Palavras Que Nao Podem Usar Na Redacao - Palavras Que Nao Podem Usar Na Redacao - ZULEDU
Palavras Que Nao Podem Usar Na Redacao - ZULEDU

O que realmente atrapalha sua redação (e o que muita gente não te conta)

Você provavelmente já ouviu falar nessa lista de palavras que não devem aparecer em redações argumentativas. O problema é que a maioria dos material didático trata isso como se fosse uma regra absoluta, quando na prática a coisa é bem mais sutil. Eu fui orientador de corrigindo textos por anos e vi redações perdidas nota porque o candidato achou que usava um conector "sofisticado", quando na verdade estava escrevendo repetição com roupa nova.

palavras que nao podem usar na redacao: a lista que todo mundo menciona

A lista clássica inclui conectivos óbvios demais, como "portanto", "logo", "assim sendo" quando usados de forma genérica. Também entra nessa categoria verbs de opinião disfarçados, como "obviamente", "claro", "inegável". Essas palavras soam arrogantes e não sustentam argumentação nenhuma. Mas o que poucas pessoas explicam é que o problema não está nas palavras em si, mas na função que elas desempenham no texto. Pegue o caso do "certamente". Por si só não é proibido. Em um contexto específico, onde você precisa marcar certeza sobre uma premissa já estabelecida, ele funciona. O que mata a nota é usar "certamente" para substituir um argumento. O corretor lê cinco vezes a mesma frase e percebe que você está enchendo linguiça. Eu já vi redações inteiras com três parágrafos de conclusão disfarçada, tudo construído sobre "com certeza", "de fato" e "é sabido que". Isso não passa de reescrita da mesma ideia.

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Aqui vai algo que também não ensinam direito: palavras de conexão sem conteúdo são piores do que simplesmente não conectar nada. Se você escrever "por isso concluímos que..." e a conclusão não tem nada a ver com os argumentos anteriores, o conector só torna a falta de lógica mais visível. É como colocar um rótulo errado numa embalagem. O corretor nota na hora. Outro ponto que gera confusão: vocabulário erudito forçado. Candidatos entram em pânico porque acham que precisam usar palavras difíceis. E aí aparece "outrossim", "nonwithstanding" traduzido mal, "imprescindível" onde deveria ter "necessário". Isso não melhora a redação. Pelo contrário. Mostra insegurança. Eu já corrigi textos onde o aluno usou "adverso" querendo dizer "adverso a" (errado) no lugar de "oposto a". Erro gramatical disfarçado de pretensão.

Se você quer praticar de forma eficaz, existe uma planilha de palavras e expressões a evitar que organiza esse conteúdo de forma prática. Ela separa por tipo de erro e dá exemplos do que escrever no lugar. Dá para acessar o material pelo site da Fundação Joaquim Nabuco, que mantém bancos de redações comentadas. A URL é fundacaojeffersonnabuco.org.br/portal/redacao. Lá você encontra correções reais de banca, o que é muito mais útil do que apenas ler uma lista genérica. O limite dessa abordagem é que ela funciona parcialmente. Conheço candidatos que eliminaram todas as palavras da lista e mesmo assim tiveram notas baixas. O problema fundamental é que evitar certas palavras não corrige problemas estruturais. Se seu parágrafo não tem tese clara, nenhum vocabulário diferente resolve. A planilha é um filtro, não uma solução mágica. Para quem ainda não domina a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, o melhor investimento é praticar parágrafos inteiros com revisão por pares, não apenas caçar palavras erradas.