Sobre a autoria de Sonho do Douro
Quem escreveu o livro Sonho do Douro foi Almeida Faria, autor português nascido em Braga em 1926 e falecido em 2005. A obra foi publicada em 1981 e valeu-lhe o Prémio Maria Archer da Associação Portuguesa de Escritores. Almeida Faria era sobretudo conhecido como romancista, ensaísta e jornalista, tendo deixado uma obra literária significativa centrada na realidade portuguesa, com temática frequentemente ligada ao Douro, à vida rural e às transformações sociais do país.
quem escreveu o livro sonho douro
A resposta direta é Almeida Faria, mas convém contextualizar, porque a pergunta aparece frequentemente associada a confusões. Há quem pense que se trata de uma obra mais antiga ou até de um texto colectivo. Não é. É um romance individual, escrito por Almeida Faria, dentro da tradição realista portuguesa do século XX. O livro insere-se no contexto da produção literária portuguesa dos anos 1980, quando autores como o próprio Almeida Faria, Agustina Bessa-Luís e outros procuravam retratar as raízes do país. Sonho do Douro tem como pano de fundo a região transmontana e duriense, explorando tensões familiares, a ligação à terra e a memória colectiva.
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Uma nota prática que pode interessar quem procura o livro: as edições originais já estão esgotadas, o que torna certas tiragens difíceis de encontrar em livrarias físicas. O mais viável é procurar edições de bolso ou versões digitais em plataformas como a Amazon ou a Book Depository, onde há cópias usadas disponíveis. A ISBN da edição mais comum é 972-21-0532-0, da Editora Civilização. Se quiser confirmar a autoria antes de comprar, basta verificar esses dados no Google Books ou na Biblioteca Nacional Digital. Há também uma segunda obra chamada "O Sonho do Douro" que não pertence ao mesmo contexto. Alguns confundem com um texto de Eugénio de Andrade ou com compilações poéticas regionais, mas não tem qualquer relação directa. O que importa reter é que a autoria do romance Sonho do Douro é inequivocamente de Almeida Faria, publicado pela primeira vez em 1981 pela Editorial Presença.
Se a sua intenção for estudar a obra, recomendo ler primeiro uma análise crítica como a de José Carlos Seabra Pereira ou os ensaios reunidos em "Almeida Faria: Caminho e Obra". O romance em si não é extenso, mas exige leitura atenta porque a estrutura temporal é fragmentada — a narrativa salta entre passado e presente de forma não linear, o que pode confundir leitores desprevenidos. Para quem quer acesso directo ao texto, a Biblioteca Nacional de Portugal disponibiliza exemplares digitalizados no portal purl.pt. É gratuito e não precisa de registo. Também o projecto Gutenberg Portugal tem cópias em formato EPUB e PDF.