Guia prático para trocar rodas da Honda NXR 150 Baura
A Honda NXR 150 Baura é uma moto que o pessoal usa bastante no interior de São Paulo e em cidades do Paraná e Santa Catarina. Com o tempo, o aro entra torto, os raios soltam, ou simplesmente você quer trocar porque o disco de freio começou a amassar mesmo não tendo batido nada. É uma troca relativamente simples, mas tem uns detalhes que quem nunca fez acaba aprendendo na marra. A Baura original usa aro 17 na frente e atrás, com 36 raios e câmara de ar. A maior parte das lojas de peças em Bauru e regiões próximas já trabalha com esse padrão. Se você for procurar rodas motos bauru, vai encontrar principalmente opções de aro de ferro básico ou aro 18, que muita gente coloca pensando que melhora a estabilidade, mas só piora o manuseio em terra batida.
Onde encontrar roda motos bauru com preço justo
O mercado de rodas para Baura é bem concentrado em algumas regiões. Lojas especializadas em peças para motos truck na região de Bauru-SP costumam ter os melhores preços, mas muitas vezes vendem apenas o aro sozinho, sem os raios montados. O ideal é pedir o kit completo com jante, aro, raios, cubo traseiro ou dianteiro, e câmara de ar já incluso. Eu comprei meu primeiro kit de rodas para a Baura em uma loja em Pirassununga, a cerca de 40 quilômetros de Bauru. Paguei cerca de R$ 280 o aro traseiro montado com raios e câmara, e R$ 220 o dianteiro. Em 2024, os preços subiram para a faixa de R$ 350 e R$ 300 respectivamente. Se alguém oferecer um preço muito abaixo disso, verifique se é aro de sucata reformado. O aro usado muitas vezes vem endireitado a martelo, perde a vida útil rapidamente, e racharia em poucos milhares de quilômetros.
Processo de troca passo a passo
Comece pela roda dianteira. Solte a porca do eixo dianteiro com a moto em pé, use uma barra de ferro como alavanca se necessário. Remova o eixo, retire o garfo, e tire a roda velha. No traseiro, solte o contra-eixo e o tensor que segura a corrente. Deslize o eixo traseiro para fora, solte o tensor completamente, e remova a roda. Não tente forçar nada. Se o eixo não sair, provavelmente há ferrugem. Um pouco de WD-40 e meia hora de espera resolve. Ferva água e jogue sobre o eixo se estiver realmente travado — o calor dilata o metal e solta a oxidação. A montagem da nova roda começa pelo aro dianteiro. Passe a câmera de ar, depois o pneu. O pneu de Baura costuma ser um 80/100-17 para frente e 90/100-17 para trás. Recomendo um pneu tipo off-road leve, como o Metzeler Karoo 3 ou o Pirelli Scorpion Adventure, que aguentam melhor o uso em terra e estradas de chão.
No traseiro, o processo é mais trabalhoso porque envolve o cubo, a corrente e o sistema de tensionamento. Coloque a corrente nova antes de montar a roda, pois fica muito mais difícil depois. Use uma corrente 428H com 114 elos, que é o padrão da Baura. Não economize na corrente. Uma corrente barata desgasta o cassete e a coroa em metade do tempo, e chega a arrebentar em viagem. Após montar a roda traseira, ajuste o tensionamento da corrente. O correto é ter entre 15 e 20 milímetros de folga quando você pressiona a corrente na parte de baixo do traçado. Se ficar muito apertado, o eixo do motor e o rolamento da roda traseira sofrem. Se ficar muito frouxo, a corrente pode saltar em curvas fechadas. Teste isso com a moto pesada, não vazia. A suspensão compresse e muda a geometria.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Problema real que eu enfrentei
Quando troquei as rodas da minha Baura pela segunda vez, comprei um kit em uma loja online que dizia ser novo e lacrado. Quando chegou, percebi que o aro traseiro tinha uma pequena deformação no formato circular. Não era perceptível a olho nu, mas quando fiz o balanceamento caseiro girando a roda em pé sobre o chão, vi que a roda oscilava cerca de 3 milímetros em cada rotação completa. Esse erro é imperdoável em um produto novo. A solução foi mandar endireitar a roda em uma loja especializada em raios de Bauru, perto do terminal rodoviário. O serviço custou R$ 40, e levar cerca de 30 minutos. O resultado ficou perfeito. Recomendo esse procedimento sempre que receber qualquer roda nova — teste antes de montar, pois depois que o pneu e a câmara estão instalados, fica mais complicado verificar.
Dicas técnicas que valem mais que o preço pago
Sobre o balanceamento: a Baura não precisa de pesos de chumbo como carros. O suficiente é garantir que a roda gire livre sem vibração. Pendure um peso de ferro pequeno no aro onde sentir a vibração durante o giro manual. Isso resolve 90% dos casos de balanceamento em motos pequenas. Sobre os raios: todos os 36 raios devem estar com a tensão correta após a primeira viagem de 50 quilômetros. Os raios novos esticam um pouco, e a roda pode precisar de reaperto. Volte à loja e peça para dar um aperto geral nos raios. Isso evita que a roda fique torto após alguns milhares de quilômetros.
Sobre a câmara de ar: sempre troque junto com o pneu. Câmaras usadas têm microperforações que não aparecem visualmente, mas que causam perda lenta de pressão. Perda de pressão causa superaquecimento do pneu e risco de estouro em estrada. Uma câmara nova custa entre R$ 15 e R$ 25 em qualquer loja de Bauru.
Quando não vale a pena trocar as rodas
Se a Baura ainda tem menos de 30 mil quilômetros, as rodas originais geralmente não precisam ser trocadas. O problema mais comum nessa quilometragem é apenas raios soltos, que se resolvem com um aperto simples. Também não adianta trocar as rodas se o problema for vibração na velocidade — isso costuma ser causada por rolamento gasto no cubo, não pelo aro em si. Trocar apenas o aro não resolve. Outro caso em que a troca não compensa é quando o motor está com folga excessiva nos mancais. A vibração vindo do motor passa para as rodas e faz parecer que elas estão defeituosas. Verifique primeiro a folga do eixo do motor antes de gastar dinheiro com rodas novas.
Se você vai usar a moto principalmente em cidade e assemântas asfalto, talvez não precise investir em rodas reforçadas. O uso em terra e terra batida é que justifica o investimento em rodas mais resistentes e pneumáticos adequados. Para uso urbano puro, as rodas originais duram facilmente 60 ou 70 mil quilômetros se mantidas corretamente.