Museu De Arte Do Rio - ELLE ARQUITETURA: Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro
ELLE ARQUITETURA: Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro

Praia de arte moderna com vista pro porto

O Museu de Arte do Rio não é esse tipo de instituição silenciosa onde você anda de sapato de borracha. É um edifício de concreto aparente na Praça Mauá, bem em frente ao cais do porto, e a luz natural entra por todo o lado. Eu fui pela primeira vez num sábado de manhã e já era um desastre organizado desde a bilheteria. Achei que podia entrar direto. Não dá. Compra ingressos pelo site oficial ou nos pontos autorizados perto do metrô. O valor em 2024 é cerca de R$ 20 para o visitante comum e meia-entrada pra estudantes com carteirinha válida. Tem dia de grátis também, que é o primeiro domingo do mês, mas nessa data o lugar lota e você pode gastar mais de uma hora na fila só pra entrar.

O que esperar do museu de arte do rio

O edifício foi projetado por Paulo Mendes da Rocha, um dos grandes arquitetos brasileiros vivos na época da inauguração. O espaço tem três andares com galerias voltadas pra exposição de arte contemporânea, muitas vezes com curadoria ligada à memória urbana do Rio. O restaurante lá de cima, o Bar e Restaurante Vista, fica no piso superior e a vista pra baía de Guanabara é real, não enfeite de marketing. A coleção permanente gira em torno de questões urbanas, identidade carioca e documentação artística da cidade. Tem obras da Acervo Cultural da Prefeitura do Rio, que foram reunidas ali. Você vê coisas do Adolpho Leuner, do Alfredo Volpi, obras de artistas como Rosana Paulino e São Francisco, além de instalações site-specific que foram pensadas pros espaços do prédio.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

O problema prático que eu encontrei na minha visita: o museu não tem banheiro no subsolo, e sim nos andares intermediários. A placa dizendo onde fica é pequena e tá no final de um corredor escuro. Saí procurando depois de ter percebido que a estrutura do prédio divide os níveis de forma meio trapaceira. Solução que funcionou: entramos de tarde, exploramos o segundo pavimento primeiro, e aí achamos o banheiro rapidamente. Se você for com criança, anota isso antes de subir. Tem outra coisa que os guias não contam: as exposições temporárias mudam a cada poucos meses e a entrada nelas é cobrada separadamente em alguns casos. O site do museu divulga o calendário com antecedência de uns dois meses, mas a informação sobre cobrança extra às vezes aparece só na bilheteria. Se você quer ver só a permanente, pergunta na bilheteria antes de pagar qualquer ingresso adicional.

O estacionamento no local praticamente não existe. Tem um garageio pago na rua vizinha, mas é apertado e caro. O mais viável é pegar o BRT ou o bondinho da Carioca até a Largo do Machado e caminhar até o cais. O trajeto de barco também funciona se você vier de Niterói ou de alguma parada do ferryboat. Se você for visitar especificamente pra ver a exposição de arte contemporânea brasileira sobre a história do Rio, leio que o Acervo do Museu de Arte do Rio tem um fundo documental importante de fotografia urbana e registros históricos da cidade que não estão disponíveis online de forma fácil. Quer dizer, tem material de arquivo que às vezes é subutilizado nas mostras, então vale perguntar aos funcionários sobre o acervo permanente se quiser algo menos óbvio.

A experiência prática do museu: vai de tarde, compra ingresso antecipado online pra evitar fila, explora o segundo pavimento primeiro, não conta com estacionamento no local e pergunta na bilheteria sobre cobranças extras nas exposições temporárias. Se o seu foco é mesmo a arte contemporânea carioca, o espaço cumpre o papel dele, mas o prédio em si já é obra de arte suficiente pra merecer uma visita de olhos abertos.