Exercícios De Polígonos Regulares - Exercícios. Polígonos regulares, Circunferencia e teorema de tales ...
Exercícios. Polígonos regulares, Circunferencia e teorema de tales ...

Como resolver exercícios de polígonos regulares sem perder tempo

A maioria dos exercícios de polígonos regulares que eu vejo os alunos errarem tem a ver com uma coisa só: não saber quando usar qual fórmula. Você pega uma régua, desenha um polígono qualquer no caderno e começa a brincar com as medidas. O problema é que polígono regular não te dá margem para achismo. Tudo é interligado. Se você conhece o lado, você conhece tudo. Se conhece o apótema, também conhece tudo. A questão é saber converter entre essas grandezas. Vou começar pelo mais importante: o ângulo interno. A fórmula é (n-2) x 180 dividido por n. Fácil. O triângulo dá 60 graus, o quadrado 90, o pentágono 108. Parece bobo, mas todo mundo erra aqui porque tenta decorar ao invés de entender a lógica por trás. O raciocínio é simples: você está dividindo o polígono em triângulos a partir do centro, e cada triângulo tem um ângulo no centro que é 360 dividido por n. Quando você sobe até o vértice, cria um triângulo isósceles e divide o ângulo central pela metade. Daí sai o ângulo interno.

Exercícios de polígonos regulares: o que realmente importa

O apótema é a grandeza mais ignorada e a mais útil. Ele é a distância do centro até o ponto médio de qualquer lado. Em exercícios de área, o apótema vai aparecer constantemente. A fórmula da área é perímetro vezes apótema dividido por dois. Pense nisso como se o polígono fosse composto por n triângulos idênticos, cada um com base igual ao lado do polígono e altura igual ao apótema. Soma tudo e chega na área. Funciona pra qualquer polígono regular, não importa quantos lados tenha. Eu já perdi meia hora num exercício dessas antigas provas do concurso pra agente penitenciário que tinha um dodecágono regular com lado de 6 centímetros e pedia pra achar a área. A maioria dos candidatos errava porque tentava montar uma equação complicada com raízes quadradas. A solução real é mais direta: você usa a fórmula do apótema, que é l dividido por 2 vezes a tangente de pi dividido por n. No caso do dodecágono, o ângulo central é 30 graus, a tangente de 15 graus dá aproximadamente 0,2679. Multiplicando, o apótema fica em torno de 11,18 cm. Área fica em torno de 402,6 centímetros quadrados. O tempo que eu gastava tentando memorizar fórmulas específicas pra cada polígono era absurdo. Hoje eu resolvo isso numa sequência de três passos que funciona sempre.

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Outra coisa que ninguém ensina direito é a relação entre o raio da circunferência inscrita e o raio da circunferência circunscrita. O raio da circunscrita é igual ao lado do polígono só no triângulo equilátero. Nos outros casos, você precisa usar seno ou cosseno do ângulo central dividido por dois. O lado é igual a 2 vezes R vezes seno de pi dividido por n. O apótema é R vezes cosseno de pi dividido por n. Quando você vê um exercício que dá o raio da circunferência e pede o lado, é essa conta que você faz. A maioria dos livros pula essa explicação e joga a fórmula pronta, o que não ajuda muito. Tenha cuidado com polígonos regulares onde o número de lados é ímpar. O simetria é mais complicada de visualizar e você tende a errar mais fácil na hora de decompor em triângulos. Eu vi muita gente errando em hexágonos regulares porque tentava aplicar raciocínio de quadriláteros. Um hexágono regular é six triângulos equiláteros colados no centro, não um retângulo esticado. O apótema de um hexágono de lado L é L vezes raiz quadrada de 3 dividido por 2. A área é 3 vezes L ao quadrado vezes raiz quadrada de 3 dividido por 2. Decore isso se for cobrar hexágono com frequência, mas entenda de onde vem também.

Quando o exercício pede o perímetro e não te dão o lado diretamente, olhe com atenção se tem alguma outra informação disfarçada. Às vezes o raio da circunferência circunscrita está no enunciado e você precisa transformar isso em lado primeiro. Outras vezes aparece a diagonal máxima, que em polígonos de número par de lados é igual a 2 vezes o raio da circunferência circunscrita. Em polígonos de número ímpar, não existe diagonal que passe pelo centro. Esse é um detalhe que separa quem sabe o básico de quem domina o assunto. Não existe atalho que substitua prática. Faça pelo menos vinte exercícios variados antes de considerar que domina o assunto. O problema é que muitos livros repetem os mesmos tipos de questão emloop infinito. Procure questões de olimpíadas de matemática e concursos mais antigos, que costumam ter perguntas mais criativas. A diferença é que exercícios bem elaborados te obrigam a pensar na relação entre as grandezas, não apenas a aplicar uma fórmula de cabeça.

Se você travou num exercício de polígonos regulares agora, o caminho mais curto é voltar ao básico: desenhar o polígono, marcar o centro, traçar o apótema e em triângulos. Quase todo exercício se resolve assim, mesmo os que parecem impossíveis no papel.