O Que É Fermentação - Fermentação: O Que É, Tipos E Como Ocorre Nos Organismos Anaeróbicos ...
Fermentação: O Que É, Tipos E Como Ocorre Nos Organismos Anaeróbicos ...

O processo que transforma açúcar em algo completamente diferente

Fermentação é um metabolismo anaeróbico onde microrganismos como leveduras e bactérias convertem carboidratos em ácidos, gases ou álcool. Não é um processo mágico, é bioquímica básica acontecendo em um recipiente. A levedura come açúcar e elimina etanol mais dióxido de carbono como subproduto. As bactérias lácticas fazem algo parecido mas produzem ácido láctico. Dois caminhos distintos, mesma lógica central de degradação incompleta de glicose quando o oxigênio não está disponível. A diferença prática entre os dois tipos se reflete diretamente no produto final. Fermentação alcoólica é o que acontece na cerveja, no vinho, no pão. Fermentação láctica domina a produção de iogurte, chucrute, picles e kefir. Ambos exigem controle de temperatura e higiene, mas os tolerâncias são diferentes. Bactérias lácticas aguentam pH mais baixo que a maioria das leveduras. Isso é útil saber quando seu lote dekimchi está com cheiro estranho no terceiro dia.

o que é fermentação na prática

A definição técnica fica clara quando você vê acontecer. Coloque uvas esmagadas em um barril com leveduras Saccharomyces cerevisiae a 18 graus Celsius e em quatro dias já tem vinho novo borbulhando. O mesmo princípio com mosto de cevada maltada e lúpulo dá cerveja. A quantidade de CO2 presa ou liberada determina se o resultado será uma espumante ou um vinho tranquilo. O tempo varia de dias a semanas dependendo da temperatura e da cepa usada. Na fermentação láctica o cronograma é diferente. Repolho picado com sal a 2 por cento do peso vira chucrute em três semanas a temperatura ambiente. O sal extrai água, cria o meio ideal e seleciona as bactérias certas antes que patógenos tenham chance. O ácido láctico abaixa o pH para baixo de 4,2 e isso conserva tudo sem refrigeração. É uma das técnicas mais antigas de preservação de alimento que existem e ainda funciona exatamente da mesma forma.

como fazer fermentação alcoólica caseira passo a passo

Vamos começar pelo básico funcional. Você precisa de um substrato açucarado, levedura ativa, água sem cloro e um recipiente com trava de fermentação. A trava permite que o CO2 saia sem deixar oxigênio entrar. Oxigênio pós-fermentação é o principal inimigo do sabor. Passo um: prepare o mosto. Para um vinho básico de maçã use aproximadamente dois litros de sumo de maçã não pasteurizado. Se usar água com açúcar a proporção padrão é 170 gramas de açúcar por litro para atingir cerca de 10 por cento de álcool. Mais açúcar significa mais álcool potencial mas também mais Doce residual se a levedura não consumir tudo.

Passo dois: ative a levedura. Hidrate cinco gramas de levedura seca em água morna a 35 graus por dez minutos. Não use água fervendo ou mata as células na hora. Misture ao mosto resfriado para abaixo de 25 graus. Passo três: transfira para o fermentador. Encha deixando cerca de 20 por cento de espaço livre no topo. Isso evita que a espuma transborde durante a fase ativa. Instale a trava e encha-a com vodka ou água sanitária diluída.

Passo quatro: aguarde. A fermentação principal geralmente dura de cinco a dez dias a 18-22 graus. A atividade visível diminui quando as borbulhas na trava ficam espaçadas. O mosto finalmente fica límpido e o sabor amargo do açúcar cru desaparece. Passo cinco: decante e engarrafe. Transfira o líquido para outra garrafa sem tocar no sedimento no fundo. Adicione cinqüenta gramas de açúcar por litro se quiser carbonatação natural. Tampe e deixe em temperatura ambiente por cinco dias antes de levar à geladeira.

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fermentação láctica simplificada

O método do vegetal em sal é o mais confiável para iniciantes. Escolha repolho, nabo ou pepino fresco e firme. Pese o vegetal e calcule dois por cento de sal marinho não iodado em relação ao peso total. Fatie finamente, massageie com o sal até soltar suco. Se o vegetal não soltar líquido suficiente adicione água filtrada com mais dois por cento de sal. Encontre um pote de vidro de um litro. Coloque o vegetaltudo com o líquido de liberação. Pressione para que fique totalmente submerso. Um peso de vidro ou um saquinho zip com água funciona bem aqui. A exposição ao ar deixa mofo crescer na superfície. Isso não é perigoso necessariamente mas estraga o lote visualmente e textualmente.

Cubra com pano permeável e fixe com elástico. Deixe em counter por cinco a dez dias a 18-22 graus. Prove diariamente a partir do terceiro dia. Quando o sabor estiver azedo suficiente e agradável transfira para a geladeira. O frio desacelera drasticamente a atividade bacteriana e preserva o produto por meses.

problemas reais que todo mundo encontra

O mofo branco na superfície do chucrute é comum. Uma membrana fina de levedura chamada kahm yeast aparece quando há exposição ao oxigênio. Não mata o lote mas deixa sabor desagradável. A solução é simples: remova a camada com uma colher, garantiza que todos os vegetais permaneçam submersos e aumente ligeiramente a quantidade de sal se acontecer frequentemente. Mais problemático é o mofo colorido, verde ou preto. Esse deve ser descartado junto com todo o conteúdo. Spores penetraram profundamente e não dá para remover o risco.

Na fermentação alcoólica um problema frequente é a fermentação parada. A levedura para de trabalhar antes de consumir todo o açúcar. As causas mais comuns são temperatura muito baixa, estresse por álcool acima de 14 por cento ou falta de nutrientes. A solução prática é aquecer o fermentador para 20-22 graus e se necessário adicionar fermentash nutrient conforme a dosagem do fabricante. Evite agitar o fermentador porque reintroduz oxigênio. Outro problema silencioso é a contaminação por acetic bactéria. Se seu vinho ou cerveja caseira tiver cheiro forte de vinagre, o ácido acético já está formado. Não tem volta. O oxigênio durante a transferência ou uma trava mal selada são os culpados na grande maioria dos casos. Prevenir é barato, corrigir é impossível.

informações que manuais não costumam destacar

A temperatura é muito mais importante do que a maioria das pessoas considera. Leveduras de cerveja ale trabalham melhor entre 18 e 22 graus. Acima disso produzem ésteres excesivos que dão sabor frutado artificial. Abaixo de 18 a fermentação fica lenta e pode parar. Leveduras lager exigem 8-13 graus e precisam de equipamento específico. Misturar as duas sem saber gera sabores instáveis e frustração. O pH é outro fator subestimado. Para fermentações lácticas seguras o pH precisa cair abaixo de 4,6 rapidamente. Se seu vegetal já estiver começando a envelhecer ou murchado o pH inicial pode estar alto demais e as bactérias boas não conseguem dominar. Sempre use vegetais frescos e firmes. É o fator número um de falhas evitáveis.

Sobre equipamentos, um refratômetro ou densitômetro vale cada centavo. Sem eles você não consegue saber quando a fermentação terminou de verdade. O sabor sozinha enganar. Medindo a densidade antes e depois você calcula o álcool real com precisão de meio grau. Isso também permite decidir se precisa de uma segunda fermentação ou se pode engarrafar logo. O que é fermentação no fundo é controle de condições para favorecera um microrganismo específico enquanto se impede que outros cresçam. Sal, temperatura, pH, tempo e presença ou ausência de oxigênio. Dominar esses cinco variáveis resolve ninety por cento dos problemas. O resto é paciência e registro do que funcionou ou não em cada lote.