O que é a Lagoa do Carcara e como acessá-la
A lagoa do carcara fica no estado do Ceará, mais precisamente na região de Quixadá. É um corpo d'águya formado de forma natural, alimentado por nascentes e pelo regime de chuvas da caatinga. A visitação depende bastante da época do ano, porque no período seco o volume diminui consideravelmente e o acesso às margens pode ficar mais complicado devido à terra batida e à vegetação rasteira. Muita gente confunde com outras lagoas da região semipreá. O nome "do carcara" vem de uma espécie de ave que frequentava o local. Não tem nada oficial registrado como ponto turístico estruturado, então você vai encontrar acesso improvisado na maioria das vezes.
Como chegar até a lagoa do carcara
Saia de Quixadá e siga pela CE-177 em direção a Missão Velha. Depois de passar pela comunidade de Pau Ferraz, vire à esquerda na estrada de terra que leva ao povoado onde a lagoa está localizada. O trecho de terra dura varia entre 8 e 15 quilômetros, dependendo do ponto de partida. Um veículo com tração nas rodas traseiras consegue fazer a maior parte do caminho, mas nos dias chuvosos a lama aperta e um 4x4 ou uma van mais alta resolve o problema sem estresse. Leve água e lanche, porque não tem barraca nem comercio nas imediações. Eu já tive o problema de chegar no final da tarde e descobrir que a estrada principal estava alagada por causa de uma chuva isolada na serra. O carro não passava. A solução foi pedir ajuda a um agricultor local que passou de trator e puxou meu veículo com uma corrente. Desde aí, sempre verifico o clima antes de ir e evito períodos de chuva recente.
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O que esperar do lugar
A lagoa é rasa na maior parte do perímetro, o que significa que a natação é possível na zona central, mas não espere profundidade para mergulho. A água costuma ser barrenta devido ao assoreamento natural. Tem peixe, principalmente tilápias que foram soltas em anos anteriores por produtores rurais da região, e também piabanhas menores. Pesca amadora é comum, mas só com autorização do proprietário rural, porque as terras ao redor são particulares. O que poucos sabem é que o melhor horário para visitar é logo pela manhã, entre 6h e 9h, quando o vento está mais calmo e a água reflete melhor. Tarde demais, o sol bate forte e a visibilidade debaixo d'água praticamente some.
Um detalhe que ninguém conta: a temperatura da água varia muito conforme a profundidade. Nas áreas rasas pode chegar a 30 graus num dia de sol, mas a meio metro de profundidade a temperatura cai vários graus. Leve roupa para trocar se for nadar, senão leva resfriado na volta. Acesso a pé é viável desde a entrada da estrada de terra, mas o trajeto é de aproximadamente 2 quilômetros em terreno irregular. Calçado fechado é o mínimo recomendável. Sandália é pé na areia movinga.
Se quiser registrar o local para compartilhar depois, leve câmera protegida contra poeira e respingos. O brilho do sol na água na época seca quase queima o sensor das câmeras mais sensíveis se você não usar filtro ND. Eu já estraguei uma lente por não ter levado. A partir daí, nunca mais saio de casa sem ele no estojo.