A regra simples que todo mundo explica mal
O verbo to be no passado é basicamente isso: eu era, você era, ele era, nós éramos, vocês eram, eles eram. Só que em inglês esse "ser/estar" se divide em duas formas dependendo do sujeito. Was para primeira e terceira pessoa do singular. Were para tudo o resto. Parece trivial até você tentar explicar para alguém que insiste em usar was com everybody, porque soa melhor na cabeça dele. Eu já perdi tempo corrigindo relatório de estagiário que escreveu "everybody was happy" como se fosse erro. Na verdade, ele estava certo. Everybody é singular grammaticalmente, então was é a forma correta. O problema é que o aluno médio ouve that rule and then applies it blindly until it breaks on something like "the data were inconsistent," que é outra armadilha comum em textos acadêmicos.
O que todo material didático não te conta sobre o verbo to be no passado
O ensino padrão para esse conteúdo é: was = I/he/she/it. Were = you/we/they. Repete isso cinco vezes e torce para fixar. Funciona até o nível A2. Aí chega o B1 e você se depara com sentenças tipo "if I were you" e o cérebro trav porque a regra que aprenderam não cobre o subjuntivo. There is no exception listed in the chart. It just appears in a reading passage and suddenly the student thinks they misread something. Outra coisa que ninguém enfatiza: were existe como forma subjuntiva independente do sujeito. "If she were here" não é erro. É o subjuntivo hipotético, e ele aparece com frequência em conditions type 2 e 3. A confusão mais comum é achar que were só combina com you, we e they. Não combina. Were combina com qualquer sujeito quando o contexto exige o modo subjuntivo.
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Um caso que me pegou uma vez num projeto de tradução técnica foi com relatórios de auditoria. O texto original usava "the findings were significant" num contexto onde findings era plural, tudo normal. Mas na frase seguinte vinha "each finding was significant," e o tradutor junior mantinha were nos dois porque via "finding" e pensava no padrão was/were sem considerar que each transforma o sujeito em singular. Erro simples. Correção rápida. Dano reputacional desnecessário. Então a parte prática. Quando você precisar conjugar o verbo to be no passado, o fluxo é: identifica o sujeito, verifica se há marcador de hipoteticidade ou irrealidade, aplica was ou were accordingly. Se não houver nenhum desses marcadores, segue a tabela normal. Se houver "if" introduzindo uma condição contrária ao fato, usa were para todos os sujeitos. Simples quando você para de tratar como exceção e passa a tratar como regra separada.
A desvantagem desse sistema é que ele não escala bem para falantes de línguas que não têm verbo equivalente de ser/estar separado. Espanhóis confundem frequently porque en espanhol o verbo ser e estar se conjugam de forma diferente no passado (era/estaba), e a decisão entre was e were depende do significado de fundo, não só da gramática superficial. Falantes de português têm o mesmo problema mas com nuances diferentes porque o passado do ser e do estar também se mistura de formas distintas dependendo do contexto narrativo. Se o seu objetivo é apenas usar o verbo to be no passado em conversas do dia a dia, memorizar was para singular e were para plural resolve 90% dos casos. Se você precisa lidar com escrita formal, artigos acadêmicos ou tradução, aí vale a pena investir tempo entendendo o subjuntivo e os casos de singularidade coletiva como everybody, each, anyone. O resto é repetição com textos reais, não exercícios isolados. Exercícios isolados criam a ilusão de domínio que desaparece na primeira mensagem de um nativo usando contracted forms como wasn't e weren't em velocidade natural.