esse é o cerne. A estrutura base é introdução, desenvolvimento e conclusão. Dentro dela, existem itens obrigatórios em cada competência avaliada.

Competência 1: norma culta

Escreva com clareza. Evite coloquialismos, gírias e regionalismos. Use conectivos adequados. A concordância verbal e nominal precisa estar correta. Se cometer erro grave repetidamente, a nota cai rápido. Erros isolados são perdoados, mas recorrência é fatal. Um detalhe que muitos ignoram: vírgula antes de "e" pode ser erro ou acerto dependendo do contexto. Em lista com sujeitos diferentes, usa-se vírgula. Em coordenação com mesma sujeito, não usa. Isso é nivelamento fácil para quem estuda gramática aplicada.

Competência 2: compreensão do tema

A banca quer ver que você entendeu o que foi pedido. Fuja da tangente. Se o tema é "os desafios da saúde mental entre jovens brasileiros", não comece falando de política econômica geral. Entre no assunto desde a primeira linha. A tese precisa aparecer claramente no primeiro parágrafo. Eu tive um aluno que escreveu sobre saneamento básico quando o tema era violência urbana. Resultado: nota máxima na competência 1, zero na 2. O texto era bonito. Estava no lugar errado.

Competência 3: argumentação

Cada parágrafo de desenvolvimento precisa ter uma ideia-central, exemplo ou dado que a sustente e uma conclusão parcial que leve ao próximo parágrafo. Dois parágrafos de desenvolvimento são o padrão recomendado. Mais que isso tende a deixar o texto desequilibrado dentro do limite de linhas. Repertório sociocultural é importante, mas não pode ser decorado e soltado sem conexão. Citar um filósofo ou dado estatístico só funciona se você explicar como aquilo se relaciona com o argumento. Senão vira enfeite. A banca percebe na hora.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Competência 4: coesão

Use conectivos variados. "Portanto", "contudo", "ademais", "em consequência", "nessa perspectiva". Evite repetir os mesmos três conectivos em todo o texto. A progressão textual precisa ser fluida. Cada parágrafo deve se ligar ao anterior e ao seguinte de forma lógica.

Competência 5: proposta de intervenção

Essa é a competência que mais separa as notas altas das baixas. A proposta precisa ter cinco elementos: agente, ação, meio ou modo, detalhamento e finalidade. Não adianta dizer "o governo deve melhorar a educação". Isso é vago. Precisa ser: "O Ministério da Educação, por meio de políticas de formação continuada e investimento em infraestrutura escolar, deve ampliar o acesso..." etc. Eu já corrija uma redação em que o candidato trouxe uma proposta excelente, detalhada e completa, mas deixou para o final do terceiro parágrafo em vez deIsso prejudicou a fluência. Posicione a intervenção na conclusão. Sempre.

Erro comum que mata a nota na hora

O maior erro que vejo candidatos cometendo é escrever a introdução de forma muito genérica. Começar com frases como "Desde os tempos remotos..." ou "A Constituição Federal de 1988 assegura..." sem conectar imediatamente com o tema. Isso parece inteligente, mas na prática é ocupação de espaço sem conteúdo útil. Cada linha conta. Cada linha precisa cumprir função. Outro erro frequente é a proposta de intervenção genérica. "Todos precisam colaborar". Quem é "todos"? Qual é a ação concreta? Sem especificidade, a competência 5 leva nota baixa. Já vi candidato levar 160 na intervenção porque detalhou agente, ação, meio, detalhamento e finalidade de forma coerente. A diferença entre esses dois extremos é o nível de especificidade.

Também notei que candidatos muitas vezes tentam usar repertório de fora da área humana — dados técnicos, fórmulas, conceitos de exatas — sem saber como articulá-los ao argumento. Isso funciona quando bem feito. Não funciona quando força a barra. Se você não domina o repertório, use algo simples que domine. Melhor pouco e bem do que muito e mal.

Como se preparar de forma eficiente

Leia editais anteriores. Os temas da ESA seguem padrão previsível. Temas recorrentes incluem: desigualdade social, direitos humanos, questões ambientais, racismo estrutural, acesso à educação e saúde pública. Entender o perfil temático ajuda a antecipar linhas de argumentação. Pratique escrita cronometrada. O tempo disponível costuma ser de cerca de uma hora. Treine fazendo textos completos nesse prazo. Na primeira vez, pode levar duas horas. Com prática, cai para cinquenta minutos. Isso dá margem para revisão.

Peça correção especializada. Autoavaliação funciona até certo ponto, mas um corretor experiente identifica falhas que você não vê. Foque em entender o padrão de correção oficial, não em opiniões pessoais sobre o que é "bom texto". Conheça os parâmetros oficiais. A banca publica critérios de correção. Leia. Entenda. Aplique. Não adianta escrever um texto que você acha bom se não está alinhado com o que a banca avalia.

Quando a redação não funciona

Este método não resolve tudo. Se o candidato tem dificuldade grave com produção textual, com ortografia ou com compreensão de leitura, a redação da ESA vai continuar sendo um obstáculo significativo mesmo com treino. Nesses casos, o recomendável é buscar acompanhamento especializado de longo prazo, com foco em fundamentos de escrita e não apenas em ditados de. Também é importante reconhecer que o fator imprevisibilidade existe. Um tema muito específico pode desequilibrar candidatos que só memorizaram modelos prontos. A banca sabe disso e, de tempos em tempos, cria temas que exigem adaptação. Por isso, treinar flexibilidade argumentativa é tão importante quanto treinar estrutura.

Se o objetivo é aprovação na ESA e a redação é um ponto fraco estrutural, considere que ela representa apenas uma parte da nota final. Concentre esforços nos demais componentes da prova também. Uma redação boa, mas não perfeita, combinada com ótimo desempenho nas outras etapas, ainda gera aprovação. O que você precisa fazer agora é entender o formato, praticar com temas reais, revisar produções antigas e ajustar o que está funcionalmente errado. O resto é questão de tempo de treino e revisão direcionada.