Feira Largo Da Ordem - Feira do Largo da Ordem: saiba mais sobre esse cartão postal de Curitiba
Feira do Largo da Ordem: saiba mais sobre esse cartão postal de Curitiba

O que é a feira e como ela funciona na prática

A feira do Largo da Ordem acontece toda sexta-feira à noite em Curitiba, no centro da cidade. Vendedores ambulantes e artesãos montam barracas ao longo da rua, que fica entre a Praça Tiradentes e o Teatro de Arena. O evento começou como uma feira de artesanato e se expandiu para incluir comida, música e bebidas. A entrada é gratuita e o horário usual é das 18h às 23h.

Dicas práticas para feira largo da ordem

O fluxo de pessoas é intenso nos primeiros quarenta minutos depois das dezoito. Se você não gosta de aglomeração, chegue perto das vinte e uma. Também notei que os preços nos primeiros barracos, mais próximos à praça, costumam ser até vinte por cento mais altos do que nos vendedores que ficam no final da rua. Compre água nos barracos centrais, onde há torneiras e copos descartáveis, porque andar com garrafa nas costas durante três quilômetros de calçada não é tão divertido quanto parece. Tenho ido lá desde 2014, quase todo mês, e já tive o problema clássico de ficar preso no meio da multidão quando começa a chover. O piso do largo é de paralelepípedo e vira uma pista de bobsleigh. Minha solução foi sempre usar sapatos com sola de borracha texturizada e observar o ângulo de inclinação da rua antes de seguir em frente. A parte inferior, perto do Teatro de Arena, é ligeiramente mais plana e o escoamento é melhor. Já vi gente escorregar e cair várias vezes na parte mais inclinada.

Outro detalhe que os guias turísticos nunca mencionam: a feira tem dois lados com propostas completamente diferentes. O lado esquerdo, se você entrar pela praça e for em direção ao teatro, concentra artesanato mais caro, joias e roupas importadas. O lado direito é dominado por comida de rua, cachorro-quente gourmet, açaí e cerveja artesanal. Se você vai só pelo dinheiro, foque no lado direito. O custo-benefício é claramente superior.

O que levar e como se preparar

Leve dinheiro em espécie. Embora muitos vendedores aceitem Pix, a conexão de internet dos barracos é instável. Vi dois vendedores tentarem receber via QR code e desistirem depois de cinco minutos de tentativa. O troco costuma ser apertado também, então tenha notas pequenas — cinco, dez e vinte reais — para não depender de devolução. Uma coisa que aprendi na prática: a fila para entrar no área da feira pela esquina da Rua XV de Novembro com a Rua Padre Anchieta costuma ser menor do que a entrada principal pela praça. Leva cerca de três minutos a mais de caminhada, mas evita o gargalo que se forma nas portas de acesso. Durante o horário de pico, esse desvio economiza uns quinze minutos de espera.

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Não há estacionamentos pagos no entorno imediato que valham a pena pelo preço. O melhor é usar o estacionamento do Shopping Crystal, na Rua XV, que custa cerca de dezoito reais por hora nos finais de semana. Se quiser economizar, o parking do Teatro Guaíra, na Alameda Silva, cobra cerca de doze reais e fica a cinco minutos a pé. Chegar de transporte público ou aplicativo é logicamente mais simples — o terminal Rodoviária está a dois quarteirões.

O que comprar e onde encontrar as melhores oportunidades

O artesanato da feira varia muito em qualidade. Há peças feitas na própria região do Paraná e outras importadas da Bahia ou de Pernambuco. Os preços costumam flutuar entre trinta e duzentos reais para itens pequenos. Recomendo negociar em qualquer peça acima de cinquenta reais. Os vendedores estão acostumados e a maioria aceita pelo menos dez por cento de desconto, especialmente se você comprar mais de um item. A comida é provavelmente o ponto forte. Os cachorros-quentes artesanais variam entre quinze e trinta e cinco reais, os pastéis custam cerca de oito reais cada e o açaí é vendido em copos de duzentos mililitros por aproximadamente doze reais. A cerveja artesanal local, principalmente de cervejarias paranaenses, tem boa variedade. O problema é que alguns vendedores cobram mais caro em copos pequenos do que em latas equivalentes nos mercados. Fique de olho nisso.

Um detalhe importante sobre segurança: a feira é generalmente segura durante o dia e no início da noite. Porém, a partir das vinte e duas horas, o aumento do consumo de álcool gera conflitos esporádicos. Sempre mantenha pertences na frente do corpo e evite usar o celular dentro do bolsos laterais das calças. Já vi dois casos de carteira desaparecida em quinze segundos no meio da multidão. Não é frequente, mas acontece.

Eventos alternativos e coisas que funcionam melhor

Se a feira tradicional não for o seu estilo, o Largo da Ordem também recebe eventos pontuais durante a semana. O Mercado Público, próximo ao largo, funciona todos os dias e oferece uma experiência mais calma com produtos regionais de qualidade — queijos, linguiças, cachaças artesanais. Funciona das sete da manhã às seis da tarde e é muito menos lotado. Para quem gosta de música ao vivo, há palcos montados durante a feira com bandas locais de rock, MPB e forró. A qualidade varia muito. As melhores apresentações costumam acontecer entre vinte e uma e meia e meia-noite, quando os bares do entorno contratam artistas estabelecidos. Os horários são divulgados nos murais de cada barraca de música, mas muitas vezes estão errados. Confie mais na informação boca a boca dos frequentadores do que nos cartazes.

A feira não funciona em dias de chuva forte. A prefeitura suspende o evento quando a previsão indica precipitação acima de moderada. Verifique o clima no dia anterior e na manhã do evento para evitar deslocamentos desnecessários. Nos dias de sol, entretanto, a feira segue normalmente sem interrupções. O espaço físico permite que a feira tenha cerca de duzentos e cinquenta barracas simultâneas. Isso significa que em noites de alta frequência, como feriados prolongados, a lotação máxima é atingida rapidamente e a experiência pode se degradar significativamente devido à superlotação. Evite sextas-feiras de janeiro e dezembro, quando o fluxo pode ultrapassar cinco mil pessoas. O número é estimado pela Defesa Civil local, que monitora o evento anualmente.