Questões Sobre Preposição - Exercícios Sobre Preposição De Lugar – CEISP
Exercícios Sobre Preposição De Lugar – CEISP

Por que preposição é o tipo de coisa que todo mundo erra no mesmo jeito

Preposição em português não tem regra fixa que você decore e funcione para tudo. Tem regência, tem sentido figurado, tem aquelas construções que todo mundo usa e a gramática normativa quase ignora. Se você está estudando questões sobre preposição, provavelmente já travou em alguma pergunta de concurso ou prova e pensou que o gabarito estava errado. Na maioria das vezes não estava. Só que a sua intuição linguística estava baseada no uso real, não na norma culta exigida. Eu perdi um dia inteiro revisando questões de uma banca CEBRASCE onde o examinador queria a crase antes de nome feminino que começava com som de "r". Tipo "à rédua". Ninguém fala assim. Mas a questão pedia. Aí você tem duas opções: estudar a norma como ela é ou tentar adivinhar o que o examinador quer. Dica: estude a norma. A adivinhação dá certo em talvez trinta por cento das vezes, depende da banca.

como lidar com questões sobre preposição na prática

A primeira coisa que você precisa entender é que preposição sozinha não resolve nada. O que importa é a regência do verbo ou do nome que está na frente. Você não escolhe a preposição. Ela é exigida pela palavra anterior. Isso parece óbvio, mas é o erro número um em testes objetivas. Quando eu comecei a revisar questões, eu tratava preposição como vocabulário isolado. Anotava "aspirar a" num caderno, "gostar de" noutro. Funcionava até aparecer uma questão com "precisar de" ou "obedecer a" e eu marcava a opção errada porque minha memória falhou. Aí eu mudei de estratégia. Comecei a agrupar por classe verbal. Verbos transitivos diretos, indiretos, bitransitivos. Substantivos que pedem "de", adjetivos que pedem "em". Ficou mais sistemático.

O problema é que a língua portuguesa tem várias camadas. O uso coloquial empurra preposições pra onde a norma não empurra. Eu vi gente marcar "para mim fazer" como errado e "pra eu fazer" como certo. Depende da banca. FGV adora cobrar a forma culta. CESPE às vezes aceita construções mais flexíveis. VUNESP fica no meio, mas pende pra conservador. Você precisa saber qual banca está na sua frente.

regência verbal: onde a maioria escorrega

Vou citar alguns verbos que aparecem constantemente em questões e que as pessoas erram com frequência absurda. O verbo "aludir" pede preposição "a". "Aludir a algo". Ninguém lembra disso. "Implicar" no sentido de "acarretar" é transitivo direto, não pede preposição. "Implicar em" é outro sentido, o de "tramar". O verbo "assistir" tem pelo menos quatro sentidos e cada um pede uma coisa diferente. Assistir a um espetáculo (videocassete), assistir ao paciente (médico), assistir a um jogo (torcedor), assistir bem (filhos). Questões adoram cobrar essa polisssemia. Outro ponto que eu aprendi na marra: crase não é só antes de palavra feminina. Crase é a fusão da preposição "a" com o artigo definido "a". Então você precisa ter os dois para existir. Antes de verbo nunca tem crase. Antes de palavra masculina também não, salvo exceções muito raras como "à moda de". Antes de numeral, também não. E o teste prático: se você trocar a palavra feminina por uma masculina e usar "ao", tinha crase ali. Esse truque funciona na maioria das vezes, mas não em todos os casos.

Eu tuve uma situação específica num concurso em 2021 onde a banca cobrava crase em "às vésperas de" e a resposta correta era sem crase porque "vésperas de" não era um termo determinado pelo artigo. A banca queria que você soubesse que crase antes de expressão formada por palavra feminina mais "de" depende de o termo posterior estar determinado ou não. Isso é detalhe que livro didático raramente explica com profundidade.

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preposições que mudam de sentido conforme o contexto

"De" e "em" são as preposições mais abundantes e as mais traiçoeiras. "De" indica origem, posse, matéria, assunto, tempo, causa. "Em" indica lugar, tempo, situação, modo. A confusão acontece quando uma questão mistura esses valores propositalmente. Eu vi uma pergunta em que a alternativa certa usava "sobre" no sentido de "acerca de" e não "em cima de". A banca confundia alunos que traduziam a preposição literalmente. Isso é mais comum em CESGRANRIO e FGV. O conselho é sempre ler a frase inteira antes de decidir qual preposição se encaixa. Palavras isoladas enganam.

A preposição "por" também é um campo minado. Pode significar causa, movimento, duração, substituição, agente da passiva. Em questões sobre preposição, o examinador pode colocar "por" no lugar de "porque" ou vice-versa. "Fui à festa por estar cansado" é causal. "Fui à festa por quê?" é interrogativa. Duas estruturas diferentes com a mesma sequência de palavras. Isso cai bastante.

o lado ruim que ninguém conta

Questões sobre preposição têm um problema estrutural: muitas vezes a resposta certa depende de convenção normativa que não reflete o uso real. Você pode estudar a norma padrão e ainda errar porque o examinador tem uma preferência estilística pessoal. Isso acontece especialmente com banca novas ou regionais que não seguem o padrão das grandes casas. Se você está se preparando para concurso, o recomendado é estudar pelo manual de redação oficial da casa da banca ou por provas anteriores deles. Gramáticas normativas como a Celso Cunha ou a Nova Gramática do Português Contemporâneo são boas, mas não substituem o contato com o estilo da banca. Eu gastei dois meses estudando com gramática geral e minha taxa de acerto em preposição era trinta e cinco por cento. Quando passei a resolver sessenta questões anteriores da mesma banca, subiu para oitenta e dois por cento em duas semanas.

Outro ponto: você não consegue dominar preposição só com teoria. Precisa de volume de prática. Questões sobre preposição precisam ser resolvidas em quantidade, com revisão dos erros. Cada erro que você comete deve ser registrado com a justificativa correta. Um caderno de regência organizado por verbo vale mais do que qualquer resumo de crase que você já viu.

exceções e armadilhas avançadas

Tem um conjunto de regras que muita gente esquece e que aparece em nível difícil. A preposição "a" pode se fundir com artigos, pronomes demonstrativos e relativos. Isso gera "ao", "àquele", "à qual". O examinador pode tentar confundir com "a" oblíquo (pronome) que não leva crase. "Darei a ela o livro" não tem crase porque "ela" é pronome pessoal e não admite artigo. Outra armadilha clássica: crase antes de nome próprio feminino. Se o nome vem determinado, tem crase. "Refiro-me à Maria de tal família". Se não vier determinado, não tem. "Fui a Paris". Mas aí tem a questão polêmica de nomes de cidades. "Fui a São Paulo" ou "Fui à São Paulo"? Depende do estado. São Paulo (cidade) não leva crase na maioria das bancas. São Paulo (estado) também não, mas isso varia conforme a banca. Se você não tiver certeza, considere o contexto da frase. Palavra "à" antes de nome de cidade é raro e geralmente está errado.

O uso de "haja visto" versus "havido visto" também é clássico. "Haja visto" é correto como forma nominal de verbo, mas muita gente confunde com "havido". Questões cobram isso em textos dissertativos. Eu vi uma em que a banca considerava "haja visto" errado e "havido visto" certo em determinado contexto. A verdade é que ambas as formas existem, mas em registos diferentes. O problema é que o examinador escolheu um que não era consensual.