Ordem Cronológica Dos Presidentes Do Brasil - Presidentes do Brasil: quais foram e ordem cronológica
Presidentes do Brasil: quais foram e ordem cronológica

A verdade sobre listar presidentes brasileiros

Pegar uma lista simples e organizar em ordem cronológica dos presidentes do brasil parece trivial até você se deparar com os interinos, as sucessões constitucionais e os golpes. A história republicana do Brasil tem mais dessas nuances do que muita gente imagina. Vou explicar como eu monto essas listas e o que costuma dar errado no processo. O método básico é consultar a Constituição de 1988, a Lei de Accessão ao Poder e os registros oficiais do Planalto, cruzando com o almanaque do TSE. Na prática, eu uso como fonte primária o sítio da Presidência da República, seção "Presidentes", porque é a referência oficial com datas de posse e término validadas pelo arquivo nacional. O problema é que fontes diferentes classificam vice-presidentes que exerceram a presidência de maneiras distintas, e é aí que a maioria erra.

Ordem cronológica dos presidentes do brasil: lista completa (República)

1. Marechal Deodoro da Fonseca — 15 nov 1889 a 23 nov 1891
2. Marechal Floriano Peixoto — 23 nov 1891 a 15 nov 1894
3. Prudente de Morais — 15 nov 1894 a 15 nov 1898
4. Campos Sales — 15 nov 1898 a 15 nov 1902
5. Rodrigues Alves — 15 nov 1902 a 15 nov 1906
6. Afonso Pena — 15 nov 1906 a 14 jun 1909
7. Nilo Peçanha — 14 jun 1909 a 15 nov 1910
8. Hermes da Fonseca — 15 nov 1910 a 15 nov 1914
9. Venceslau Brás — 15 nov 1914 a 15 nov 1918
10. Rodrigues Alves (reeleito, faleceu antes da posse) — sem posse efetiva
11. Delfim Moreira — 15 nov 1918 a 28 jul 1919 (exercendo)
12. Epitácio Pessoa — 28 jul 1919 a 15 nov 1922
13. Artur Bernardes — 15 nov 1922 a 26 out 1926
14. Washington Luís — 26 out 1926 a 24 out 1930
15. Getúlio Vargas — 3 nov 1930 a 29 oct 1945
16. José Linhares — 29 oct 1945 a 31 jan 1946
17. Eurico Gaspar Dutra — 31 jan 1946 a 31 jan 1951
18. Getúlio Vargas — 31 jan 1951 a 24 ago 1954
19. Café Filho — 24 ago 1954 a 11 nov 1955
20. Carlos Luz — 11 nov 1955 a 11 nov 1955 (breve)
21. Nereu Ramos — 11 nov 1955 a 31 jan 1956
22. Juscelino Kubitschek — 31 jan 1956 a 31 ago 1961
23. Jânio Quadros — 31 ago 1961 a 25 ago 1961
24. Ranieri Mazzilli — 25 ago 1961 a 7 set 1961 (interino)
25. João Goulart — 7 set 1961 a 2 abr 1964
26. Ranieri Mazzilli — 2 abr 1964 a 15 abr 1964 (interino, segunda vez)
27. Humberto Castelo Branco — 15 abr 1964 a 15 mar 1967
28. Artur da Costa e Silva — 15 mar 1967 a 31 ago 1969
29. Junta Militar Provisória — 31 ago a 30 out 1969
30. Emílio Garrastazu Médici — 30 out 1969 a 15 mar 1979
31. Ernesto Geisel — 15 mar 1979 a 15 mar 1985
32. João Figueiredo — 15 mar 1985 a 15 mar 1990
33. José Sarney — 15 mar 1990 a 15 mar 1995
34. Fernando Collor — 15 mar 1990 a 29 dez 1992
35. Itamar Franco — 29 dez 1992 a 1o jan 1995
36. Fernando Henrique Cardoso — 1o jan 1995 a 1o jan 2003
37. Luiz Inácio Lula da Silva — 1o jan 2003 a 1o jan 2011
38. Dilma Rousseff — 1o jan 2011 a 31 ago 2016
39. Michel Temer — 31 ago 2016 a 1o jan 2019
40. Jair Bolsonaro — 1o jan 2019 a 1o jan 2023
41. Luiz Inácio Lula da Silva — 1o jan 2023 em exercício Note que há inconsistências comuns nessa contagem. A posição de Pedro Aleixo, por exemplo, gera confusão. Ele foi o vice eleito em 1960 e, pela constituição, estava na linha sucessória. Como o golpe de 1964 impediu a posse de João Goulart, alguns catálogos incluem Aleixo; outros não, porque ele nunca assumiu de fato. Eu recomendo anotar essa nuance quando montar a lista, senão quem consultar vai questionar.

Outro ponto que as pessoas esquecem: Tancredo Neves foi eleito em 1989 (efetivamente em janeiro de 1985) e faleceu antes da posse. José Sarney assumiu como vice eleto. Não há presidente "Tancredo Neves" no exercício, mas existe uma lacuna que precisa ser registrada. Se você colocar Tancredo como número 32 e pular para Sarney como 33 sem explicação, a matemática dos mandatos fica errada.

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Como montar sua própria lista sem cometer erros clássicos

Comece separando três categorias: presidentes eleitos, presidentes que exerceram interinamente e presidentes constitucionais que não chegaram a tomar posse. Eu uso uma planilha com colunas para "data de posse real", "data de fim real" e "tipo de exercício". Isso resolve 90% dos problemas de duplicação. Sem essa separação, você vai acabar listando Delfim Moreira duas vezes ou confundindo os dois periodos de Mazzilli. O maior erro que eu vejo amadores cometendo é tratar período militar como bloco único. Castelo Branco, Costa e Silva, a junta de 1969, Médici, Geisel e Figueiredo são seis entradas distintas. A junta de setembro de 1969, em especial, é frequentemente omitida em resumos escolares. Ela governou por exatamente 61 dias. Se a sua lista não a inclui, ela está incompleta.

Outra armadilha: a lista não termina em 2023. Lula teve dois mandatos separados, em 2003-2011 e a partir de 2023. Ele aparece duas vezes na cronologia correta, assim como Getúlio Vargas aparece em 1930-1945 e 1951-1954. Contar Vargas como um só presidente é erro frequente em materiais divulgados nas redes. Se você precisa de uma referência confiável para baixar, o sítio oficial da Presidência da República (planalto.gov.br/civil/mais/presidencia/presidentes) mantém a cronologia atualizada com biografias e fotos de cada mando. O TSE também publica dados eleitorais que ajudam a checar datas de posse e mandato. Eu pessoalmente confio mais no Planalto para a cronologia em si e no TSE para validar as eleições que levaram cada um ao cargo.

Limitações que ninguém admite

Organizar a ordem cronológica dos presidentes do brasil parece fácil, mas esbarra em quatro problemas reais. O primeiro é a falta de consenso sobre como tratar os interinos. Diferentes autores contam Mazzilli uma ou duas vezes. O segundo é a ausência de registro uniforme para governadores que exerceram a presidência em caráter excepcional antes de 1930. O terceiro é a dificuldade de verificar datas exatas de posse nos primeiros anos da República, quando a documentação era precária. O quarto, e mais importante, é que fontes não oficiais frequentemente apresentam números errados de presidentes porque agrupam ou separam cargos de maneira arbitrária. Nenhuma lista pronta está 100% livre dessas controvérsias. Se o seu objetivo é precisão acadêmica, o caminho é cruzar Planalto, TSE e o banco de dados da Fundaçao Getulio Vargas. Se é só para um trabalho escolar, a lista acima cobre o essencial com as devidas ressalvas anotadas.

Acho que cobri o que importa. A parte mais delicada é sempre a transição entre a República Velha e o Estado Novo, onde os interinos se multiplicam e as fontes oficiais divergem. A partir de 1946 a cronologia se estabiliza e os dados ficam muito mais consistentes.