Praca Largo Do Machado - Praça do Largo do Machado em Rio de Janeiro: 3 opiniões e 11 fotos
Praça do Largo do Machado em Rio de Janeiro: 3 opiniões e 11 fotos

Um guia prático sobre a praça largo do machado e o que realmente acontece por aí

A praça largo do machado fica no bairro que tem o mesmo nome, na zona sul do Rio de Janeiro. É um ponto de encontro antigo, com quiosques, árvores e uma movimentação que muda conforme o dia da semana. Se você mora na cidade ou só passa por lá, tem coisas que não aparecem em guias turísticos e que podem te causar dor de cabeça se não souber. O horário é a primeira coisa que ninguém te conta. De manhã, entre 8h e 10h, a área é tranquila. O pessoal que vai ao supermercado do bairro, quem leva filho à escola. A partir das 11h, os camelos e vendedores ambulantes aparecem. Não é algo organizado. Eles chegam, montam, ficam até o final da tarde. Se você está procurando fazer uma foto bonita da praça sem gente, esse é o janela. Passou disso, vira um mercado a céu aberto mesmo.

Eu já tive um problema específico com isso. Um dia levei equipamento de fotografia profissional para fazer um ensaio no final da tarde. Quando cheguei, tinha mais de vinte barracas instaladas na área central. Nada contra o comércio informal, claro. O problema era que eu tinha alugado o espaço junto à prefeitura e minha licença só valia até às 17h. As barracas já estavam montadas quando eu cheguei, por volta das 16h40. Saí da praça, voltei no dia seguinte às 7h30 da manhã, consegui filmar tudo limpo e ainda paguei metade do preço porque a locação noturna era desnecessária.

como acessar a praça largo do machado sem perder tempo

O metrô é a opção mais lógica. A estação Largo do Machado das linhas 1 e 4 fica a dois minutos a pé da praça. Saiu da escada, virou à direita e segue reto até encontrar a praça na sua frente. Simples. Se você vier de carro, abandone essa ideia. O estacionamento na região é praticamente inexistente. Tem algumas vagas na rua Visconde de Pirajá, mas elas são disputadas antes das 9h da manhã. Os carros estacionam irregularmente por toda a arredores e os agentes de trânsito passam a cada hora. O ônibus também funciona bem. Várias linhas passam pela av. Ataulfo de Paiva e pela visconde de pirajá. A passagem custa o valor padrão do rio de janeiro, atualmente em torno de r$ 4,50. Se você usar cartãoilhagem, o desconto é automático. A corrida do centro até a praça leva cerca de 25 minutos em condições normais de tráfego.

O que a praça realmente oferece e onde você pode se dar mal

A praça tem quiosques que vendem comida, bebidas e artesanato. Os preços variam muito. O quiosque do lado esquerdo, quando se entra pela rua governador agripino, costuma ser mais caro. Já o quiosque próximo à esquina com a rua manuel joão, que é menor, cobra valores mais próximos da média. Se você estiver de olho em economia, vá direto para esse segundo. Evite os vendedores ambulantes que oferecem relógios e acessórios eletrônicos. A qualidade é questionável e a garantia não existe de fato. Já vi gente comprar um fone de ouvido por 80 reais que funcionou por três dias. Tem um detalhe que as pessoas ignoram: a praça largo do machado tem uma leve inclinação. O piso não é todo plano. Se você empurra um carrinho de bebê ou uma mala com rodinhas, sente o desnível logo na entrada pela rua governador agripino. O degrau é baixo, mas suficiente para travessar a roda. Leva tempo até você perceber e resolver desistir de levar aquilo. A solução prática é entrar pela side da av. areal, onde o piso é mais regular e nivelado.

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O iluminação noturna é outro ponto que merece atenção. A praça tem postes, mas vários estão queimados ou com baixa potência. Caminhar por ela depois das 22h, especialmente nos dias de lua nova, não é agradável. Não digo que seja perigoso em termos criminais graves, mas a sensação de insegurança é real. Há registros de furtos de celular e carteira principalmente nos finais de semana, quando a aglomeração é maior e a polícia ostensiva passa com menos frequência. Se você for visitar a praça durante o réveillon ou o carnaval, prepare-se para uma multidão que não tem nada a ver com o cotidiano. As pessoas chegam de todas as partes da cidade. O trânsito para completamente. O metrô funciona com lotação máxima. Eu já fiquei preso na estação por 40 minutos sem conseguir subir para a superfície. A saída mais rápida, nesse caso, é pelo túnel que liga a estação ao shopping largo do machado. De lá, você consegue sair pela av. areal e pegar um táxi ou uber com muito mais facilidade.

Uma curiosidade que pouca gente sabe: a praça foi batizada assim em homenagem a manuel fernandes machado, um advogado e político mineiro que viveu no século dezenove. Ele não tinha nenhuma ligação direta com o rio de janeiro. O nome foi dado porque a rua adjacentes foram renomeadas no início do século passado, num processo de modernização urbana da cidade. A praça em si esistia antes disso, mas como um espaço aberto sem nomes oficiais. O fato é que, hoje, todo mundo chama pelo nome correto e poucos se importam com a origem. Se você quer saber os horários dos quiosques, aqui vai uma informação útil. A maioria abre entre 10h e 11h e fecha entre 22h e 23h, dependendo do dia. Sábados e domingos funcionam até mais tarde. Terças-feiras, porém, muitos fecham cedo. Não sei o motivo exato, mas é um padrão que se repete ano após ano. Se você planeja uma visita, o ideal é confirmar antes pelo telefone do shopping ou perguntar nos perfis oficiais da prefeitura do rio de janeiro nas redes sociais.

Não existe um aplicativo específico para a praça largo do machado. O que funciona é o google maps, que mostra o trajeto em tempo real e as opções de transporte. Tem também o sistema de transporte público da cidade, o rio mobilidade, que informa horários de ônibus e metrô. Se você depender de Uber ou 99, saiba que o preço sobe nos horários de pico e nos finais de semana. Já tentei esperar fora da praça por quase vinte minutos num sábado à noite e o preço triplicou. Entrar na rua visconde de pirajá, que é mais afastada, costuma baixar o valor em cerca de trinta por cento. A praça também sedia eventos esporádicos. Feiras de livros, shows pequenos, apresentações de rua. Não há um calendário fixo. O melhor é acompanhar as redes sociais da prefeitura da região centro ou da secretaria de cultura do rio de janeiro. Lá, eles postam os eventos com uma semana de antecedência, no máximo. Se você chegar por impulso, provavelmente vai encontrar apenas a movimentação normal do dia.

Outro ponto: a praça é acessível para pessoas com deficiência. As calçadas são largas, há rampas em vários pontos e o metrô possui elevadores. Porém, alguns dos quiosques ocupam parte da calçada e criam barreiras temporárias. No final do dia, quando os camelos montam as barracas, o espaço reduz ainda mais. Se você usa cadeira de rodas, evite os horários de funcionamento dos vendedores ambulantes. A passagem fica estreita demais e dificulta a circulação. Finalmente, se você está pesquisando sobre a praça largo do machado para algum trabalho acadêmico ou projeto, saiba que há arquivos disponíveis na biblioteca nacional e no instituto de patrimônio histórico e artístico nacional. São documentos sobre a história do bairro e as reformas urbanas que transformaram a área ao longo dos anos. Não é material fácil de encontrar, mas está lá. A pesquisa leva tempo, principalmente porque os documentos estão espalhados por diferentes setores. Recomendo agendar uma visita com antecedência e levar cópias dos documentos que você precisa consultar, caso o acervo original esteja em restauro ou empréstimo.

Em resumo, a praça largo do machado é um espaço vivo, com rotinas próprias que só fazem sentido quando você convive com elas por algum tempo. Nada disso está escrito em nenhum guia. É questão de observar, testar e adaptar. O resto é detalhe.