Praia Do Leblon - Fotos da Praia do Leblon – Veja as melhores imagens
Fotos da Praia do Leblon – Veja as melhores imagens

O guia prático que ninguém pede mas todo mundo precisa

Praia do Leblon é simplesmente a praia mais acessível e movimentada da Zona Sul do Rio. O calçadão com o desenho de ondas em preto e branco é icônico, os quiosques não fecham nunca, e o público é completamente diferente do da vizinha Ipanema. Tem de tudo aqui: família de classe média no fim de tarde, surfista cedo de manhã, gente fazendo yoga na areia, e uma infinidade de bares que sobrevivem de vender água de coco a 12 reais. Ao redor da praia do leblon, o fluxo humano segue um padrão previsível que vale anotar antes de ir. As seis da manhã é o horário dos corredores e surfistas. Nada de família ainda. Por volta das nove, as crianças chegam com os pais e os guarda-sóis começam a aparecer na faixa entre o final da rua Di Faccio e o fim da areia, perto do Morro Dois Irmãos. Até onze e meia, a praia já tá tão cheia que atravessar a areia vira um obstáculo. Se você quer realmente ocupar um pedaço de areia tranquilo, chega antes das oito. A partir das nove e trinta, o jogo mudou.

praia do leblon: o que saber antes de ir

O calçadão é belo, mas cuidado com os buracos. A reforma que fizeram em 2022 deixou a maior parte do piso novo, mas nos trechos mais antigos, perto da Avenida Ataulfo de Paiva, o terreno ainda é irregular. Calçado adequado evita torção. Não é brincadeira. Eu caí de joelho num buraco desses em 2023, ralei o joelho todo e gastei um dinheirão em curativo. Desde aí uso tênis de trail por segurança. A praia é dividida em setores com bandeiras coloridas indicando a condição do mar. Bandeira verde significa que pode nadar. Amarela exige cuidado. Vermelha é proibido entrar na água. O problema é que o guarda-vidas nem sempre cumpre a função corretamente. Vi bandeira vermelha fincada e gente entrando na água normal, sem ninguém coibindo. O sinal funciona mais como recomendação do que como proibição real. Confie no seu julgamento, não na bandeira.

Os banheiros públicos existem mas são uma piada. Lotados, mal conservados, e muitos fora de operação no final de semana. A solução prática é usar os banheiros dos quiosques. Você não precisa necessariamente comprar algo caro ali. Um água de coco ou um suco custa oito a doze reais e você ganha o direito de usar o banheiro. É barato e resolve o problema rápido.

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o que funcionou pra mim na prática

Em janeiro de 2024, fui visitar a praia do leblon com um grupo de amigos que não moravam no Rio. Um deles, turista de São Paulo, colocou o celular no bolso de trás da bermuda e foi pra areia. Quando percebeu que o celular tinha sumido, já tinha passado vinte minutos. A polícia não registrou nada porque não tinha câmera naquela faixa da praia e o segurança do quiosque não assistiu ao fato. Perda total. A partir daí, mudei minha estratégia. Levo apenas o essencial: chave do carro, um papel com o número do cartão e o celular com a tela bloqueada por impressão digital. Coloco o celular no bolso frontal, sempre. E uso uma mochila pequeña que fico de olho direto. Na areia, enterro a mochila com a parte aberta virada pra baixo, cobrindo com areia leve. Parece bobagem, mas dificulta muito o roubo rápido. Além disso, evito ir com acessórios visíveis como relógios caros ou bijuterias. A regra geral é simples: quanto mais discreto, menos alvo você é.

custos e alternativas

Querosques e restaurantes na orla praticam preços de turismo. Uma cerveja artesanal custa entre 18 e 28 reais. Um prato principal varia de 45 a 85 reais. A água de coco fresco está entre 8 e 14 reais dependendo do quiosque. Se você quer economizar, a saída é levar consigo uma garrafa de água e um lanche. Na entrada da praia, tem supermercado e padaria em todas as ruas laterais. Compro meus sanduíches na Padaria Ponto de Encontro, na rua Sidônio Pais, e compro água no Mercadona, na avenida Epitácio Pessoa. Resultado: gastho menos da metade do que gastaria nos quiosques da areia. Estacionamento é outro ponto delicado. As vagas na orla são limitadas e caras. O valor médio é sessenta reais por quatro horas, cobrado por empresa privada. Tem gente que cobra cinquenta reais por hora fora dos horários regulamentados, então verifique sempre se há placa oficial de estacionamento antes de deixar o carro. Um alternativa melhor é usar o estacionamento do Shopping Leblon, que cobra cerca de trinta e cinco reais por quatro horas, mas fica a quinze minutos a pé da praia. Se o objetivo é economia, essa é a opção mais racional.

limitações que ninguém menciona

A praia do leblon é linda, mas tem um problema estrutural: a poluição sonora é constante. O tráfego na Avenida Ataulfo de Paiva é intenso e o som dos carros, motos e buzinas invade a orla o dia inteiro. Se você busca silêncio e tranquilidade, esta não é a praia certa. Pior ainda no final de semana, quando os shows nos quiosques começam ao meio-dia e só param após meia-noite. O barulho dosaltos é permitido até as vinte e duas horas, mas na prática muitos locais continuam com música alta até tarde. Outro ponto negativo é a superlotação em períodos de férias e feriados. Em janeiro, a praia atinge lotação máxima com facilidade. Caminhar pela areia vira uma marcha lenta. O chão vira um tabuleiro de xadrez de guarda-sóis e toalhas. Para quem quer praticar esportes ou simplesmente esticar uma toalha sem competir espaço, dias de semana fora de férias são muito superiores. Segunda e terça-feira são os melhores dias da semana para evitar multidão.

Por fim, o risco de arrastões nas áreas mais isoladas da praia, especialmente no início da madrugada, é real. A praia fica praticamente deserta entre uma e cinco da manhã, exceto por alguns bares que ainda funcionam. Há registros de roubos nesse período. Evite estar na areia vazia depois das cinco da manhã. Se quiser pegar o sol nessa horário, fique nas proximidades dos quiosques abertos e movimentados. A praia do leblon funciona bem para uma visita rápida de algumas horas. Para passar o dia inteiro, prepare-se para o calor, a multidão e os preços inflacionados. O melhor horário é entre oito e dez da manhã, antes que a praia exploda em movimento. Leve dinheiro em espécie, protetor solar, chapéu e muita paciência. O resto é questão de adaptação.