Questões Era Vargas 9º Ano Com Gabarito - Questões Era Vargas 9º Ano Com Gabarito - FDPLEARN
Questões Era Vargas 9º Ano Com Gabarito - FDPLEARN

Questões sobre o período de Getúlio Vargas no ensino fundamental

Estudar o Brasil entre 1930 e 1945 exige conhecimento de vários eixos que se entrelaçam. A chegada de Vargas ao poder, a Revolução de 30, a Constituição de 1934, o Estado Novo, a segunda guerra e o desfecho democrático formam um ciclo que cai com frequência em provas do enebem e concursos de professores. Os alunos costumam confundir datas, leis e personalidades porque o período é denso e as fontes escolares muitas vezes apresentam tudo de forma linear, sem mostrar as contradições.

O que procurar em questões era vargas 9º ano com gabarito

Ao selecionar exercícios prontos, é importante verificar se o gabarito traz justificativa ou se limita a marcar a alternativa correta. Material bom explica por que uma opção está errada e outra certa. Esse detalhe faz diferença, porque a prova do sexto ano e do nono exige que o estudante interprete textos, gráficos e charges, não apenas decore anos. Encontrei no passado uma lista onde a questão sobre a Força Expedicionária Brasileira apontava "1945" como resposta para a data da criação da DDD, o que está errado. A DDD surgiu em 1943, enquanto a mobilização efetiva dos combatentes ocorreu entre 1944 e 1945. Esse erro me fez montar uma planilha própria, cruzando fontes como o livro do Boris Fausto e documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo, para criar questões mais precisas.

Como montar uma prova eficiente

Comece definindo o recorte temático. É mais produtivo focar em um bloco, como o Estado Novo, do que pedir tudo junto. Prepare três a cinco questões objetivas bem construídas e duas dissertativas curtas. Use comandos claros, como "explique", "compare" ou "indique". Evite afirmativas absolutas, porque história raramente funciona assim. Inclua pelo menos um texto-fonte, um artigo de jornal da época ou uma charge, para testar a competência de análise de fontes. No caso das objetivas, cada distrator precisa parecer plausível. Uma pegadinha comum é usar nomes de decretos verdadeiros em contexto errado, como atribuir o Decreto-Lei 4.197 sobre liberdade sindical ao governo de JK, quando ele data de 1942. Outra armadilha é misturar datas: a promulgação da Constituição de 1934 acontece antes do Golpe de 37 que instaura o Estado Novo, e muitos estudantes inverteram essa ordem em simulados que vi corrigindo. Quando isso aparece, vale corrigir diretamente, mostrando a linha do tempo no quadro, não apenas a resposta.

Para as dissertativas, exija dois parágrafos no máximo, com introdução, desenvolvimento e fechamento implícito. Peça sempre a relação causa-efeito, porque esse é o cerne da aprendizagem histórica. Um exemplo típico de comando é "Explique como a industrialização por substituição de importações se articulou ao nacionalismo econômico durante o Estado Novo". O aluno precisa citar a criação da CSN, a Petrobras como consequência posterior, e o modelo intervencionista de Vargas, sem sair para outros temas.

Principais temas que precisam aparecer

Revolução de 1930 e a questão da sucessão. Vargas assume provisoriamente e depois convoca eleições, mas a crise política e os interesses regionais impedem a normalidade. A aliança entre cafeicultores e militares perde força quando o tenentismo se radicaliza. Esse movimento é essencial para entender por que a eleição de 1933 e a Assembleia Constituinte de 1934 são resultados diretos do processo revolucionário. Voto secreto e direito das mulheres. O Código Eleitoral de 1932, criado pelo Decreto 21.076, garantiu o voto feminino no Brasil. Muitas provas cobram esse marco, mas os alunos esquecem que as mulheres só votaram de fato a partir de 1933. A restrição às alfabetizadas também costuma cair, então vale incluir essa nuance nas questões.

Estado Novo e censura. A Constituição de 1937, conhecida como Polaca, centralizou o poder. O DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, controlou a mídia. Aqui os alunos tendem a simplificar e dizer que "Vargas era ditador", mas a prova pede especificação: quem eram os ministros-chave, como funcionava a censura prévia, e quais leis restritivas foram editadas por decretos-lei. A resposta precisa mencionar o autoritarismo institucional, não apenas um adjetivo genérico. Segunda Guerra Mundial e a participação brasileira. A Declaração de Guerra em 1942, após os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros, e o envio da FOB em 1944. Alguns livros didáticos dão destaque excessivo à batalha de Monte Castelo, mas é importante contextualizar que a participação foi simbólica em termos numéricos, porém relevante diplomaticamente para o pós-guerra. O retorno dos veteranos e a pressão pela redemocratização são consequências imediatas que as questões costumam cobrar.

Pitfalls comuns na correção

Professores costumam perder tempo com questões mal formuladas que geram recursos ou confusão. Um erro frequente é usar termos como "socialismo" para descrever o trabalhismo varguista. O estatuto do trabalho e a legislação previdenciária não eram socialistas, eram corporativistas. Outra pegadinha que vejo todo ano é a questão sobre a ANVISA, que não existia na época; a equivalente era o SNS, criado em 1953. Se o gabarito não observa essas distinções terminológicas, o aluno aprende conceitos errados e a prova perde validade. Também é comum exigir que os alunos citem nomes de personagens secundários, como Jonas Coimbra ou Pedro Ernesto, sem contexto. Isso vira decoreba pura. Prefira cobrar ideias, processos e consequências. A prova que fiz no ano passado sobre a criação da CLT pediu apenas a interpretação de um artigo selecionado, não a memorização de todos os 488 artigos. Resultado: maior qualidade nas respostas e menos perda de tempo com recursos.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Como organizar o material para distribuição

Monte um pacote com oito questões objetivas, quatro dissertativas e o gabarito comentado. Divida por tópicos para facilitar o estudo autônomo. Adicione uma linha do tempo simplificada com os marcos legais mais importantes: 1930, 1932, 1934, 1937, 1943, 1945. Inclua uma seção de bibliografia básica, com duas ou três referências confiáveis, como "História do Brasil" de Bóris Fausto e "Getúlio, o poder da construção" de Lilia Schwarcz. Isso dá sustentação ao material e permite que o aluno aprofunde. Se o objetivo é usar online, converta para PDF e mantenha o arquivo leve. Evite imagens pesadas que travam a navegação em escolas com internet precária. Teste a legibilidade em tela de celular, porque muitos alunos acessam assim. Fiz um ajuste simples em 2024 ao perceber que a fonte Arial tamanho 11 ficava ilegível em some telas de baixa resolução. Mudei para 12 e aumentei o espaçamento entre linhas em 1,5. A taxa de reclamações sobre dificuldade de leitura caiu quase a zero no trimestre seguinte.

Limitações que você precisa saber

Questões prontas, mesmo bem elaboradas, nunca substituem a leitura de fontes primárias. Um gabarito pode apontar a resposta certa, mas não ensina o estudante a pensar criticamente sobre um discurso político da época. Se possível, complementa com trechos de discursos de Vargas, como o famoso "A Hora e a Vez dos Advogados" ou trechos da Constituição de 1937. Assim a prova passa de memorização para análise. Outra limitação é o risco de anacronismo. Usar categorias contemporâneas, como "direitos humanos" ou "democracia liberal", para julgar a década de 1930 sem contextualização gera distorções. O aluno precisa entender que os valores políticos mudam. Quando vejo erros sistemáticos nesse sentido, recomendo inserir uma questão reflexiva sobre o uso de conceitos atuais em contextos históricos, para treinar o pensamento histórico crítico desde o início do semestre.

Uma questão-modelo para usar amanhã

Observe o texto abaixo e responda. "O governo provisório de 1930 criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e promulgou o primeiro código trabalhista. A Constituição de 1934 consolidou esses direitos, mas o Estado Novo, instaurado em 1937, subordinou os sindicatos ao Estado, sob o controle do DIP."

a) Explique a tensão entre a consolidação dos direitos trabalhistas e o controle estatal dos sindicatos durante a Era Vargas. b) Cite um mecanismo institucional usado pelo DIP para exercer a censura e a propaganda.

Gabarito: a) A tensão reside no fato de que Vargas construiu apoio popular por meio de legislação trabalhista, mas ao instituir o Estado Novo, subordinou os sindicatos ao poder estatal, transformando a proteção laboral em instrumento de controle político. Os direitos existiam, porém sem autonomia sindical.

b) O DIP utilizava a censura prévia de publicações, a produção de propagandas radiofônicas, a criação do Radiodifusão e o acompanhamento de artistas e intelectuais, exigindo alinhamento político como condição para a circulação pública.

Recursos adicionais

Para quem busca material pronto, sites como o portal do IBGE, o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil e o acervo digital da Fundação Getulio Vargas oferecem documentos acessíveis. Também posso indicar o livro "Brasil: uma biografia", de Schwarcz e Milhazes, embora seja mais denso. Em termos de questões, recomendo fazer um banco próprio, revisado a cada semestre, porque os manuais antigos trazem erros que persistem por anos sem correção. Se precisar de adaptações para turmas com dificuldades de leitura, reduza o vocabulário técnico e adicione glossário. Para turmas avançadas, inclua debates sobre historiografia, mostrando que a interpretação do período mudou muito desde os anos 1970. A diferença entre estudar "o que aconteceu" e "como sabemos que aconteceu" é o que separa uma avaliação mecânica de uma avaliação formativa de qualidade.