O que é a Praça do João Paulo
A Praça do João Paulo é um logradouro público pequeno na freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, bem perto da estação de metro do Restauradores e do Jardim do Príncipe Real. Fica entre a Rua da Madalena e a Avenida da Liberdade, numa zona que mistura edifícios pombalinos renovados com alguns que ainda estão na fila da reabilitação urbana. A praça propriamente dita é um espaço de passagem mais do que de permanência. Tem relva, algumas bancas e um coreto central que era usado antigamente para concertos e eventos municipais. Nos fins de semana costuma haver algo tipo um mercado de rua ou uma ação de limpeza da câmara. Nada sistemático, depende sempre do calendário de intervenções da cidade.
Se você está aqui porque procura o endereço para marcar encontro ou levar alguma coisa, o ponto certo é mesmo junto ao Café A Brasileira, na Rua do Ouro, não na praça em si. A praça em si serve mais como nó de ligação entre o Baixo e a Avenida. Metrô Restauradores (linhas Verde e Azul) chega a 2 minutos a pé pela Rua da Madalena ou pela Rua do Arco do Cego.
Como chegar à praça do joão paulo e contornar os pontos problemáticos
Eu chego normalmente a pé desde o Terreiro do Paço pela Rua da Madalena. O caminho mais direto passa pelo Chiado (Rua Garrett até ao Rato e depois sobe pela Madalena). Se vier de carro, esquece. Estacionamento zero nessa zona a menos que pagues o parkmeter da Rua da Prata ou fujas para um parque de multibanco na Rua da Alegria, o que te custa entre 3,50€ e 5€ por hora nos dias úteis. O problema prático que eu encontrei muitas vezes é o horário das obras. A praça esteve fechada para remodelação das redes de saneamento e renovação do pavimento entre 2019 e 2021. Durante esse período o acesso pedonal foi desviado para a calçada da Rua da Madalena, e o coreto ficou rodeado por tapumes. A solução que eu usei foi simplesmente não ir de manhã cedo nesses dias, porque os trabalhos começavam às 7h e a praça ficava bloqueada até ao meio-dia. Fora isso, o acesso volta ao normal logo que acabam as obras.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Outro detalhe que ninguém avisa é a acessibilidade. A praça tem piso regular mas as calçadas de entrada vêm com guias altas, o que dificulta carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas. O ideal é entrar pela Rua da Madalena, onde há rebaixamentos mais recentes, e não pela faixa lateral em direção ao Jardim.
O que há ali perto
Nos arredores imediatos tens a Igreja de São Domingos, a Rua Augusta, o Arco da Rua Augusta, o Elevador de Santa Justa, e o centro comercial do Chiado em duas direções. É uma zona muito pisada por turistas mas também por gente que mora ali, o que mantém um certo equilíbrio entre movimento comercial e uso residencial. Os cafés mais próximos são A Brasileira (famoso mas caro), o Café Nicola na Rua Garrett, e alguns bairrinhos mais discretos como o Time Out Market na Rua da Bovina. Nada excepcional que justifique uma viagem só por isso, mas se estás já na zona compensa parar.
Pontos fracos que ninguém menciona
Como qualquer espaço público central em Lisboa, a praça sofre de dois problemas crónicos. O primeiro é a sujidade em fins de semana, quando os mercados de rua geram resíduos que a limpeza urbana não remove imediatamente. O segundo é o barulho. As obras de renovação do pavimento trouxeram compactadores e betoneiras que funcionam antes das 8h, o que é irritante se habitas nos pisos superiores dos prédios envolventes. Se o teu objetivo é fotografar o coreto em paz, vai durante a semana pelas 10h, quando os peões estão em baixo no Chiado e a praça fica quase vazia. Fora isso, tens sempre grupos de turistas a pedir para tirar fotos aos lados.
Não recomendo a praça como destino único de visita. Funciona melhor como parte de um percurso que inclua o Chiado, o Baixo e, se tiveres tempo, o Jardim do Príncipe Real. A vantagem prática é mesmo a localização central, não o espaço em si.