Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal - Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal ...
Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal ...

O que é e por que todo mundo erra

A colocação pronominal nada mais é do que a regra que define se o pronome oblíquo átono vai antes, depois ou dentro do verbo. A galera costuma achar que é complicado, mas na prática é só memorizar os gatilhos da próclise e o resto segue natural. O problema real é que existem exceções que nem sempre estão claras nos manuais, e é aí que as bancas adoram cobrar.

Escolha a alternativa que apresenta um erro de colocação pronominal

Para resolver esse tipo de questão, você precisa ter clareza de três tipos de colocação: próclise (pronome antes do verbo), ênclise (depois do verbo) e mesóclise (no meio, só no futuro do presente e do pretérito). A maioria dos erros em provas vem de confusão entre quando usar próclise obrigatória e quando a ênclise ainda é válida. No português brasileiro contemporâneo, a ênclise caiu muito em desuso no discurso falado, mas continua cobrada em concursos e vestibulares. Na prática, isso significa que em frases que começam com verbo no imperativo afirmativo ou em orações independentes sem atrativos, o certo ainda é colocar o pronome depois: "Apresente-nos os documentos", não "nos apresente". Quem erra aí já marca a alternativa errada.

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Um ponto que muitos negligenciam: os chamados "palavras atrativas" que obrigam a próclise incluem advérbios, pronomes relativos, conjunções subordinativas, e até mesmo o "que" de frases enfáticas. Mas há uma armadilha clássica — quando o advérbio vem seguido de vírgula, ele deixa de atrair o pronome. Já vi isso em questão da FGV há alguns anos: a frase trazia "Unfortunately, we must reconsider" (no contexto português, algo como "Infelizmente, precisamos repensar"). Alguns candidatos marcaram próclise por causa do advérbio inicial, mas a vírgula quebrava o vínculo. A resposta certa era ênclise: "precisamos repensar-nos" soa estranho, mas gramaticalmente o padrão normativo naquela construção puxa para a próclise apenas se não houver pausa. Esse é um detalhe que ninguém ensina direitinho. Outro erro comum nas alternativas é a mesóclise mal aplicada. A mesóclise só existe para o futuro do presente (farei far-lhe-ei) e futuro do pretérito (faria far-lhe-ia). Quando a banca coloca mesóclise com outro tempo verbal, já pode marcar como erro. E atenção: se houver qualquer palavra que atraia o pronome antes do verbo no futuro, a mesóclise se rompe e vira próclise. Exemplo: "Sei que lho entregarei amanhã" — aqui o "que" atrai, então não tem mesóclise possível.

Na hora de responder a essa questão, o caminho mais seguro é eliminar primeiro as alternativas com mesóclise em tempos que não admitem. Depois, verifique se os atrativos de próclise estão realmente presentes. Se uma alternativa coloca o pronome depois do verbo mas há umadvérbio, pronome relativo ou conjunction antes sem vírgula intermediária, essa está errada. A alternativa correta é aquela que respeita a ordem: atrativo + pronome + verbo, ou verbo no início + pronome depois quando não há nenhum atrativo. Um exemplo prático que eu mesmo usei como mnemônico: sempre que vejo uma questão com "porque" (conjunção causal), já sei que é próclise obrigatória. "Porque me diga" está errado; o certo é "porque me diga" — espere, na verdade é "porque você me diga" ou "porque se diga". O importante é que o "porque" como conjunção puxa o pronome. Isso resolve metade das questões sem precisar analisar tudo.

Se você está estudando para prova, recomendo focar nos atrativos de próclise e nas exceções da mesóclise. São esses dois pontos que geram 80% dos erros nas alternativas. O resto é questão de leitura atenta e eliminação lógica.