Entendendo substantivos simples e compostos na prática
Muita gente travna nessa questão porque a intuição fala mais alto do que a regra. A palavra "bombom" parece ter algo a mais — um aumento, um sufixo — mas isso é uma armadilha comum. Quando estou corrigindo listas de exercícios com alunos iniciantes, vejo isso o tempo inteiro. Eles olham para o final da palavra e já marcam "composto" sem pensar no critério real.
É bombom é substantivo simples ou composto?
Bombom é substantivo simples. A razão é direta: ele é formado por apenas um morfema lexical, ou seja, uma única raíz. Não há união de dois ou mais radicais. A palavra veio do francês "bonbon", que por sua vez é uma reduplicação onomatopaica, mas isso não transforma o termo em composto no português. Morfologicamente, "bombom" carrega um único vocábulo base. Para diferenciar, o teste básico é contar os radicais. Substantivo simples tem um radical. Substantivo composto tem dois ou mais radicais unidos, geralmente com elemento ligativo ou sem eles. Veja a diferença:
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Palavras compostas reais: "guarda-chuva", "segunda-feira", "couve-flor", "porta-malas". Em cada uma dessas, dá para identificar pelo menos dois radicais distintos seccionando a palavra. Agora tente fazer o mesmo com "bombom". Não funciona. O termo é indivisível do ponto de vista morfológico. Outro ponto que causa confusão são os aumentativos e diminutivos. "Bombrão" ou "bombinha" são substantivos simples com sufixo, não compostos. O sufixo altera o sentido, mas não adiciona um novo radical. Já "sacode-borracha" ou "pé-de-moleque" são compostos porque juntam dois elementos autônomos.
Na prática de sala de aula, costumo pedir para o aluno separar mentalmente a palavra em partes menores com significado próprio. Se não der, é simples. Esse método economiza tempo porque elimina a dúvida na hora da classificação. Leva uns segundos e resolve a questão sem necessidade de consultar gramática. O que costuma dar errado é quando a palavra tem origem composta mas foi hibridizada ao longo do tempo. "Bombom" passou por adaptações fonéticas no português e perdeu qualquer rastreio de sua estrutura original. Isso acontece com outras palavras também, como "mandachuva" que ainda preserva os dois radicais visíveis, enquanto "sanduíche" não revela nada sobre sua etimologia.
Se você está estudando para concurso ou prova de vestibular, memorize essa distinção prática: um radical = simples. Dois ou mais radicais = composto. A etimologia não entra no critério de classificação morfológica, só a estrutura atual da palavra. Isso evita que você caia na tentação de analisar a origem francesa e se perder em detalhes desnecessários.