A posição da lua durante a fase de lua nova
qual é a posição da lua na fase lua nova
O Sol, a Lua e a Terra se alinham aproximadamente na mesma linha durante a lua nova. A Lua fica entre o Sol e o planeta. Esse alinhamento é chamado de conjunction inferior em terminologia astronômica. Como resultado, o lado iluminado da lua está virado para longe da gente, então praticamente não dá para ver o disco lunar no céu noturno. A posição aparente da lua nova fica bem perto do Sol no céu. Ela nasce perto do amanhecer e se põe perto do anoitecer. Isso significa que ela está no céu durante o dia, não à noite. Para a maioria das pessoas, isso torna a lua nova invisível a olho nu, porque o brilho do Sol ofusca qualquer coisa próxima a ele no firmamento.
Do ponto de vista mecânico orbital, a lua nova ocorre quando a longitude eclíptica da Lua é igual à longitude eclíptica do Sol, com ambos os corpos tendo latitude eclíptica próxima de zero. A Lua está no seu nó ascendente ou descendente, ou muito perto deles, durante esse evento. Esse é também o único momento em que um eclipse solar pode acontecer, porque os três corpos precisam estar perfeitamente alinhados. O problema prático que sempre me atrapalha é que as efemérides dão o momento exato da conjunção, mas a visibilidade real depende de vários fatores extras que o cálculo bruto não mostra. Latitude geográfica do observador, refração atmosférica, topografia local e até a altitude da Lua acima do horizonte no momento do crepúsculo fazem toda diferença. Já perdi horas procurando uma lua nova "invisível" porque minha efeméride dizia que estava a apenas dois graus do Sol, mas eu não considerei que no meu local o Sol já tinha se posto e a Lua ainda estava bem abaixo do horizonte devido à minha latitude e à inclinação da eclíptica naquele período do ano. A solução foi cruzar a efeméride com um software de carta celeste, como o Stellarium, configurado para o horário e local exatos, e ver a altitude real dos dois corpos no tempo certo. O Stellarium mostra a posição exata, o que economiza bastante tempo em vez de depender apenas dos números brutos das efemérides.
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Outro detalhe que muita gente não leva em conta é que a elipticidade da órbita lunar faz com que a distância angular entre a Lua e o Sol na conjunção varie. Às vezes a Lua passa mais ao norte ou mais ao sul do plano eclíptico do que o esperado, o que significa que mesmo durante a lua nova ela pode ficar alguns graus acima ou abaixo do Sol no céu. Isso explica por que eclipses solares não acontecem todo mês: a Lua na maioria das lua novas passa por cima ou por baixo do Sol do nosso ponto de vista, sem fazer contato direto. Se você precisa calcular a posição com precisão, os dados do JPL Horizons da NASA são a referência padrão. A precisão chega a segundos de arco para a posição relativa Sol-Lua-Terra. Para uso amador, tabelas como as do Astronomical Algorithms de Jean Meeus funcionam bem, mas exigem pelo menos uma noite para rodar os cálculos manualmente. O atalho é usar a API pública do JPL Horizons, que devolve coordenadas horizontais e equatoriais em formato legível, levando em conta a parallaxe do observador na superfície terrestre.
O limitação mais chata dessa configuração é que a lua nova, por definição, nunca é visível a olho nu em condições normais. Mesmo com telescópios, o risco de danificar o equipamento apontando para o Sol é alto demais se você não usar filtro solar adequado. A única situação em que é possível enxergar um filamento fino de lua nova perto do horizonte logo após o pôr do sol é quando a Lua está em seu nodo e a geometria orbital favorece uma separação angular maior. Até aí, o tempo de janela de visibilidade costuma ser de 10 a 20 minutos, dependendo da latitude e da transparência atmosférica. Um workaround útil que eu adoto é monitorar a elongação oeste da Lua nos três dias antes da conjunção exata. Nesse período, a Lua já está se aproximando do Sol, mas ainda pode aparecer como um arco muito fino no céu crepuscular. Anotar a hora do crepúsculo civil do seu local e comparar com a hora do pôr do Sol ajuda a prever se vale a pena tentar a observação. Em regiões tropicais, como o nordeste do Brasil, a diferença entre o pôr do Sol e o crepúsculo é menor, o que reduz a janela de observação para menos de dez minutos. Em latitudes mais altas, como no sul do Chile, o crepúsculo dura mais, e a possibilidade de avistar um filamento fino aumenta significativamente.
A fase seguinte à lua nova é o crescente crescente, que surge poucos dias depois quando a Lua se afasta angularmente do Sol. Nesse momento, o disco iluminado volta a ser visível no céu vespertino. Para quem observa, esse é o momento mais prático de começar a rastrear a Lua, porque a elongação já permite visualização segura sem risco de apontar para o Sol.