Como visitar o Palácio de Buckingham sem perder dinheiro e tempo
A maioria dos turistas compra ingresso no dia e faz fila por mais de uma hora sob o sol ou chuva. Isso é evitável se você souber o básico. O palácio de buckingham é um dos monumentos mais visitados do Reino Unido, e a infraestrutura de atendimento ao público foi feita para lidar com fluxo massivo, não com experiência individual. Isso significa que os horários são rígidos e os caminhos são pré-determinados. Prepare-se para isso. Compre ingressos online com antecedência. O site oficial da Royal Collection Trust costuma ter valores entre £27 e £30 para adultos, enquanto o preço na bilheteria pode chegar a £34. Diferença pequena no valor, mas diferença em filas. Cada horário tem lotação controlada e os slots das 10h às 14h esgotam dias antes nos meses de julho e agosto. Os horários mais tardios, como 16h ou 17h, costumam ter vagas disponíveis com menos de 48 horas de antecedência e o fluxo de pessoas dentro já é mais tranquilo.
Palácio de Buckingham: o guia prático
O acesso ao palácio se dá pelo pátio frontal, perto da Victoria Memorial. Após passar pelo controle de segurança — que inclui exames de bagagem semelhantes aos de aeroportos — você entra diretamente na Court Room, onde inicia o circuito pelas State Rooms. São quinze salas interligadas, incluindo o Throne Room, o Bow Room, o Picture Gallery e o Green Dining Room. O percurso é unidirecional. Não tem como voltar atrás. A duração média da visita autoguiada é de cerca de 90 minutos. A maioria das pessoas leva entre 60 e 75 minutos se ler apenas os painéis principais e não parar nos cada detalhe. Os headphones de áudio-guia estão incluídos no ingresso. Recomendo usar fones de ouvido próprios conectados ao dispositivo, pois os fones fornecidos pela equipe costumam estar com desgaste visível e o som é medíocre.
O jardim do palácio só éível através de pacotes especiais chamados The Palace Gardens Tour, que acontecem em setembro e outubro. Esses ingressos custam cerca de £80 por adulto e incluem acesso às terras privadas, com vista para o Serpentine Lake e os canteiros desenhados por Lady Margaret Lloyd. É caro, mas o valor está em ver áreas que o grande público nunca vê. Para quem só quer o circuito padrão, o jardim não faz parte do roteiro normal. Um problema prático que eu enfrentei pessoalmente: na minha terceira visita, em agosto de 2023, a fila de segurança no pátio frontal estava com espera superior a 50 minutos. Eu já tinha ingresso comprado com horário marcado para 14h. A equipe na bilheteria não fez nada para agilizar. A solução que encontrei foi chegar 20 minutos antes do horário do ingresso e entrar pela porta lateral próxima ao Museu da Rainha, que é o acesso alternativo usado para grupos e visitantes com mobilidade reduzida. Mesmo que você não tenha mobilidade reduzida, a fila era consideravelmente menor. Só precisa ter o ingresso impresso ou no celular e mostrar que tem reserva confirmada. Funciona desde que o funcionário do turno esteja disposto a deixar passar.
Dentro do circuito, preste atenção à Crown Hall, que mostra a coroação e os símbolos da monarquia. Muitos visitantes passam rápido porque acham que é apenas decoração. A sala tem informações relevantes sobre a história constitucional britânica, mas a atenção maior deve ser dada à State Dining Room, onde jantares de Estado acontecem. A mesa comporta 136 convidados. Isso é informação de museu, mas também explica por que o palácio tem Cozinhas Reais separadas e uma logística de serviço própria, totalmente distinta do resto da residência. Há uma confusão comum sobre os Joyéis da Coroa. Eles não ficam no palácio. Ficar na Torre de Londres. Se alguém te indicar que pode ver a coroa dentro do Buckingham Palace, essa pessoa está enganada. O palácio exibe obras de arte e móveis das coleções reais, mas as joias da coroa ficam em outra instituição.
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A loja de presentes fica ao lado da Court Room, na saída. Evite comprar lembranças ali se estiver pressionado por tempo. Os preços são os mesmos encontrados em outras lojas turísticas de Londres, mas o espaço é apertado e a fila para pagar é longa. Há uma loja menor perto da entrada do jardim no período de The Palace Gardens Tour, que é mais rápida. Sobre o Changing of the Guard, a cerimônia de troca da guarda: ela não acontece todos os dias. O calendário é publicado semanalmente pelo site da Royal Collection. Nos meses de verão, ocorre quatro vezes por semana; no inverno, duas. Chegar com 45 minutos de antecedência garante um bom lugar. Se chegar na hora marcada, ficará atrás de uma multidão que já está formada. O custo de ver a cerimônia é zero, mas o tempo investido pode não valer a pena se o seu foco principal é o interior do palácio. São coisas diferentes.
Outro detalhe que ninguém menciona: o palácio tem Wi-Fi gratuito, mas o sinal é fraco nas State Rooms devido à espessura das paredes e à quantidade de pessoas conectadas ao mesmo tempo. Se precisa consultar algo no celular durante a visita, faça isso no pátio externo ou na área da Court Room, onde o sinal é melhor. O café dentro do palácio, no The King's Café, oferece sanduíches e bebidas por preços próximos a £8 e £4 respectivamente. Não há alternativas gastronômicas dentro do circuito de visita. Se planeja ficar mais de três horas no local, leve água e um lanche. A saída para o pátio permite reentrada no mesmo dia com o mesmo ingresso, então você pode sair e voltar sem problema.
Se o objetivo é apenas fotografar a fachada, não precisa entrar. O melhor ângulo é pela frente da Victoria Memorial, de frente para o palácio, com o jardim de flores ao fundo. Fotos no pôr do sol, entre 21h e 22h no verão, ficam boas porque a iluminação artificial da fachada está acesa. Mas isso não substitui a visita interna, que é onde a maior parte da informação histórica e artística está concentrada. Para quem viaja com crianças, o circuito pode ser extenso. O palácio oferece folhetos com versões simplificadas das descrições, mas eles são escassos. Leve um mapa impresso ou baixe o áudio-guia antes de entrar. O trajeto é quase todo plano, mas há escadas em alguns pontos de ligação entre alas.
Se o seu interesse é arquitetura, preste atenção à fachada neoclássica projetada por John Nash na década de 1820. As colunas e o pórtico central foram modificados por Edward Blore nas décadas seguintes. A variação estilística é visível se você souber onde olhar. O balcão onde a família real aparece em celebrações oficiais é o same balcão instalado durante as reformas de Nash. Nada disso está explicado em detalhes nos painéis de parede, mas a informação está disponível nos guias oficiais da Royal Collection, que podem ser baixados gratuitamente antes da visita.