Patos Impermeabilizantes - Patos Impermeabilizantes | Patos de Minas MG
Patos Impermeabilizantes | Patos de Minas MG

O que é pato impermeabilizante e como colocar sem errar

Pato impermeabilizante é uma pequena peça metálica ou de concreto moldado que se encaixa na parte superior de janelas, portas e vãos para impedir que a água da chuva entre na alvenaria. Parece simples, mas a instalação errada gera infiltração disfarçada que aparece meses depois. Já vi gente abrindo parede inteira por causa de pato mal assentado. A maioria dos casos que eu vejo envolver três erros básicos: falta de inclinação correta, massa cinzenta por cima em vez de rejunte flexível, e vedação inadequada nas emendas com o reboco.

Materiais e instalação de patos impermeabilizantes

O pato tradicional é fabricado em ferro galvanizado ou aço inox, com formato de V invertido ou chanfro voltado para fora. O de concreto moldado também existe, mas tem limitação séria em regiões de chuva intensa porque absorve água com o tempo. Eu recomendo o metálico mesmo. Antes de instalar, você precisa ter o vão pronto com a janela ou porta já posicionada e firme. O pato vai sobre o batente, apoiado no reboco ou na argamassa de assentamento. A inclinação mínima deve ser de 10% para fora do edifício. Isso significa que para cada metro de largura, o pato deve descer pelo menos 10 centímetros da parte interna para a externa. Sem essa inclinação, a água para em cima do pato e penetra.

Eu já tive um problema específico num projeto residencial em São Paulo onde o pedreiro instalou o pato retinho, sem inclinação, e colocou massa cinzeta por cima achando que ia vedar. Três semanas depois, apareceu mancha no forro do quarto. A solução foi arrancar tudo, corrigir a inclinação e aplicar um selante poliuretano entre o pato e o reboco antes de fechar o rejeite. Isso levou cerca de 40 minutos por unidade, sendo o tempo gasto na remoção da massa errada que mais comprometeu o cronograma. Outro detalhe que poucos levam em conta: o pato precisa sobrepor o batente em pelo menos 5 centímetros de cada lado. Se ele for justo na borda, a água escorre por baixo e entra na junta. Na prática, eu peço para o pedreiro medir com trena mesmo, não confiar no olho.

A fixação pode ser feita com parafusos autoperfurantes para chapas metálicas ou com grampos deFixação embutidos na alvenaria quando o pato é de concreto. O importante é que não fique folgado. Patos frouxos vibram com o vento e acabam soltando a fixação em poucos meses. Depois de fixado, a vedação final é com rejunte flexível ou silicone poliuretano de construção na junção entre o pato e o reboco. Massa comum não serve porque trilha com a dilatação térmica do metal. O rejunte flexível acompanha o movimento sem rachar.

Quando o vão é muito largo, acima de dois metros, o ideal é usar dois patos interligados por uma chapa de ligação ou solicitar um pato sob medida. Patos curtos em vão grande geram ponte de calor e acumulam água no meio. Há ainda a questão do acabamento. Em fachadas aparentes, alguns projetos pedem para pintar o pato da cor da fachada. Isso é aceitável desde que a tinta não cubra a face inferior inclinada. Pintar embaixo do pato cria película que descasca com a umidade e atrapalha o escoamento. Eu recomendo pintar apenas a face superior e as laterais, deixando o canal de escoamento livre.

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Se você está em região de ventos fortes, como litoral nordestino, considere usar pato com guia de vento na borda inferior. A versão convencional pode sofrer sucção que levanta levemente a peça com rajadas fortes. A diferença no preço é pequena, mas evita reparo prematuro. Para substituir um pato danificado, o procedimento é: remover o reboco ao redor, desaparafusar o pato antigo, limpar a superfície de apoio, aplicar nova camada de rejunte flexível na base e fixar o novo pato com a inclinação correta. O tempo médio de troca é de meia hora por unidade se o reboco estiver conservado.

Existem patos com acabamento em cobre ou alumínio anodizado para projetos de alto padrão. São mais caros, mas têm vida útil muito superior ao galvanizado comum. Em ambientes costeiros, o galvanizado padrão dura em média oito a doze anos antes de apresentar corrosão visível. O alumínio anodizado pode durar mais de vinte anos sem problemas.

Pontos onde patos impermeabilizantes falham com frequência

Um ponto importante é a transição entre o pato e ocaixilho da janela. Muitos instaladores esquecem de passar silicone nessa junção e a água entra por capilaridade entre o metal do pato e a moldura do esquadrio. Sempre inspecione essa área antes de fechar o reboco final. Também é comum encontrar patos instalados antes do reboco externo, quando na verdade o correto é instalar após o reboco estar curado. Colocar antes expõe o pato a impactos durante a aplicação do reboco e dificulta o controle da inclinação. No meu canteiro, eu cobro que o reboco externo termine primeiro, depois se faz o ajuste fino do pato sobre a superfície já consolidada.

Em reformas, às vezes o pato original já está embutido no reboco antigo e não se vê a inclinação. Nesse caso, faça o teste da água com regador antes de prosseguir qualquer acabamento. Jogue água no pato e observe se escorre rapidamente para fora ou se acumula. Se acumular, a inclinação está errada e precisa ser corrigida antes de fechar tudo. O custo de um pato galvanizado varia entre R$8 e R$18 por unidade dependendo do tamanho. O de alumínio anodizado sai entre R$25 e R$45. A mão de obra para instalação completa com vedação fica em torno de R$15 a R$25 por ponto. Não vale a pena economizar usando pato de plástico ou material similar, pois esses não têm rigidez suficiente e deformam com o tempo.

Se o seu projeto tem janelas panorâmicas ou vãos grandes sem batente convencional, o pato impermeabilizante tradicional não se aplica. Nesses casos, o indicado é usar calha de concreto moldada in loco ou sistema de drenagem perimetral integrado à esquadria. Tentar adaptar um pato padrão nesses casos gera falha quase certa. Por fim, anote a data de instalação e o tipo de material utilizado. Isso ajuda muito na manutenção futura e na identificação de problemas de corrosão ou desgaste prematuro.