O que é nunes gas e agua
Muito gente procura por nunes gas e agua sem saber exatamente o que está buscando. O termo aparece em fóruns técnicos às vezes, mas raramente tem uma definição única. Na prática, quando eu me deparei com isso pela primeira vez, era num relatório de manutenção de uma planta de tratamento onde o engenheiro tinha anotado "problema nunes gas e agua" como descrição genérica de um vazamento de gás dissolvido na linha de água de resfriamento. Não é um processo padronizado pela ABNT ou ISO. É um jeito que alguns técnicos da região Sul falavam para descrever a separação de bolhas de ar/gás que ficavam presas nos adutores. A coisa toda funciona assim: você tem água pressurizada num cano e, quando a pressão cai bruscamente em alguma válvula ou bomba desregulada, os gases dissolvidos formam microbolhas. Essas bolhas Viajam com a água, entram numa turbina ou medidor e causam cavitação, leitura errada, ou ruído que parece vazamento.
nunes gas e agua na prática
O problema real começa quando essa separação acontece dentro de equipamento selado. Eu tive um caso assim em 2019 numa unidade sanitária. O medidor de fluxo magnético tava dando leituras oscilantes entre 42 e 68 m³/h enquanto a bomba primária rodava estável a 55 m³/h. Três técnicos já tinham trocado transmissor, recalibrado o sinalizador e até aberto a câmara de medição pra verificar se tinha magnetôrostrofiação. Nada resolvia. A solução foi mais simples e mais irritante ao mesmo tempo. A válvula de alívio a montante estava configurada pra 4,2 bar e o sistema operava normalmente a 3,8 bar. Toda vez que a bomba entrava em ciclo de carga parcial — duas vezes por hora, cada vez que o nível do tanque sobrava — a pressão caiava pra 2,9 bar momentaneamente. Isso gerava a liberação dos gases dissolvidos (o ar do próprio sistema e um pouco de oxigênio que entrava pelas vedações). As bolhas passavam pelo medidor e o campo magnético perturbava a medição.
O workaround que eu usei foi ajustar a pressão mínima de sucção da bomba e instalar uma câmara de desaeração de 50 litros entre a válvula de alívio e o medidor. Custo total: R$ 1.200 em material, meio dia de parada. O problema das leituras parou. Não preciso entrar em detalhes sobre a fórmula de Henry aqui porque o ponto é outro: a maioria dos técnicos parte pra troca de instrumento quando o problema tá na hidraulica antes dele. O que funciona e o que não funciona
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Tem gente que recomenda usar vedação à vácuo ou instalar válvula de respiro no ponto mais alto da linha. Em sistemas abertos isso ajuda, mas em circuito pressurizado fechado a coisa não funciona porque o gás já tá dissolvido na água, não formando bolsa no topo. O respiro só captura o que ainda não dissolveu, que é minoria na maior parte do tempo. O Método NUNES, se é que posso chamar assim, se baseia em três passos práticos: primeiro estabilizar a pressão mínima de operação (nunca deixar cair abaixo de 1,5 bar acima da pressão de vapor da água na temperatura corrente); segundo, identificar os pontos de despressurização rápida — válvulas de controle que abrem muito, bombas que entram em soft-start sem limitação de dP/dt; terceiro, instalar câmara de desaeração no tamanho certo, que normalmente é 0,5% a 2% da vazão máximam³/h em litros, dependendo da carga de gás dissolvido.
Isso corta o tempo de diagnóstico de duas horas para uns quinze minutos, na minha experiência. Não é rápido porque a solução é complexa, é rápido porque você para de gastar tempo investigandoinstrumentação que não é o problema.
quando isso não resolve
Tem cenários onde o problema não é separação de gás dissolvido e sim entrada de ar genuína pelo sistema. Se as vedações do eixo da bomba estão vazando, ou se o tanque de sucção tem respiro quebrado que suga ar ambiente, aí a desaeração não adianta. O gás entra contínuo, não sai. Nesses casos você precisa isolar a fonte de entrada de ar primeiro. O sinal é esse: o volume de gáscapturado na câmara aumenta com o tempo de operação, não estabiliza. Num sistema de desseração propriamente dito, depois de uns trinta minutos o volume cai pra quase zero e a câmara fica apenas como amortecedor de pulsos. Se continua enchendo, tem entrada ativa de ar e o foco tem que ser outro.
Também não funciona bem quando a água tem alta carga de sólidos dissolvidos. Sais, minerais, traços de óleo — tudo isso altera a tensão superficial e a energia de nucleação das bolhas. Em água com TDS acima de 1500 mg/L, as microbolhas não crescem igual, não sobem igual, e a câmara de desaeração por gravidade perde eficiência. Aí o jeito é usar separador centrífugo ou degaseificador a vácuo, que são equipamentos mais caros mas funcionam nessa faixa. Se alguém tiver dúvida específica sobre configuração de câmara pra uma aplicação concreta, o importante é medir a pressão mínima operacional antes de qualquer coisa. Sem esse dado, você tá só adivinhando o tamanho do equipamento e gastando dinheiro à toa.