Quantas Linhas Tem Que Ter O Desenvolvimento De Uma Redação - Quantas Linhas Uma Redação Deve Ter - NAZAEDU
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O que realmente acontece quando você escreve um desenvolvimento

Você senta pra escrever uma redação e começa a contar linhas. Parece simples, mas tem coisa que ninguém fala direito sobre isso. O desenvolvimento é onde a nota vai ou não, e o tamanho importa, mas não do jeito que muita gente acha. A estrutura padrão do ENEM e da maioria dos vestibulares pede dois parágrafos de desenvolvimento. Cada um precisa ter entrada, argumento desenvolvido e algum tipo de fechamento que conecte com a tese. Isso dá entre 7 e 10 linhas por parágrafo, num total de 14 a 20 linhas para os dois juntos. Mais que isso e você começa a repetir. Menos que isso e o examinador não tem material suficiente pra pontuar os critérios de competência.

Quantas linhas tem que ter o desenvolvimento de uma redação

A resposta curta é entre 14 e 20 linhas no total, divididas em dois parágrafos. Mas o número exato depende de como você organiza o raciocínio dentro de cada bloco. Tem gente que consegue fechar um argumento sólido em 6 linhas. Tem gente que enche linguiça e gasta 12 sem dizer nada novo. O segredo não é o número, é a densidade. Eu já corrigi redações de tudo quanto é tipo. Uma vez recebi um texto com um desenvolvimento de 18 linhas muito bem construído, com dados concretos e análise causal. Outra vez vi um com 11 linhas que tinha mais substância que metade das que li naquele dia. A nota foi proporcional ao conteúdo, não ao comprimento. Mas chegar abaixo de 12 linhas no total quase sempre mata a competência 3, que avalia a capacidade de organizar e relacionar informações.

Um detalhe que poucos levam em conta: a contagem de linhas varia conforme a letra e o espaçamento. Se você escreve com letra muito apertada, cada linha cabe mais palavras. Se usa letra grande, cabe menos. O recomendável é manter um padrão durante toda a prova. Eu costumo deixar uma margem mínima de quatro palavras entre cada linha pra não criar ambiguidade na hora da correção.

Como montar cada parágrafo sem perder tempo

Cada parágrafo de desenvolvimento segue basicamente a mesma arquitetura. Você abre com uma ideia central, que pode vir da própria proposta ou de um dado do próprio texto motivador. Depois entra o argumento em si, com exemplos, dados ou raciocínio lógico que sustenta essa ideia. Finaliza com uma retomada que amarra o parágrafo aothesis geral. O erro mais comum que eu vejo é começar o parágrafo apenas repisando o tema. "A questão ambiental é importante porque..." Isso não funciona. O examinador já sabe que o tema é importante. Você precisa mostrar por quê, de que jeito e com quais consequências. A primeira frase do parágrafo deve conter, necessariamente, a ideia articuladora daquele bloco.

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Outra coisa prática que faz diferença: use conectivos no início do parágrafo, mas não comece todo parágrafo com o mesmo. Sequências como "Além disso", "Por outro lado", "Dessa forma" são úteis, mas se você repetir três vezes "além disso" em dois parágrafos, fica evidente que está preenchendo espaço. Varie. Use "Portanto" quando for concluir um raciocínio. Use "Contudo" quando for apresentar um contraponto. Isso mostra domínio de coesão, que é um dos critérios avaliados. Existe também o problema das repetições. Eu já vi candidato desenvolver dois parágrafos praticamente idênticos, só mudando a primeira palavra. O segundo parágrafo precisava trazer um ângulo diferente pra mesma tese, não o mesmo argumento vestido com roupas novas. Se você perceber que está dizendo a mesma coisa, pare e pense qual ângulo ainda não explorou. Causa? Consequência? Dado histórico? Perspectiva legal? Sempre sobra um ângulo disponível se você procurar com atenção.

Quando o limite de linhas vira armadilha

Tem gente que acha que escrever mais linha garante mais pontos. Isso é mito perigoso. Excesso de texto no desenvolvimento gera dois problemas imediatos: repetição e perda de foco. O examinador lê centenas de redações. Ele reconhece rápido quando você está enrolando. O resultado é perda de pontos na competência 5, que avalia a proposta de intervenção, porque você chega lá sem fôlego ou com argumentos fracos. Um caso específico que eu lembro bem foi de um candidato que escreveu 14 linhas no primeiro parágrafo e só 3 no segundo. O primeiro era bom, cheio de informações. O segundo era basicamente uma frase solta. A nota caiu justamente por desequilíbrio. Cada parágrafo precisa ter peso similar. Se um ficou longo, o outro precisa compensar com qualidade, não com quantidade.

Se você estiver no dia da prova e perceber que está ficando sem espaço na folha, corte o que for acessório. Mantenha o núcleo do argumento. Dica prática: reserve os últimos cinco minutos só pra reler o desenvolvimento e cortar repetições ou explicações redundantes. Isso costuma ganhar uma linha ou duas no final sem prejudicar o conteúdo.

Erros que custam linha e pontuação

Repetir a mesma fonte em dois parágrafos é um clássico. Se você citou um dado do IBGE no primeiro, não repita o IBGE no segundo a não ser que seja um dado diferente. Troque de referência. Pode ser um dado do governo, uma lei, um autor estudado, um exemplo histórico. Isso demonstra amplitude de repertório, que pesa positivamente. Outro erro frequente é usar o parágrafo de desenvolvimento pra fazer introdução. Você já apresentou o tema e a tese na introdução. Não volte a explicar o que é o problema. Vá direto pro argumento. A introdução é curta propositalmente. O desenvolvimento é onde você mostra que sabe argumentar.

Também tem quem escreva trechos inteiros de citações sem analisar. Colocar uma frase de algum filósofo ou autor não é argumento por si só. O examinador quer ver você usando essa citação a serviço do seu ponto, não apenas decorando uma frase bonita. Três linhas de análise valem mais que cinco de citação solta.