Stock Pneus Multimarcas - Pneus Novos | Grande Stock | Multimarcas Olhão • OLX.pt
Pneus Novos | Grande Stock | Multimarcas Olhão • OLX.pt

Como gerenciar estoque de pneus multimarcas na prática

O gerenciamento de estoque de pneus em uma loja que trabalha com múltiplas marcas é um dos processos mais desorganizados que existe no varejo automotivo. A maioria das oficinas e distribuidoras ainda faz isso planilha dentro de planilha, e a confusão acontece rápido. Um pneu que entra como referência genérica de uma marca pode ser trocado por outro de outra marca no mesmo código, e o sistema não avisa de nada.

stock pneus multimarcas: o básico que ninguém ensina

Antes de falar de software ou planilha, precisa entender o que compõe um estoque multimarca. Cada pneu tem referência original do fabricante, referenciação cruzada entre marcas, medidas, linhas de produção, datas de fabricação (DOT), e classificação de uso. Uma mesma medida 205/55 R16 pode existir em dez modelos diferentes de cinco marcas distintas, cada um com preço, margem e giro completamente diferentes. O erro mais comum é tratar todos como intercambiáveis no sistema. Não são. Eu passei dois anos lidando com isso na prática. O problema específico que mais me custou tempo foi quando uma distribuidora me entregou uma nota fiscal com pneus 195/65 R15 Bridgestone instalados com códigos que o sistema deles traduzia para Michelin, mas os DOTs não batiam com o lote declarado. O estoque ficou inchado com referências que não existiam fisicamente. A solução foi simples: comecei a conferência física com oDOT e foto da lateral antes de aceitar qualquer entrada, e parei de confiar cegamente na equivalência automática entre bases de dados diferentes. O processo de conferência leva cerca de 20 minutos a mais por recebimento, mas evita perda de 8% a 12% no inventário.

O método que funciona para controle real

Primeiro, defina uma nomenclatura padrão de entrada. Cada pneu precisa ter ao menos: código do fabricante, medida completa, linha do modelo, DOT, preço de custo, margem esperada e fornecedor. Sem isso, virar um amontoado de SKUs que se confundem. Segundo, use correspondência cruzada de referências. Existem tabelas públicas de equivalência, como a da ABNT e bases de fabricantes como Michelin, Pirelli e Goodyear. O problema é que essas tabelas não são perfeitas. Sempre vai haver uma referência que não aparece em nenhum catálogo. Nesses casos, a regra é: se não consta na tabela homologada, entra como item exclusivo com código próprio, nunca como substituto genérico.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Terceiro, separe o estoque por giro. Pneus de alta rotatividade, como os populares 185/65 R15 e 195/65 R15, precisam de reposição constante. Pneus de nicho, como 225/45 R17 para carros de luxo importados, ficam parados meses. Eu separo o estoque em três camadas: movimento diário, movimento semanal e reposição mensal. Isso ajusta o capital imobilizado e reduz até 30% o dinheiro parado em itens que nunca saem.

Pegadinhas que ninguém conta

A equivalência entre marcas é a maior armadilha. Um pneu Pode ser listado como equivalente em uma tabela, mas o DOT diferente significa que o lote foi produzido em fábrica distinta, com especificações de borracha e estrutura que podem variar. Usar equivalência cega em notas fiscais de entrada gera divergência de inventário que só aparece na contagem física. Eu vejo isso acontecendo todo mês em lojas que confiaram cegamente em softwares que importam tabelas de equivalência automaticamente. Outro ponto: a validade do estoque. Pneus têm vida útil mesmo sem uso. A borracha degrada após cinco a sete anos. Quando o estoque multimarca não controla o DOT de saída, os pneus mais antigos ficam no fundo do galpão enquanto os novos saem primeiro. O resultado é um estoque com itens vencendo silenciosamente. O método FIFO aplica-se perfeitamente aqui, mas precisa ser rigoroso. Cada posição de prateleira deve ter o DOT mais antigo na frente.

Limitações reais do sistema multimarca

Não existe software no mercado que resolva tudo automaticamente. Sistemas como TOTVS, SAP ou soluções específicas para autopeças lidam bem com estoque monomarca, mas no multimarca a configuração manual é inevitável. As tabelas de equivalência são mantidas por milhares de usuários espalhados, e erros de crowdsource propagam rapidamente. A recomendação é usar o software como ferramenta de registro, não como fonte de verdade única. Para operações menores, uma planilha bem estruturada com abas separadas por marca, coluna de DOT e campo de equivalência manual funciona tão bem quanto qualquer sistema caro. O que diferencia o resultado é o rigor da conferência física, não a sofisticação da ferramenta. Em minha experiência, uma planilha atualizada diariamente com conferência física semanais mantém a precisão do estoque em torno de 96% a 98%. Softwares caros mal chegam a 92% sem esse rigor.

o que fazer quando o estoque dá errado

A contagem física regular é obrigatória. Faça uma contagem cega mensal, onde quem conta não vê o número registrado no sistema. Isso expõe divergências que passam despercebidas. No meu caso, comecei a fazer contagem cega depois que uma auditoria encontrou 17 pneus a mais no sistema do que existiam fisicamente. O vazamento era pequeno por item, mas acumulado representava quase R$ 4.000 em estoque fantasma. A contagem cega reduziu essa margem de erro para menos de 2% nos meses seguintes. Se a operação for grande e o volume de entradas e saídas for alto, considere um sistema de etiquetagem com código de barras por DOT. Cada pneu recebe um rótulo único na recepção. O processo de entrada leva cerca de três minutos adicionais por unidade, mas elimina a confusão de referências cruzadas no dia a dia. Vale a pena para movimentações acima de 50 pneus por semana.