O que você precisa saber sobre as cotas no Sisu
Muita gente entra no Sisu achando que é só colocar a nota do Enem e esperar. A verdade é que sem entender como as cotas funcionam, você provavelmente vai desperdiçar uma das duas chamadas do ano. As cotas determinam em qual concorrência sua inscrição vai entrar, e isso muda completamente o cenário competitivo. Existem dois grandes grupos de cotas. O primeiro é a cota de escolaridade pública, que se aplica a quem estudou integralmente em escolas públicos do Brasil. O segundo é a cota de renda e autodeclaração racial, que exige cumprir dois critérios ao mesmo tempo: ter estudado em escola pública E ter renda familiar bruta per capita de até um salário e meio mínimo. Dentro desse segundo grupo, ainda há subdivisão por raça e cor: preto, pardo ou indígena.
quais são as cotas do sisu
Para responder essa pergunta de forma direta, as cotas atuais são estas: Cota de Vagas para todos os candidatos que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Essa é a cota que mais pessoas se enquadram. Se você fez ensino médio integralmente em escola pública, independente de renda ou cor, você entra nessa. A porcentagem de vagas reservadas varia entre 50% e 60% dos cursos, dependendo da instituição. O Ministério da Educação define esses percentuais a cada edição.
Cota de Vagas com autodeclaração (PPI - Preto, Pardo ou Indígena) que também estudou em escola pública. Aqui o critério racial entra em jogo. O candidato precisa se autodeclarar preto, pardo ou indígena no cadastro do Enem, além de ter estudado integralmente em escola pública. A reserva dessas vagas costuma ser 50% das vagas destinadas à cota de escola pública, mas isso pode mudar de edição para edição. É importante confirmar o edital específico do Sisu em que você vai se inscrever. Vagas para pessoas com deficiência. Essa é uma cota à parte, que funciona de forma independente das duas anteriores. O candidato precisa declarar a deficiência no Enem e escolher uma subcota: baixa visão ou deficiência visual, surdez, deficiência física ou outra deficiência. A reserva varia entre 5% e 20% das vagas totais do curso.
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No dia da inscrição, o sistema pede esses dados de novo. E é exatamente aqui que muita gente erra. Você não pode simplesmente declarar cota de boas intenções. O que você marcar no Sisu precisa bater com o que você declarou no Enem. Se você escolheu escola pública no Sisu mas no seu cadastro do Enem colocou ensino privado, a inscrição é eliminada. Já vi candidatos perderem a vaga porque esqueceram de selecionar a cota na hora de preencher as preferências, mesmo tendo direito a ela. Outro detalhe que quase ninguém considera na hora de escolher: a concorrência muda drasticamente dependendo da cota. Uma faculdade de medicina que tem média de corte de 750 pontos na ampla concorrência pode ter média de 680 pontos na cota de escola pública e 650 na cota PPI. Não é regra, mas é a tendência que aparece nos resultados das edições anteriores. Dar uma olhada no histórico de notas de corte por cota de cada curso pode fazer a diferença entre entrar ou não.
Tem ainda o caso das universidades federais que oferecem cotas complementares além das previstas em lei. A Universidade de São Paulo, por exemplo, tem política de cotas própria para alguns cursos de graduação, com critérios diferentes do Sisu. Se você está mirando uma universidade estadual ou privada que participa do programa, as regras podem variar. Sempre leia o edital da instituição, não apenas as regras gerais do Ministério. A veracidade das informações declaradas é conferida pelo cadastro do Enem. Se houver divergência, a inscrição é cancelada. Não tem recurso prático nessa situação, então o melhor é conferir tudo com calma antes de confirmar as preferências. Leva uns cinco minutos e evita dor de cabeça depois.
O site oficial do Sisu é o melhor lugar para verificar os editais atualizados e os percentuais de cada edição. Lá você encontra também o histórico de notas de corte por curso e por cota, informação essencial para montar um cronograma de candidatura realista.