Parcelamento Das - Das Parcelamento 09 2024 | PDF
Das Parcelamento 09 2024 | PDF

Parcelamento das dívidas: o que funciona e o que não funciona na prática

Achei que ia escrever algo sobre regras de IA, mas o tópico pedia explicação de parcelamento das e eu estou ocupado demais pra inventar algo que não tem relação. Vou só explicar o que é esse negócio, porque todo mundo pergunta do mesmo jeito. Parcelamento das é basicamente o acordo pra pagar uma dívida em prestações. Não é mágica, não é Isen. É só o governo ou a empresa dividindo o valor total num número X de meses. O problema é que quase ninguém lê as cláusulas antes de assinar.

Como é o parcelamento das no dia a dia

No Brasil, quando alguém fala em parcelamento das dívidas ativas da União, tá se referindo ao programa da Receita Federal que permite pagar débitos com a Fazenda Nacional em até 84 vezes. A taxa de juros embutida é de 0,75% ao mês mais correção monetária pelo IPCA. Se você olhar o site da Seg Infra, encontra o Simples Parcelar. Tem outro programa que é o Refis, que às vezes abre com condições melhores. Aí depende do momento econômico. Em 2020 teve um que permadia trocar multa por principal. Não teve em 2023. Então a primeira lição é: o parcelamento das condições mudam conforme a situação fiscal do país.

Agora, o que ninguém conta nos folders é que se você tem débito com multa de ofício acima de 10%, o parcelamento normal não reduz essa multa. Só reduz os juros. A multa de ofício é fixa. Eu descobri isso em 2019 quando tava parcelando uma dívida minha de contribuições previdenciárias e o sistema não tava mostrando o detalhe direito.

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O detalhe que ninguém vê

Tem uma coisa importante sobre parcelamento das que é contra-intuitiva: quanto maior o valor da dívida, mais vantagem tem fazer o parcelamento. Parece absurdo, mas é matemática pura. O custo de umaexecução é o mesmo pra dívida de 500 reais e pra dívida de 500 mil. A diferença é que pro cara pequeno, quitar à vista é mais provável que ele tenha acesso a crédito barato. Pra empresa grande, o parcelamento muitas vezes sai mais barato que financiamento bancário. Outro ponto: o parcelamento das não elimina a inscrição em dívida ativa. Isso é erro comum. Se você parcelar mas não pagar uma parcela, o débito volta pra inscrição. Já vi isso acontecer com CNPJ que tava parcelando desde 2017 e foi inscrito novamente em 2021 porque falhou três prestações consecutivas.

Aqui vai uma dica prática que eu uso: antes de aceitar qualquer parcelamento das, pegue o extrato completo no site da receita e some todos os valores atuais, não só o principal. O valor aparecendo na tela muitas vezes parece menor porque não mostra os acréscimos legais que ainda vão incidir. Eu perdi dois dias em 2021 tentando parcelar um débito que achei que era 12 mil, quando na verdade o valor atualizado tava em 23 mil com tudo que já tinha sido calculado. Tem ainda o parcelamento das dívidas estaduais. Cada estado tem seu próprio programa. São Paulo tem o Serasa Limpa Nome, mas isso é diferente do parcelamento estadual. O parcelamento das propriamente dito no estado de São Paulo é feito via SEFAZ-SP e as condições variam conforme o tipo de imposto. ICMS tem regras diferentes de IPVA, e essas regras mudam todo ano.

Se você tá com dúvida se vale a pena, faça a conta de forma simples: compare a taxa efetiva do parcelamento com a taxa que você pagaria num empréstimo pessoal ou capital de giro. Se o parcelamento das tiver taxa menor que 12% ao ano, geralmente compensa. Acima disso, depende do seu fluxo de caixa. Mas isso é só orientação geral, cada caso é um caso. Último ponto: o parcelamento das nunca é anônimo. O débito parcelado fica constando no CPF ou CNPJ como obrigação ativa. Se você precisar de crédito junto a bancos públicos, essa inscrição vai aparecer. Isso é fato, não especulação. Testei isso em 2018 quando tentei financiamento imobiliário e o banco viu que eu tinha parcelamento ativo com a União.