Praça Luis De Camões - On Your Travel List: Lisbon's Praça Luís de Camões • A Portuguese Affair
On Your Travel List: Lisbon's Praça Luís de Camões • A Portuguese Affair

Uma guia prática para quem precisa lidar com a Praça Luís de Camões

A Praça Luís de Camões fica no Chiado, em Lisboa, entre a Rua Garrett e a Rua Rodrigues Sampaio. É uma praça pequena, mas movimentada, com uma estátua do poeta no centro e um cais de restauração nas proximidades. Muita gente usa como ponto de encontro ou como atalho entre o Rossio e o Bairro Alto, e a maioria das vezes funciona bem. Nem sempre. Eu uso esse percurso habitualmente há anos, principalmente nos fins de tarde, e já vi de tudo: desde filas intermináveis aos cafézinhos até obras de manutenção que bloqueiam as acessos laterais sem sinalização alguma. A minha experiência mais recente foi no verão passado, quando o autocarro 737 fez desvio por causa de umas obras na Rua da Madalena. O resultado foi que toda a gente que vinha do cimo da colina do Castelo passou a descer pela Rua Garrett e a sair pela praça, transformando num corredor de peões quase impraticável entre as 19h e as 20h30. A solução que eu encontrei foi sair pela Rua do Loreto em vez de continuar pela Garrett, o que me poupou cerca de 12 minutos de espera.

Como chegar à praça luis de camões

O acesso mais direto é pela estação de metrô do Rossio, linha Azul. Ao sair, vire à esquerda na Rua do Ouro e continue reto até cruzar com a Rua Garrett. A praça fica à sua direita, a cerca de dois minutos a pé. Se vier do Carmo, desça a Rua do Carmo até encontrar a Rua Garrett, vire à direita e caminhe dois quarteirões. A praça fica imediatamente depois do número 100 da Garrett, do lado esquerdo da rua se estiver a caminhar na direção do Rossio. O problema mais frequente que as pessoas enfrentam é a confusão com os caminhos de acesso. A praça tem três ruas que lhe dão entrada: Rua Garrett a norte, Rua do Loreto a sul e Rua Rodrigues Sampaio a este. Apenas a Rua Garrett é pedonal a tempo inteiro. As outras duas permitem trânsito de veículos, o que significa que durante obras ou eventos a praça pode ficar isolada por barreiras temporárias. Eu já cheguei lá pela Rua Rodrigues Sampaio e descobri que estava fechada para estacionamento e obras de remodelação da superfície, com apenas os peões a entrar pela Garrett. Perdi dez minutos a dar voltas antes de perceber o que se passava.

O que saber sobre o espaço

A praça em si é mesmo pequena — cerca de 40 metros por 30 — e tem pavimento de calçada portuguesa tradicional. O banco de pedra em redor da estátua é onde muita gente descansa, mas nos dias quentes fica praticamente impossível encontrar lugar livre antes das 17h. Os esplanadas dos cafés ao redor ocupam boa parte do espaço exterior, o que reduz ainda mais a zona disponível para circulação. Uma coisa que pouca gente menciona é a questão da acústica. A praça funciona como uma caixa de ressonância natural para o ruído da Rua Garrett, que é uma das zonas mais barulhentas de Lisboa. Se está ali num dia de vento fraco, o som dos passos, das conversas e dos carrinhos de café reflete nas fachadas e cria um eco irritante. Não é um problema sério, mas pode estragar completamente uma conversa tranquila se não estiver preparado.

Há também a questão do estacionamento. Existe um parque de estacionamento subterrâneo na Rua do Salitre, a dois minutos a pé, mas os lugares esgotam-se frequentemente entre as 14h e as 18h. A alternativa é a via larga no Parque de Estacionamento do Rossio, na Avenida Infante de Sagres, que tem bastante capacidade mas cobra taxas mais elevadas. Eu sugiro sempre o Sub-24 na Rua dos Coroadores, perto do Cais do Sodré, se estiver disposto a caminhar uns quinze minutos — poupa cerca de 8 euros por dia em comparação com o Parque do Rossio.

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Dias de feira e eventos

Quase todo o domingo de manhã a praça acolhe o mercado de artesanato do Chiado. Os bancaros montam-se às 9h e desmontam por volta das 14h. Neste período, a Rua Garrett fica parcial ou totalmente pedonal, o que é conveniente para os peões mas atrapalha o trânsito veicular. Se precisa de atravessar a pé de um lado para o outro, não há grande problema — os vendedores deixam passadiços livres. Mas se está a carregar compras grandes ou mala de rodinhas, prepare-se para desviar por entre os bancos e procurar os espaços mais largos. Outro evento recorrente é o festival de música de verão, que algumas vezes usa a praça como palco secundário. Não é o evento principal — esse fica geralmente no Cais do Sodré ou no Eduardo II — mas já vi edições em que a praça ficava interditada para peões durante duas horas, entre as 21h e as 23h. Nestes casos, a única saída é pela Rua do Loreto ou pela entrada da Garrett, conforme o dispositivo de segurança determinar. Eu aprendi isto à custa de volta em circuito quando tentei sair pela Rua Rodrigues Sampaio durante um desses eventos e encontrei fitas amarelas e guardas municipais a bloquear a rua.

Visita rápida ou permanência prolongada

Se é só para passar, a praça leva três minutos no máximo. Se é para sentar e tomar algo,reserve uma hora, porque as filas nos bares adjacentes aparecem rapidamente no fim de semana. O Café A Brasileira, que fica a dois minutos a pé na Rua Garrett, é o mais famoso mas também o mais caro e o mais apinhado. Alternativas mais razoáveis em termos de preço e aglomeração são o Café São Nicolau, na Rua do Carmo, e o Time Out Market, que fica a cinco minutos a pé na Ribeira das Naus. Para fotografia, o melhor ângulo é da Rua do Loreto, virado a norte, porque captura a estátua inteira com as fachadas coloridas dos prédios ao fundo. Evite o meio-dia, quando a luz é dura e as sombras são curtas demais. O melhor horário é entre as 16h e as 18h no verão, ou entre as 15h e as 16h no inverno. A praça fica em sombra parcial nesse período, o que ajuda a evitar sobrexposição.

Problemas comuns e soluções

O sistema de saneamento da praça tem um ponto fraco conhecido: as gaivotas que vivem no Bairro Alto adoram empurrar lixo para dentro das grelhas de escoamento, especialmente nos finais de semana quando há mais movimento nos restaurantes. Durante o Verão de 2024, a Câmara Municipal colocou redes protetoras nas grelhas, mas isso criou novos pontos de obstáculo para peões, principalmente para quem usa cadeira de rodas ouandador. Se tiver mobilidade reduzida, prefira entrar pela Rua Garrett, que tem rampas de acessibilidade em ambos os lados. Outro problema prático é a cobertura de rede móvel. Em dias de grande concentração de pessoas, o sinal 4G/5G na zona deteriora-se significativamente. Já tentei fazer upload de fotos grandes e desisti porque o download rate caía para menos de 2 megabits por segundo. A solução é usar Wi-Fi, mas a maioria doscafés exige compra para obter a password. A opção mais simples é ir até à biblioteca do Chiado, que fica a três minutos a pé e tem Wi-Fi gratuito sem necessidade de registo.

Se pretende fotografar a estátua de Luís de Camões de perto, há um detalhe que poucas guias mencionam: a base tem um anel de pedra elevado que serve de assento, mas a superfície está desgastada e escorregadia quando chove. Eu escorreguei aqui uma vez e caí de joelhos, o que me custou um ralado sério no joelho e uma camisola arranhada. Use calçado com sola antiderrapante nestes dias.

Informações úteis

A praça está integrada na Zona Pedonal do Chiado, regulamentada pela Câmara Municipal de Lisboa. Horário de limpeza: diariamente entre as 6h e as 22h. Polícia Municipal patrulha a zona das 10h às 23h. Em caso de emergência, o hospital mais próximo é o São Francisco Xavier, no Cais do Sodré, a cerca de 15 minutos a pé. Para quem pesquisa sobre a praça online, o nome correto em português é Praça Luís de Camões, e a grafia com acento é importante para resultados precisos. Muitas plataformas de mapas internacionais gravam o nome como "Camoes" sem acento, o que pode gerar confusão na pesquisa.