The Day The Crayons Quit Books - ‎The Day the Crayons Quit by Drew Daywalt & Oliver Jeffers on Apple Books
‎The Day the Crayons Quit by Drew Daywalt & Oliver Jeffers on Apple Books

Um guia prático para usar o livro O Dia em Que os Lápis de Cor Desistiram

Esse livro do Drew Daywalt com ilustrações do Oliver Jeffers é mais útil do que parece à primeira vista. A história gira em torno de um conjunto de lápis de cor que escreve cartas de reclamação para o dono porque está cansado de serem mal usados. É simples, mas a estrutura permite trabalhar varias coisas em sala de aula ou em casa.

O que é the day the crayons quit books

O livro apresenta vários lápis de cor contando, cada um à sua maneira, o porquê da frustração. Lápis azul reclama de ser usado para desenhar tudo, exceto o céu. Lápis rosa fica cansado de só fazer flores e borboletas. Lápis vermelho foi usado para pintar sangue em desenhos de zumbis. O lápis preto diz simplesmente que não suporta mais. É um livro de poucas páginas, talvez 40. As ilustrações são limpas, quase rabiscos intencionais, e o texto é curto o suficiente para manter crianças pequenas atentas. A edição brasileira foi publicada pela editora Arqueiro.

Como funciona na prática

O que eu descobri é que a atividade que realmente funciona é pedir para os alunos criarem uma carta própria de um lápis de cor que não está no livro. O processo que uso leva cerca de 25 minutos se você tiver a turma organizada. Sugiro os seguintes passos. Primeiro leio o livro em voz alta. Isso leva uns 10 minutos. Depois pergunto quais são os lápis que aparecem e anoto na lousa. Em seguida distribuo tiras de papel coloridas, uma para cada aluno, representando um lápis diferente. Cada criança escreve três frases de reclamação. Finalizo com uma roda onde cada um lê sua carta.

O resultado é geralmente engraçado. Crianças de sete anos inventam situações que eu nunca havia considerado, como um lápis verde reclamando que sempre pintam grama e árvores, sem nunca ter a chance de pintar outras coisas. Isso mostra que a estrutura do livro convida para isso. A criatividade flui quando há um formato prévio para seguir.

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Um problema que encontrei e como resolvi

Em uma ocasião, durante uma atividade com crianças de cinco anos, vários alunos começaram a desenhar em vez de escrever. A turma estava agitada e o tempo era curto. A solução foi trocar a escrita por desenho dirigido. Ao invés de pedir uma carta, pedi que desenhassem o lápis de cor triste e, ao lado, eu ditava o que eles queriam que o lápis dissesse. Eu escrevia as palavras no quadro enquanto eles desenhavam. Isso funcionou melhor e manteve a atividade dentro do tempo previsto.

O que começar pela atividade

Ao preparar a aula, levei os lápis de cor reais para a sala. Isso faz diferença. Crianças reagem melhor quando podem segurar os objetos que estão sendo discutidos. Colocar os lápis em cima da mesa antes de abrir o livro muda completamente o engajamento. Não precisa ser nada elaborado. Apenas ter os lápis visíveis já ajuda. Outra coisa que funciona é ter um exemplar físico do livro, não uma cópia digital projetada. Imagens pequenas em tela não mostram os detalhes das ilustrações do Oliver Jeffers, que são parte importante da narrativa. As crianças percebem coisas nos desenhos que passam despercebidas em uma apresentação.

Dificuldades comuns

Há alguns pontos que merecem atenção. O livro trabalha com o conceito de perspectiva, mas crianças mais novas podem não captar imediatamente que cada lápis tem um ponto de vista diferente. É útil fazer a pergunta explícita durante a leitura: o que esse lápis está sentindo. Outra questão é que algumas escolas ou bibliotecas têm poucas cópias. Se você tem apenas um exemplar para uma turma inteira, a roda de leitura pode se tornar caótica. Nesse caso, reproduzir trechos selecionados em folhas impressas resolve o problema sem grandes custos. Também é comum que os alunos queiram apenas rir das Situation mais absurdas e pular a parte da reflexão. Isso é normal. A atividade funciona mesmo quando os niños não param para pensar profundamente. O simples fato de criar uma carta já pratica escrita e noção de ponto de vista.

Recursos adicionais

Existe um site oficial do autor com material de apoio gratuito. O link pode ser encontrado pesquisando por "drewdaywalt.com". Há fichas de atividades, vídeos de leitura e sugestões de perguntas para discussão. Nada muito elaborado, mas serve como ponto de partida. Para quem quiser expandir a temática, existe uma sequência chamada "Orange the CRAYONS Quit", que traz novas cartas e novas queixas. O livro original é vendido em livrarias físicas e online. A edição brasileira tem capa dura e custa em torno de 45 reais em lojas como Amazon e Magazine Luiza.

Se o objetivo for apenas introduzir o conceito de perspectiva de forma lúdica, o livro cumpre bem. Se quiser algo mais denso para discussiones sobre direitos autorais ou autoria criativa, existem outros materiais que se encaixam melhor. Este livro é um convite para brincar com ideias, não uma aula completa sobre nenhum desses temas.