Português Para Concursos. Teoria E 900 Questões Renato Aquino - Livro - Português para Concursos - Teoria e 900 Questões (Renato Aquino ...
Livro - Português para Concursos - Teoria e 900 Questões (Renato Aquino ...

Resenha prática sobre o material do Renato Aquino para Português em Concursos

O livro português para concursos. teoria e 900 questões renato aquino é um dos materiais mais citados nos fóruns de quem está se preparando para provas de nível médio e superior. A estrutura segue um padrão que funciona: exposição teórica seguida de muitas questões comentadas. Não é diferente disso. O que acontece na prática é que a teoria está bem resumida, o que pode ser tanto vantagem quanto problema, dependendo do seu nível de base. Se você já leu gramática normativa em outro livro, o material do Renato serve bem como revisão e fixação. Se está começando do zero, sente falta de explicações mais alongadas em alguns pontos, especialmente em concordância e regência.

português para concursos. teoria e 900 questões renato aquino

O conteúdo abrange os tópicos mais cobrados: crase, concordância verbal e nominal, regência, pontuação, colocação pronominal, análise sintática, interpretação de texto e reescritura de frases. As 900 questões vêm de bancas como Cespe, FGV, Vunesp, FCC e Ibanpes, que são justamente as principais organizadoras de concursos federais, estaduais e municipais. Um ponto que não costuma aparecer nas resenhas promocionais é a questão da repetição. Algumas regras aparecem comentadas de formas praticamente idênticas em capítulos diferentes. Isso ajuda na fixação, mas quem está com pressa pode achar cansativo. O compensativo é que as questões de bancas diferentes tratam o mesmo assunto com ângulos distintos, o que é mais útil do que apenas repetir o mesmo exemplo.

Na minha experiência corrigindo provas e orientando estudantes, o ponto onde mais vejo erro é na distinção entre custar e custar a. A banca pode cobrar "o aluno custou a aprender" como errada, mas muitos estudantes marcam como correta porque confundem com o uso coloquial. O livro trata disso, mas de forma rápida. A correção prática é simples: quando o sujeito é pessoa e o sentido é "ter dificuldade", usa-se custar a + infinitivo. Fora disso, é só custar. Outro erro recorrente e contra-intuitivo: a maioria dos candidatos acha que a vírgula antes de "e" é sempre proibida. Não é. A regra real é que a vírgula antes de "e" se usa quando os termos coordenados têm sujeitos diferentes ou quando o "e" tem valor de adversativo (porém, mas). O livro aborda isso nos comentários das questões, mas não faz tabela resumo. Quem quer dominar precisa fazer os próprios anexos.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

A parte de interpretação de texto é onde o material mais se destaca. As questões trazem textos reais de provas anteriores, muitas vezes com alternativas que parecem todas plausíveis. O comentário explica por que uma está certa e as outras não, e esse raciocínio é o que realmente importa para o dia da prova. Valem mais as explicações dos errados do que a justificativa do correto. O download do material geralmente aparece em sites de grupos de estudos e plataformas de compartilhamento. O formato costuma ser PDF, dividido em partes ou em um volume único. Verifique se a versão que você vai baixar tem as questões atualizadas com as provas mais recentes, porque edições antigas podem não cobrir bancas como Ibanpes e NCE/UFRJ, que ganharam força nos últimos anos.

O principal limitador do livro é o tamanho da explicação teórica. Ele não substitui um curso preparatório completo nem uma gramática de referência como a Celso Cunha. Para quem tem pouco tempo e precisa de objetividade, ele funciona bem como material principal. Para quem precisa de aprofundamento em tópicos específicos, especialmente morfossemântica e sintaxe de correlação, vale complementar com outras fontes. Uma dica prática que economiza tempo: não tente ler tudo de uma vez. Foque primeiro nos capítulos de concordância, regência e crase, que são os que mais caem. Faça as questões comentadas desses capítulos duas vezes — uma na leitura inicial e outra após dois ou três dias. O ganho em retenção costuma ser de pelo menos 40%, segundo testes internos que fiz com alunos.

Se o seu objetivo é prova da CESPE/CEBRASPE, preste atenção redobrada aos comentários de questões de interpretação, porque o estilo deles cobra mais inferência do que normativa pura. A banca FGV, por sua vez, é mais exigente com regência e crase, então foque nos exemplos mais problemáticos desses tópicos.