Exercicios Lei De Coulomb - Lei de Coulomb: fórmula, gráfico, exemplos e exercícios
Lei de Coulomb: fórmula, gráfico, exemplos e exercícios

Como resolver exercícios de lei de Coulomb na prática

A lei de Coulomb é simples de lembrar mas os exercícios costumam confundir as pessoas por causa das unidades e dos vetores. A fórmula básica é F = k . |q1 . q2| / r², onde k vale 9 x 10 N.m²/C² no vácuo. O problema é que a maioria dos estudantes erra na hora de converter nanocoulombs para coulombs ou acha que a distância pode ficar em centímetros direto na conta. Não fica.

exercicios lei de coulomb passo a passo

Quando você pega um exercício qualquer, o primeiro passo é sempre listar o que tem e o que falta. Anote todas as cargas em coulombs, todas as distâncias em metros. Se estiverem em C ou nC, multiplique por 10 ou 10 respectivamente. Se a distância vier em cm, divida por 100. Eu já vi gente errar questões inteiras porque colocou 5 cm direto no denominador ao quadrado, o que dá um erro de fator 10 mil na força. Dá uma olhada nisso antes de fazer qualquer conta. A segunda parte é decidir se é problema unidimensional ou bidimensional. Em problemas de uma dimensão, as forças são apenas positivas ou negativas dependendo se atraem ou repelem. Em duas dimensões, você precisa decompor em componentes x e y. Aí é onde a coisa aperta.

Um caso que me incomodou bastante aconteceu numa questão onde tínhamos três cargas num triângulo equilátero de lado 10 cm. Duas cargas fixas de +2 C nos vértices inferiores e uma terceira carga de -1 C no vértice superior. Pediam a força resultante sobre a carga do topo. A tentação é calcular cada força separadamente e somar os módulos. Isso está errado. Você precisa calcular o vetor força de cada carga inferior sobre a carga superior, decompor em componentes e só aí somar vetorialmente. No meu caso, eu fiz o seguinte: calculei o módulo de cada força individual com a fórmula de Coulomb, depois usei o ângulo de 60 graus do triângulo equilátero para achar as componentes. As componentes horizontais se cancelam porque as duas cargas inferiores são iguais e simetricamente posicionadas. Sobra apenas a componente vertical para baixo, que é o dobro de F.sen(60°). O resultado foi cerca de 3,46 N para baixo. O detalhe que poucos ensinam é que o sinal das cargas já te diz se a força é atração ou repulsão, mas na decomposição vetorial você precisa desenhar o diagrama de forças primeiro. Desenhe a carga alvo, trace as linhas que ligam às outras cargas, e em cada linha desenhe a força como vetor apontando para longe se for repulsão ou para perto se for atração. Sem esse desenho, é quase certo errar a direção.

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Outro ponto que as pessoas ignoram é a permissividade do meio. A fórmula com k = 9 x 10 é só para vácuo ou ar. Se o exercício disser que as cargas estão em óleo, vidro ou outro material, o k muda. O valor passa a ser k = 1 / (4), onde = . r. O r do óleo comum fica entre 2 e 3, então a força fica duas ou três vezes menor. Já perdi pontos em prova porque esqueci de ajustar o k quando o meio não era vácuo. A correção foi simples: ler o enunciado com mais atenção e usar a constante do meio dado. Quando o exercício pede o ponto onde a força resultante é nula, a lógica é diferente. Você precisa igualar as magnitudes das forças e resolver para a distância. Num caso clássico com duas cargas de valores diferentes numa linha, o ponto de equilíbrio fica mais perto da carga de menor magnitude. Isso é contraintuitivo para muita gente, que acha que fica no meio. A conta fica algo como k.q1/x² = k.q2/(d-x)², e aí você resolve para x. O k cancela, o que alivia um pouco.

Uma limitação importante da lei de Coulomb que todo mundo esquece é que ela vale estritamente para cargas pontuais em repouso. Se as cargas forem extensas, precisam ser distribuições de carga e aí entra integração. Se estiverem se movendo, aparecem efeitos magnéticos e a lei de Coulomb sozinha não basta. Em exercícios de nível introdutório isso raramente aparece, mas é bom saber que o domínio de validade é restrito. Para praticar, eu recomendo pegar exercícios que variem os cenários: duas cargas no vácuo, três cargas em linha, três cargas num plano, uma carga num ponto de campo nulo. Faça todos conversões de unidade manualmente antes de entrar com os números na calculadora. O hábito de escrever 2 C = 2 x 10 C antes de tudo evita erros bobos. Quanto mais exercícios você resolver, mais rápido reconhece os padrões e menos tempo perde revirando a fórmula.

Se quiser uma lista organizada de exercícios com gabarito, dá para encontrar materiais bons em sites de universidades federais brasileiras. A USP e a Unicamp costumam publicar listas de física básica com resolução comentada. Também tem canal no YouTube de professores que sobe listas completas. O importante é resolver sem olhar a solução primeiro, porque só assim você Fixa o procedimento de conversão de unidades e a montagem vetorial. A dificuldade real dos exercicios lei de coulomb não está na fórmula em si, mas na aplicação correta quando há mais de duas cargas ou quando o sistema não é unidimensional. Foque nisso. O resto é mecânica.