O que é a praça sete de setembro e por que todo mundo confla com o centro cívico
A praça sete de setembro fica no coração do centro histórico de Curitiba, entre a rua XV de Novembro e a rua das Flores. Não é a mesma coisa que a praça Tiradentes nem que o centro cívico, que fica a cerca de oito quarteirões dali. Muita gente que visita Curitiba bate o pé lá e não faz ideia de que são lugares diferentes. O nome vem da data da independência do Brasil, 7 de setembro, e a praça existe desde o planejamento urbano original da cidade lá do século XIX.
praça sete de setembro: o guia prático
Se você vai até lá, a primeira coisa que percebe é que é um ponto de convergência de transporte público. Várias linhas de ônibus passam pela região, e o terminal rodoviário mais próximo fica a uma caminhada de uns cinco minutos. Durante o dia funciona como área de passagem. À noite, especialmente nos finais de semana, a movimentação muda completamente e exige um pouco mais de atenção. O chão é todo pavimentado com pedras portuguesas nos arredores, o que parece bonito nas fotos mas é uma merda para quem usa cadeira de rodas ou empurra carrinho de bebê. As juntas entre as pedras criam buracos irregulares que ninguém conserta de verdade. Eu já tentei várias vezes passar por ali com um trilheiro de gravação e cada vez era um exercício de paciência. A solução que eu encontrei foi usar sempre o calçamento novo da rua XV, que é mais plano, mesmo que isso signifique fazer um desvio de vinte metros.
No centro da praça tem aquele monumento com a estátua que muitos confundem com outra coisa. Na verdade é uma coluna com uma esfera no topo, iluminada à noite. O projeto original era bem mais ambicioso mas foi simplificado durante a execução. Se você observar com atenção, nota que o piso ao redor do monumento foi refeito algumas vezes — tem camadas diferentes de pedra visíveis se você souber onde olhar.
O problema que ninguém conta sobre visitar a praça
Tem uma coisa que os guias turísticos não mencionam: a praça sete de setembro serve como ponto de encontro informal para diversas populações em situação de rua, e isso gera uma dinâmica complexa que varia drasticamente ao longo do dia. De manhã cedo até o meio-dia, a área é praticamente deserta. A tarde até o final da tarde é quando tem mais movimento legítimo — comerciantes, estudantes, pessoas passando. A partir das dezoito horas, a coisa muda. Não é perigoso no sentido de violencia extrema, mas é aquela situação de desconforto que exige senso comum. Eu já levei equipamento caro para gravar entrevistas ali e aprendi a chegar cedo, gravar rápido e sair antes do escurecer. Tentar fazerAnything complexo após as dezenove horas não vale o risco de equipamento ou segurança. Outro detalhe prático que as pessoas ignoram: a praça é usada como palco para protestos e manifestações políticas com frequência. Se você planeja ir num dia de eleição ou em datas comemorativas, verifique antes se não há alguma mobilização marcada. Já fui pego de surpresa duas vezes e acabei ficando preso numa multidão sem saída fácil. A solução é simples: chegue sempre sabendo quais são as rotas alternativas de fuga, principalmente para a rua XV e para a rua das Flores, que são paralelas e dão opções de escape.
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O que tem perto e como organizar a visita
A praça fica Colada à rua das Flores, que é a rua pedestre mais famosa de Curitiba. Lá você encontra lojas, restaurantes e bancas de arte. A rua XV de Novembro, que margeia a praça, tem um comércio mais variado e os famosos bondes turísticos que fazem o trajeto centro-hora. O Teatro Guaíra, um dos mais importantes do Brasil, fica a três quarteirões dali, na direção do centro cívico. Se você quer fotografar o local, o melhor horário é perto do pôr do sol, por volta das dezoito e trinta no inverno e dezoito e cinquenta no verão. A iluminação artificial do monumento cria um contraste interessante com o céu. Mas esqueça tirarr fotos do monumento de perto — a iluminação é ruim e tem sempre alguém passando na frente. O ângulo certo é da calçada da rua XV, do lado oposto ao monumento, onde você consegue enquadrar a coluna inteira contra o céu.
O piso irregular que eu mencionei antes também afeta as fotos. Se você vai usar tripé, esqueça. O chão de pedras portuguesas não permite estabilidade. Eu resolvi isso usando uma bolsa invertida no tripé e pendurando peso nela, o que dá estabilidade suficiente para exposições de até um segundo. Para velocidades mais rápidas, nem precisa de tripé — a luz do entardecer ajuda muito.
Informações práticas que valem mais que qualquer guia
Não tem banheiro público na praça. Os mais próximos são no terminal de ônibus adjacentes e alguns lanchonetes da rua XV que liberam clientes. O sinal de celular costuma ser bom na área, mas em dias de aglomeração a rede fica congestionada. Se você precisa fazer upload de material pesado, espere para a rua das Flores, onde o sinal é mais estável. Estacionamento na região é praticamente inexistente e caro quando existe. O estacionamento subterrâneo da rua XV é a opção mais viável, mas custa em média cinquenta reais por dia. Se for de carro, considere deixar o veículo e chegar a pé pelo menos de uma das ruas laterais. O trânsito em volta da praça é intenso nos horários de pico e os motoristas locais dirigem de forma que os visitantes não estão acostumados.
A praça sete de setembro é um lugar que exige conhecimento local para ser aproveitada sem stress. Não é atraente de primeira vista para quem não conhece a dinâmica do lugar, mas com planejamento adequado vira uma experiência tranquila. A maioria das pessoas que passa por ali no automático não percebe meio detalhe que faz diferença se você estiver ali por mais de quinze minutos. O principal é saber que hora ir, por onde entrar e sair, e ter consciência do que está acontecendo ao redor. O resto é questão de prática.