Nome Da Parte Introdutória De Um Livro - As partes de um livro - Portal da Polo
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O que você chama de parte que abre um livro

A parte que vem antes do corpo principal de uma obra não tem um nome único e universal. Depende de quem está escrevendo, de quem está editando e, muitas vezes, do gênero do livro. O nome da parte introdutória de um livro mais comum em português é simplesmente introdução. Mas existem termos específicos com funções diferentes que muita gente confunde. Tomei conhecimento dessa diferença na prática há alguns anos, quando estava revisando a estrutura de um livro de ensaios acadêmicos. O autor havia enviado o manuscrito com um "prólogo", mas o texto não se encaixava na definição técnica de prólogo. Era na verdade um prefácio escrito por outra pessoa, misturado com elementos de introdução. Passei cerca de três horas reorganizando a seção com base nas normas da ABNT NBR 6028 para referências e estrutura de documentos acadêmicos, e ainda precisei entrar em contato com a editora para confirmar qual termo era adequado. A confusão é mais frequente do que parece.

Nome da parte introdutória de um livro

A tabela abaixo resume os termos mais usados no Brasil, suas funções e quem costuma escrever cada um deles: Prólogo: texto escrito pelo próprio autor. Apresenta a origem da obra, motivações, método ou recorte temático. Pode ser curto ou estender-se por dezenas de páginas em romances e livros de ficção.

Prefácio: texto escrito por outra pessoa, geralmente alguém com autoridade no assunto ou reconhecimento na área. O prefácio avalia, contextualiza ou recomenda a obra. Em livros técnicos e acadêmicos, é comum que o prefácio seja feito por um pesquisador convidado. Introdução: a seção que anuncia o conteúdo, define termos, formula questões e explica a estrutura do livro. Diferente do prólogo, a introdução é mais analítica e menos pessoal. Em obras acadêmicas, costuma seguir padrões rígidos de organização.

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Apresentação: texto mais institucional, geralmente escrito pelo editor ou pela equipe do projeto editorial. Menos comum em livros comerciais, mais frequente em coletâneas e edições universitárias. Existem ainda termos menos usados, como notas preliminares, carta do autor ou avisos ao leitor, que aparecem em contextos bem específicos e não devem ser confundidos com os quatro principais.

Uma coisa que iniciantes quase sempre erram: usar "introdução" como se fosse sinônimo de "prólogo". São coisas diferentes. O prólogo pode ser literário, subjetivo, cheio de anedotas. A introdução deve ser funcional. Um livro de filosofia pode ter ambos, mas se você colocar tudo junto, o leitor perde o fio da meada na primeira página. Também é importante notar que esses termos não existem de forma uniforme em todas as línguas. Em inglês, foreword equivale ao prefácio, preface equivale ao prólogo, e introduction corresponde à introdução. A inversão entre foreword e preface é uma armadilha conhecida em traduções, e já vi livros publicados com os dois termos trocados porque o tradutor não conferiu o sentido original.

Se você precisa decidir qual termo usar num manuscrito seu, a regra prática é simples: se você mesmo escreveu e está falando da sua experiência com o livro, use prólogo ou introdução, dependendo do tom. Se alguém mais escreveu sobre o seu livro, é pREFÁCIO. E se é um texto institucional da editora, chama-se apresentação.