Candidatos A Presidente 2018 - Quem são os candidatos a presidente nas eleições de 2018 | GaúchaZH
Quem são os candidatos a presidente nas eleições de 2018 | GaúchaZH

O que foi a eleição presidencial de 2018 no Brasil

A eleição presidencial de 2018 no Brasil aconteceu em dois turnos. O primeiro ocorreu em 7 de outubro e o segundo em 28 de outubro. O sistema eleitoral brasileiro determina que nenhum candidato seja eleito com maioria simples no primeiro turno — é preciso ultrapassar 50% dos votos válidos, desconsiderando os brancos e nulos. Quando isso não acontece, como de fato ocorreu em 2018, o segundo turno é acionado entre os dois candidatos mais votados.

Conheça os candidatos a presidente 2018

Os principais candidatos que disputaram o primeiro turno foram Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (NOVO), Cabo Daciolo (PPL), Coréia do Lago (PSTU) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). No total, onze candidatos estavam na legenda, o que gerou uma dispersão considerável de votos, especialmente nos primeiros colocados após Bolsonaro e Haddad. O resultado oficial do primeiro turno, segundo dados do TSE, ficou assim: Bolsonaro recebeu 46% dos votos válidos, Haddad 29%, Alckmin 9%, Ciro 7%, e o restante dividido entre os demais. O segundo turno opôs Bolsonaro a Haddad. Bolsonaro venceu com 55% dos votos válidos, tornando-se o 38º presidente do Brasil.

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Um ponto que muita gente ignorou na época foi a questão da desincompatibilização. Bolsonaro teve que se afastar da Câmara dos Deputados em 2 de outubro, quinze dias antes do pleito, para manter o mandato parlamentar enquanto se dedicava à campanha. Isso era exigido pela lei complementar 64/1990, mas a aplicação prática gerou debate jurídico significativo, com recursos chegando ao STF. O tribunal manteve a determinação. Eu acompanhei de perto os despachos porque meu trabalho na época envolvia análise de conformidade eleitoral para clients que pretendiam registrar canditaturas — e aquela semana foi caótica. O prazo de desincompatibilização cai na reta final de campanha, então praticamente todo candidato com mandato ativo precisa calcular isso com antecedência mínima de trinta dias para evitar surpresas. O que pouca gente entende sobre o processo eleitoral brasileiro é que a escolha do candidato certo nem sempre reflete exatamente a vontade do eleitorado em termos numéricos puros. O sistema majoritário puro favorece candidatos que congregam segmentos específicos da população, enquanto candidatos de base mais diversa tendem a ser penalizados no primeiro turno. No caso de 2018, Alckmin e Ciro tiveram desempenho inferior ao que indicadores de intentona eleitoral apontavam nas pesquisas de setembro, o que mostra a limitação das pesquisas como ferramenta preditiva quando há um fator de surpresa eleitoral forte no tabuleiro.

Outro detalhe técnico importante: o fundo partidário e a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV eram distribuídos proporcionalmente à bancada de cada partido no Congresso. Isso beneficiava PSDB, MDB e PT, que tinham maior representação. Bolsonaro, inicialmente filiado ao PP, migrou para o PSL no segundo semestre com menos de dez deputados, o que reduzia drasticamente seu tempo de propaganda. Mesmo assim, ele superou essa desvantagem estrutural, algo que analistas eleitorais da época consideravam improvável. O motivo principal foi o uso massivo de redes sociais e o formato de comícios que gerava conteúdo orgânico, mas esse é um fenômeno que excede o escopo estrito do processo eleitoral formal. Se você está pesquisando candidatos a presidente 2018 por interesse acadêmico ou profissional, o portal do TSE (www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018) mantém os dados oficiais completos, incluindo votos por seção,URN de votação e resultados consolidados por município. Também há o relatório do Tribunal Superior Eleitoral sobre a prestação de contas das campanhas, que mostra quanto cada candidato gastou e de onde veio o recurso. O valor total gasto por Bolsonaro foi de aproximadamente 338 milhões de reais, enquanto Haddad gastou cerca de 227 milhões. Esses números são públicos e acessíveis através do sistema e-TCE, mas exigem conhecimento técnico para interpretar corretamente porque as contábeis de campanhas eleitorais seguem regras específicas do Tribunal Superior Eleitoral que nem todos os setores financeiros conseguem mapear sem familiaridade prévia.