Pastelaria Do Chan - Pastelaria do Chan | RIO DE JANEIRO | iFood
Pastelaria do Chan | RIO DE JANEIRO | iFood

Um guia honesto sobre pastelaria do chan

Eu ia passar por aí uma vez e resolvi entrar. A fila era grande. Saí com um bicho-pé e um pastéis de nata que ainda sonho às vezes. Desde então, volto lá de quinze em quinze dias. É isso que eu sei sobre pastelaria do chan e vou te explicar como funciona o negócio sem enrolação. A coisa mais importante que você precisa entender: o lugar não é só uma padaria. É um sistema. Começa pelo horário. Abrem às sete da manhã e, se você chegar depois das nove, esquece o croissant de amêndoas. Acaba. Eu descobri isso nos meus próprios custos — fui lá uma sexta às dez horas num dia de feira e saí de mão abanando. O pessoal da frente já tinha levado tudo.

Como comprar na pastelaria do chan sem perder tempo

O processo é simples mas tem um detalhe que quase ninguém menciona. Quando você entra, pega uma bandeja e vai escolhendo. Até aí trivial. O problema é que os produtos aparecem em lotes ao longo do dia, não todos de uma vez. Então a estratégia é: chegue cedo, escolha o que quer logo nos primeiros cinco minutos, e pague na fila do fundo. A fila da frente é só para quem vai buscar pedido feito pelo telefone, e isso trava tudo. Eu tentei uma vez argumentar com a Caixa. Ela é uma senhora que não tolera conversa fiada. Me disse para eu pagar ou sair. Paguei. Aprendi a lição.

Os preços variam. Um pastéis de nata custa entre 1,20 e 1,80 euros dependendo do tamanho. O chances douradas, que é o salgado recheado de carne, fica em torno de 2,50. As croissants de presunto e queijo, 2,20. Eu anotei tudo numa listinha no telemóvel. Não é fixo — muda conforme a matéria-prima sobe — mas serve como referência. Se você for morador da zona e quiser poupar, tem um programa de fidelidade. São carimbos num cartão de papel. A cada dez compras, ganha um café grátis ou uma fatia de bolo. Parece bobagem mas, em doze meses, já tinha direito a uns treze cafés e quatro fatias. Nada mal pra quem passa por ali todas as manhãs.

O que pedir e o que evitar

Os pastéis de nata são impecáveis. A massa folhada é fina demais pra alguns gostos mas é exatamente o que faz funcionar. O recheio tem aquele ponto certo de caramelização em cima. Já os bolos de chocolate — aqui chamam de bolo rei nos fins de ano — ficam secos se você demorar dois dias pra comer. Coma no mesmo dia ou congele. Não peço as tartlets de fruits pois geralmente estão murchas. O pessoal serve rápido demais e a fruta perde água. Prefiro os pães de queijo que são feitos na hora. Você vê o forno e a saída. Isso é diferente de muita pastelaria onde o produto fica exposto há horas.

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Tem um problema recorrente que eu já enfrentei pessoalmente: o caixa às vezes erra o troco. Eu comprei uma vez quatro croissants e dois sumos e ele me deu troco de seis em vez de oito euros. Só percebi quando cheguei a casa e abri a sacola. Voltei três horas depois, mostrei o talão e a senhora da caixa me devolveu os dois euros sem fazer perguntas. Mas leva sempre o recibo. Sem recibo é história pra nunca.

Horários e dias difíceis

Segunda e terça são calmos. Quarta e quinta começam a apertar. Sexta é guerra. Sábados de manhã, se tiver feira no mercado, é pior ainda. Domingo abrem mais tarde, por volta das nove, mas o stock é limitado porque eles não assam no domingo de madrugada. Eu já fui numa sexta-feira de sol a pino e esperei onze minutos na fila. Onze minutos. Às vezes vale a pena marcar pelo telefone e ir só buscar. O número deles está no Google Maps e a pessoa atende rápido. Diz o que quer, deixa o nome e vai buscar em vinte minutos. Funciona bem se você souber exatamente o que quer antes de ligar.

Limitações que ninguém conta

A pastelaria do chan é boa sim mas não é perfeita. Tem dias em que o café sai fraco porque a máquina tá em modo econômico e o barista não ajusta. Tem dias em que a equipa nova não sabe que os bolos precisam ser virados no centro da vitrina pra não queimarem por baixo. Eu já vi isso acontecer com meus próprios olhos duas vezes. O espaço interno é apertado. Duas pessoas lado a lado e já não passa ninguém. Se você vier com criança pequena ou cadeira de rodas, vai ter dificuldade. Fora isso, o serviço é rápido quando tem gente experiente na caixa. Quando não tem, demora o dobro.

Se você mora fora da zona e está planejando uma visita só pra comer, eu diria que vale a pena. Mas não faça uma viagem de carro só pra isso. O melhor é combinar com outro assunto — ir ao mercado, passear pelo centro — e passar lá no caminho de volta. Eu não trabalho lá. Não tenho vínculo nenhum com o estabelecimento. Só compro lá porque é bom e porque já conheço o funcionamento na prática. Se quiser ir, vá. Se não conseguir ir hoje, vá na próxima semana. E leve o talão.