Entendendo a acentuação de caju
A sílaba tônica da palavra caju é ju. A palavra é classificada como oxítona, pois a carga tônica recai na última sílaba. Não leva acento gráfico porque as oxítonas terminadas em ditongo aberto (como -u, no caso) são exceções da regra geral. Muita gente pega e marca automaticamente, mas nesse caso o 'j' já é a última sílaba e não precisa de marcação.
Como identificar a sílaba tônica da palavra caju na prática
O processo é mais simples do que parece, mas tem uma pegadinha que todo mundo tropeça. Ao dar uma olhada na palavra, você divide em sílabas seguindo a ordem das vogais: ca-ju. Feito isso, pronuncia a palavra em voz alta — "caJÚ" — e nota onde a pressão sonora aumenta naturalmente. Essa sílaba é a tônica. O problema é que as pessoas costumam confundir ditongos com sílabas separadas. "Caju" termina com um ditongo oral crescente /u/, e isso faz muita gente errar ao tentar aplicar a regra de acentuação dos oxítonos. Já vi revisores marcarem "cajú" com acento por engano, e a correção no software linguístico simplesmente apagava tudo porque a palavra não existia naquele banco de dados.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Para resolver isso, eu usei uma abordagem bem prática: verificar a palavra em pelo menos dois dicionários confiáveis, como o Novo Dicionário da Língua Portuguesa (Michaelis) e o Dicionário Houaiss. Quando ambos concordam que a grafia é "caju" sem acento, você pode ter certeza absoluta. Também é útil consultar a base de dados do Corpus do Português para ver a frequência da forma em textos formais. Leva uns cinco minutos, e evita erro feio em qualquer trabalho de revisão. O que poucos explicam é que "caju" carrega um ditongo crescente /ju/ no final. Na hora de aplicar a regra de acentuação, a primeira coisa que a maioria faz é procurar se a sílaba final é ou não aberta — o que leva ao erro de pensar que precisa de acento. Na verdade, a regra para oxítonas terminadas em ditongo aberto exige que você verifique se o ditongo é oral e se a última vogal é tônica. No caso de "caju", ela é, mas a falta de acento gráfico acontece porque o idioma já consagrou essa grafia como exceção tácita, sem marcação específica. Isso é diferente de palavras como "papai", que têm ditongo aberto mas não recebem acento por ser oxítona terminada em ditongo.
Outro ponto que ninguém menciona: o 'j' em "caju" é realmente a última sílaba, e não parte de um hiato ou separação silábica indevida. Isso significa que você não deve tratar "cajú" como se tivesse duas vogais tônicas, mas sim como uma única sílaba final com carga tônica. A confusão acontece porque algumas pessoas interpretam o ditongo /ju/ como dois segmentos vocálicos independentes, o que não é correto para fins de acentuação. Há ainda um detalhe sobre variação dialetal que merece atenção. Em alguns sotaques regionais, a pronúncia pode enfatizar mais a vogal /a/, o que pode enganar o ouvido de quem está aprendendo. Se você ouvir um falante de certas regiões do Brasil com uma ênfase diferente, não assuma automaticamente que a sílaba tônica mudou — ela continua sendo a última, independentemente da entonação coloquial.
A versão mais abrangente desse conhecimento está disponível no site do Dicionário Houaiss, que além de confirmar a sílaba tônica, traz informações sobre variação fonológica e usos regionais. Também recomendo o curso online da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro sobre fonologia do português, disponível no portal da universidade, que aborda exatamente esse tipo de dúvida de forma estruturada.