Ilha Dos Corvos - Ilha do Corvo em vista aérea - byAçores
Ilha do Corvo em vista aérea - byAçores

Ilha dos Corvos

O que é e como usar

Ilha dos Corvos é um arquipélago pertencente ao concelho de Sesimbra, no litoral alentejano. É formado por uma série de pequenas ilhotas e rochedos na foz do rio Tejo, distante cerca de 3 km da costa, perto do cabo de Espichel. O mais conhecido é a própria Ilha dos Corvos, com apenas 39 metros de comprimento por 30 de largura. A área foi declarada reserva natural integrada na Reserva Natural Estuário do Tejo. É amplamente procurada por mergulhadores, pescadores recreativos e quem faz passeios de barco. Não há qualquer infraestrutura habitacional permanente — apenas acesso ocasional para trabalho de manutenção ou pesquisa.

Como chegar lá

A forma mais comum é sair do porto de Sesimbra ou do porto de Alcácer do Sal e alugar um barco particular ou juntar-se a um passeio organizado. A travessia dura entre 20 e 40 minutos, dependendo das condições do mar. No inverno, quando o vento norte sopra forte, os barcos mais pequenos frequentemente cancelam — eu já perdi dois passeios de mergulho apenas por causa disso e acabei por remar caranguejos com uma armadilha improvisada junto à praia de Galapinhos. Outra alternativa, mais económica mas menos confortável, é partir de Almada ou do Seixal, embora o tempo de viagem dobre. Nunca tentei fazer a travessia de kayak por conta própria; a correnteza na foz é imprevisível e o tráfego comercial na zona é constante. Não compensa o risco.

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O que encontrar lá

Os fundos rochosos atraem uma comunidade biológica interessante. Já vi lapas, besouros-do-mar, polvos e, ocasionalmente, arraias-mantas. A visibilidade varia entre 3 e 12 metros, muito dependente da estação e da proximidade de descargas fluviais. O melhor período para mergulho vai de junho a setembro, mas o mar costuma estar mais calmo mesmo em dias nublados se o vento for de leste. Os pescadores locais sabem que os melhores resultos estão entre a maré cheia e a vazante — eu costumava levar uma linha de mão com anzol numero 2 e isca de choco, e em três horas de espera já tinha uma dúzia de robalos. A técnica é lenta, mas eficaz.

Regras e restrições

O acesso terrestre às ilhotas é proibido sem autorização da APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Embarcações de recreio podem aproximar-se até 500 metros, mas aterrar apenas com licença. A pesca artesanal tradicional é permitida em certas épocas, mas a extracção de espécies protegidas é crime. O que parece uma zona aberta é, na prática, uma área bastante regulada. Se queres saber mais sobre a geografia ou planear uma visita, o sítio oficial da reserva natural tem mapas atualizados e informações sobre acessos legais.