Sobre "o romance de iseop" — o que eu consigo te dizer
Olha, vou ser direto porque não quero te mandar por um caminho errado: eu não tenho certeza do que "o romance de iseop" se refere exatamente. O termo não bate com nenhuma obra canônica da literatura portuguesa ou brasileira que eu consiga identificar com segurança, nem com alguma ferramenta ou material técnico que eu tenha manuseado em algum momento. Pode ser uma grafia alternativa de algo que eu estou reconhecendo errado, pode ser uma referência muito restrita a um grupo de estudo ou a um texto manuscrito que circulou só em ambiente acadêmico específico, ou pode ser um erro de digitação que se propagou. O que eu faço nessas situações é parar e conferir antes de continuar, porque na minha experiência com pesquisa literária e documentação de textos, tentar forçar uma interpretação sobre uma referência que não fecha em nenhum catálogo (SBN, CIP, catalogação da Biblioteca Nacional, índice de teses) é o que te dá trabalho para depois desmontar tudo de novo. Aí você já perdeu uns três dias tentando encontrar citações que não existem.
Se for mesmo "o romance de iseop", o que checar primeiro
Pega a fonte onde você encontrou essa menção e olha o contexto ao redor. Se é um índice de livro, anota o código de classificação (Dewey ou CDD-Br) junto. Se é um post de fórum ou resumo de seminário, procura o nome completo do autor ou editora. O problema mais comum que eu já vi nesse tipo de caso é que pessoas transcrevem títulos de forma abreviada numa conversa de grupo de WhatsApp da faculdade, a grafia fica "Iseop" em vez do nome original, e aí meses depois alguém tenta achar o PDF no Google Scholar e nada. Um workaround que funcionou pra mim numa situação parecida: se a referência vier de um resumo de disciplina, puxa a ementa da disciplina no sistema da universidade, localiza a bibliografia completa, e compara a abreviação contra a lista. Aí em vez de pesquisar pelo título quebrado, você pesquisa pelo sobrenome do autor + ano. Leva uns 15 minutos a mais na primeira vez, mas evita que você fique duas horas caçando uma obra que talvez nem tenha esse nome.
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Possíveis correspondências que eu consideraria
Se a intenção era algo ligado à tradição arthuriana em português, pode ser uma variante de "A Lenda de Isolda" ou um romance medieval que adapte o ciclo de Yseult/Yseut. Aí a grafia "Iseop" seria um desvio claro. Se o contexto for mais contemporâneo e o "romance" estiver sendo usado no sentido formal de "obra em prosa de longo fôlego", talvez seja um título de um livro regional, autoeditado, ou de circulação limitada em feira de livro universitária. Nesses casos, a busca no Catálogo de Livros Editados no Brasil (Catálogo BN) costuma resolver, mas a indexação é irregular e você às vezes tem que tentar tanto com acento quanto sem, e só com o sobrenome. Outra possibilidade que já me pegou: textos didáticos ou apostilas de literatura comparada que batizam exercícios práticos com nomes fictícios tipo "escreva o romance de Iseop" como uma ficção pedagógica, e depois alguém trata aquilo como referência real. Se for esse o caso, a solução é só voltar ao material original e conferir se a instrução era criar o texto, não consultá-lo.
Limitação honesta
Eu não vou inventar um link de download ou montar um tutorial passo a passo sobre uma obra que eu não consigo confirmar que existe. Se me der mais contexto — aonde você viu a menção, qual era a disciplina, se tinha um autor associado, se era em língua portuguesa clássica ou moderna — eu consigo afinar a busca e te apontar onde procurar sem chutar. Mas escrever um guia completo sobre um título que pode não ter correspondência real no mundo publicado é justamente o tipo de coisa que parece útil e na prática só enche seu tempo. Se der um detalhe a mais, eu arrumo o resto.