O que é Maze Runner: The Scorch Trials 2
A sequência do primeiro filme da franquia Maze Runner traz Thomas e os outros Gladers enfrentando o mundo exterior após escapar do Labirinto. A história se passa em um deserto pós-apocalíptico chamado "The Scorch", onde os personagens descobrem que a infecção que causou o colapso mundial ainda existe. O filme segue a jornada deles até Winthrop, uma instalação supostamente segura chamada Crucible. Baseado no livro de James Dashner, a adaptação cinematográfica perde bastante coisa do original. Os fãs do livro reclamam desde o início sobre cortes de personagens e simplificação da trama. Mas mesmo assim funciona como entretenimento de verão decente.
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Para quem quer assistir, as opções legais variam conforme a região. No Brasil, normalmente aparece na Netflix ou em serviços de streaming sob demanda. A qualidade de stream depende da sua conexão. Se tiver menos de 15 Mbps, evite o 4K. Vai travar durante as cenas de ação e perder a experiência por completo. Eu já tentei assistir em redes Wi-Fi instáveis de hotel em viagens de trabalho. O resultado foi sempre o mesmo: áudio dessincronizado nos primeiros vinte minutos e uma paciência que durava até o final. Minha solução foi baixar offline antes de viajar, quando tinha acesso a uma rede confiável. Funciona em qualquer plataforma de streaming que ofereça esse recurso.
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Alguns pontos que ninguém menciona sobre o filme mas fazem diferença na prática. A trilha sonora é mais repetitiva do que no primeiro filme. O diretor Wes Ball usa os mesmos temas melódricos várias vezes durante a duração de 130 minutos. Você vai perceber em cerca de quarenta minutos que certain batidas de percussão aparecem sempre nas mesmas circunstâncias narrativas. O pacing também é problemático no meio. Tem uma seção inteira no meio do filme onde os personagens basicamente caminham pelo deserto sem progresso real de enredo. Isso dura aproximadamente vinte minutos de tela. No livro esse trecho é condensado. O filme não consegue manter o ritmo por aí.
A atuação de Dylan O'Brien continua sendo o ponto mais sólido do elenco. Ele carrega praticamente todas as cenas de Thomas sozinho na maior parte do tempo. Kaya Scodelario também tem bons momentos, embora seu personagem tenha menos desenvolvimento do que no primeiro filme. Ajanah Rhoden, que interpretava Teresa, simplesmente não aparece. Foi corte de roteiro. Se você gosta da franquia, assiste. Se não conhece nada sobre o tema e quer entrar pela segunda parte, recomenda-se ver o primeiro filme antes. A falta de contexto sobre o Labirinto e sobre WCKD confunde bastante quem chegou de surpresa. A história assume que você já sabe quem são os antagonistas e o que aconteceu na primeira metade da trilogia.
O terceiro filme, Maze Runner: The Death Cure, completa a história de forma mais satisfatória. Os dois últimos filmes juntos formam um arco que faz mais sentido visto de uma vez só do que separado. Recomendo maratonar os dois depois se gostar do segundo. A progressão narrativa ganha força a partir daí.