As siglas estaduais no Brasil: o que você precisa saber na prática
A sigla de todos os estados brasileiros corresponde às abreviações oficiais de duas letras usadas em documentos, emplacamentos, registros e bases de dados. São 27 unidades: 26 estados mais o Distrito Federal. O padrão é definido pela Resolução 771/2018 do Contran para placas de veículos e pelo IBGE para fins estatísticos e administrativos.
sigla de todos os estados
Aqui está a lista completa, na ordem que aparece na maioria das planilhas e tabelas que as pessoas realmente usam no dia a dia: AC – Acre
AL – Alagoas
AM – Amazonas
AP – Amapá
BA – Bahia
CE – Ceará
DF – Distrito Federal
ES – Espírito Santo
GO – Goiás
MA – Maranhão
MG – Minas Gerais
MS – Mato Grosso do Sul
MT – Mato Grosso
PA – Pará
PB – Paraíba
PE – Pernambuco
PI – Piauí
PR – Paraná
RJ – Rio de Janeiro
RN – Rio Grande do Norte
RO – Rondônia
RR – Roraima
RS – Rio Grande do Sul
SC – Santa Catarina
SE – Sergipe
SP – São Paulo
TO – Tocantins
O formato mais útil que eu vejo as pessoas pedirem é uma tabela em CSV ou Excel com duas colunas: o nome completo e a sigla. Eu costumo montar uma planilha assim quando preciso cruzar dados de vendas por unidade federativa, e já encontrei gente usando o Google Sheets ou o LibreOffice Calc para fazer essa conversão automática a partir de uma lista de nomes. Um problema que eu enfrentei recentemente foi ao processar milhares de linhas de um sistema legado onde os estados estavam escritos de formas inconsistentes — "sp", "SP", "São Paulo", "SÃOPaulo", "sao paulo". Meu workaround foi criar uma função de normalização em Python que convertia tudo para minúsculas, removía acentos e fazia um mapeamento por correspondência parcial antes de aplicar a sigla. Funcionou em cerca de 98% dos casos; os 2% restantes eu revisei manualmente. Se você estiver lidando com algo parecido, considere usar a biblioteca fuzzywuzzy ou rapidfuzz para reduzir o tempo de tratamento de horas para minutos.
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Muitas pessoas não sabem, mas existem diferenças sutis entre o uso do Contran e o do IBGE. O Contran padronizou as placas com o padrão Mercosul mantendo as duas letras no canto esquerdo, mas antigas tabelas internas de alguns órgãos ainda usam formatos de três campos (UF, município, etc.) que podem gerar confusão se você fizer importações em lote sem validar os dados primeiro. Eu levei uma surra com isso em um projeto de integração fiscal onde a planilha de referência trazia "DF" como estado mas o sistema esperava "D". A correção foi simples, mas o retrabalho custou dois dias úteis. Outro detalhe que os iniciantes costumam perder: o Tocantins (TO) só existe desde 1988, quando foi separado de Goiás. Se você estiver trabalhando com dados históricos anteriores a essa data, a sigla TO não aparece em nenhuma base oficial da época. O mesmo vale para o Mato Grosso do Sul (MS), que foi criado em 1977 a partir do Mato Grosso original. Dados antigos podem registrar ambos os territórios simplesmente como MT.
Para quem precisa de acesso programático, a API do IBGE oferece endpoints com os nomes e códigos dos municípios organizados por UF, mas não há uma API pública específica apenas para as siglas dos estados. O jeito mais prático é baixar o arquivo ZIP com a tabela completa de municípios e filtrar pelas unidades, ou então manter um arquivo estático próprio que você atualiza quando houver mudanças — o que é raro, já que essas siglas são fixas há décadas. O principal ponto de atenção é a ordenação. A maioria das pessoas organiza alfabeticamente por nome do estado, mas alguns sistemas esperam a ordem regional (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul). Se você está montando uma aba de seleção em um formulário, colocar os estados na ordem alfabética é o padrão mais seguro, mas vale consultar a equipe de quem vai consumir esses dados antes de definir o layout.
Se quiser um arquivo pronto para usar, você pode copiar a lista acima e colar diretamente no Excel, transformando-a depois em tabela com Dados > Converter para Tabela. Para automação, eu costumo salvar como CSV UTF-8 com encoding compatível com sistemas brasileiros de notas fiscais eletrônicas, o que evita problemas de caracteres especiais em processadores como o Sintegra.