A questão do G e do J em protege
Pessoas sempre ficam na dúvida entre protege ou proteje. A forma correta é com G: protege. Mas entender por quê exige olhar para a raiz da palavra e não apenas decorar a grafia. O verbo vem do latim protegere, que tem o mesmo sentido de "cobrir à frente". Isso explica o G. A confusão acontece porque, no português, há uma série de verbos que se escrevem com J — como ajudar, arranjar, construir — então o cérebro tende a generalizar.
protege ou proteje: como resolver de vez
A regra prática é simples. Quando o verbo deriva de palavras com G, a grafia mantém o G. O substantivo proteção já te dá a dica: se a raiz traz G, o verbo também traz. O mesmo vale para progredir, proteger, dirigir. Todos mantêm o G porque a origem latina é clara.
Por outro lado, verbos como ajudar, corrigir (na conjugação com J: vejo, jejum) vêm de raízes diferentes, onde o som de J era natural. Eu já vi muita gente errando isso em relatórios técnicos e e-mails formais. A correção mais rápida que eu uso é verificar o infinitivo: proteger. Se o infinitivo tem G, todas as formas conjugadas também terão.
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Eu protejo, tu proteges, ele protege, nós protegemos, eles protegem. Todas com G. Sem exceção.
Um detalhe que poucos notam: o presente do subjuntivo também leva G (que eu proteja). Esse é o único momento em que o som muda para J na pronúncia, mas a grafia continua com G. Essa irregularidade ortográfica é o que mais gera erro. Se você escrever "proteje", já está errado, mesmo que a pronúncia soe como J. Outra pegadinha: muitos confundem com a palavra rejeição, que tem J porque vem de reijetar (do francês rejeter). A etimologia diferente explica tudo.
A dica final é pratica. Escreva a frase completa com o verbo no infinitivo antes de finalizar. Isso resolve 90% dos casos de dúvidas ortográficas envolvendo G e J em verbos.